BNDES anuncia R$ 500 milhões para obras de resiliência em Belo Horizonte
- Recursos do Fundo Clima vão financiar ações contra enchentes e deslizamentos, criação e requalificação de áreas verdes, jardins de chuva, recuperação de rios e nascentes e intervenções em áreas de risco
- No mesmo evento, BNDES e Prefeitura de BH também assinam contrato para estruturação de projeto de mobilidade urbana, o primeiro derivado da Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana
- Novos investimentos se somam a uma presença crescente do BNDES em Minas: de 2023 ao primeiro trimestre de 2026, o Banco aprovou R$ 59,3 bi em crédito para o estado, volume 78,6% superior aos R$ 33,2 bi aprovados entre 2019 e 2022
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira, 5, financiamento de R$ 500 milhões para a Prefeitura de Belo Horizonte executar o Plano de Investimentos em Resiliência e Adaptação Climática do município, pelo programa BH Resiliente (Projeto Transformador Cidade Jardim). O anúncio foi feito durante evento com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, no Salão Nobre da Prefeitura.
No mesmo evento, o BNDES e a Prefeitura de Belo Horizonte também assinaram contrato para estruturação de projeto de mobilidade urbana. A iniciativa é o primeiro contrato derivado da Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana e reforça a atuação do Banco no apoio a projetos estruturantes para cidades mais sustentáveis, resilientes e preparadas para os desafios urbanos. Saiba mais.
O financiamento de R$ 500 milhões será destinado a intervenções para reduzir riscos de enchentes, alagamentos e deslizamentos, ampliar áreas verdes, recuperar recursos hídricos e fortalecer a capacidade de adaptação da capital mineira aos eventos climáticos extremos. Do total, R$ 480 milhões virão do Fundo Clima e R$ 20 milhões do BNDES Invest Impacto, programa voltado a investimentos públicos com foco na redução de vulnerabilidades socioeconômicas e na adaptação e mitigação das mudanças climáticas.
A operação faz parte da agenda do BNDES Cidades, plataforma de soluções do Banco voltada a gestores públicos municipais, que reúne instrumentos financeiros para apoiar o desenvolvimento urbano sustentável, inclusivo e inteligente. A iniciativa concentra financiamentos em eixos como cidades sustentáveis, inclusão social e cidades inteligentes, com apoio a projetos de adaptação climática, infraestrutura urbana, eficiência energética, modernização da gestão pública e melhoria da qualidade dos serviços oferecidos à população.
“São R$ 500 milhões que estamos financiando só para o BH Resiliente, que é um projeto muito bem concebido: é uma mudança de percepção da cidade que dialoga com o aquecimento global e com os extremos climáticos”, ponderou Mercadante. “Precisamos preparar as cidades para ter resiliência e precisamos nos prevenir contra o aquecimento global. O BNDES está investindo em restauro florestal, R$ 7 bilhões em todos os biomas, e aqui estamos dando uma demonstração da importância disso. Preservar nascentes de água é garantir vida de qualidade no futuro”.
Álvaro Damião destacou que a capital mineira, assim como grande parte dos municípios brasileiros, sente o efeito das mudanças climáticas, “Belo Horizonte temvisto durante boa parte do ano as chuvas que amedrontaram e continuam amedrontando o povo belorizontino”, observou o prefeito. “Hoje, não vivemos mais o sofrimento que já tivemos na capital devido aos trabalhos que foram feitos nos últimos anos. Isso só acontece através de parceria. Em todas as oportunidades que a gente tiver, vou estar defendendo o BNDES”.
Foto: Cesar Tropia/BNDES
Entre as principais ações previstas no Plano de Investimento para serem aprovadas estão, por exemplo, projetos como a implantação da bacia de detenção do Parque Calafate, voltada ao controle de cheias; a requalificação e a implantação de parques; a desimpermeabilização de áreas concretadas e implantação de jardins de chuva na região central; a contenção de encostas em áreas de risco; a revegetação de encostas e recomposição de Áreas de Preservação Permanente; a criação de unidades de conservação; e a recuperação ambiental de rios, nascentes e brejos.
As intervenções terão impacto direto na qualidade de vida da população de Belo Horizonte, especialmente em territórios mais vulneráveis aos efeitos de chuvas intensas, enchentes, deslizamentos e ondas de calor. Com cerca de 2,3 milhões de habitantes, a capital mineira tem elevada densidade populacional e desafios importantes de adaptação climática. Segundo dados considerados na análise da operação, mais de 389 mil moradores vivem em áreas de risco e cerca de 307 mil em favelas.
“A agenda climática urbana precisa chegar aonde a população mais sente os efeitos da crise climática: nas áreas de risco, nas vilas, nas favelas e nos territórios com menos infraestrutura. O projeto combina obras de drenagem, contenção de encostas, parques, jardins de chuva, revegetação e recuperação de nascentes. É uma operação que mostra como adaptação climática, inclusão social e soluções baseadas na natureza podem caminhar juntas para tornar a cidade mais segura, mais verde e mais justa”, afirma a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Foto: Cesar Tropia/BNDES
O Plano de Investimentos também aposta em soluções baseadas na natureza, como ampliação de áreas verdes, jardins de chuva, revegetação de encostas e recuperação de nascentes. Essas ações aumentam a capacidade de infiltração da água no solo, ajudam a reduzir ilhas de calor, qualificam a paisagem urbana, protegem equipamentos públicos e privados e reduzem custos associados à recuperação de áreas atingidas por eventos climáticos extremos.
BH Resiliente – O programa BH Resiliente, denominado pela prefeitura Projeto Transformador Cidade Jardim, reúne iniciativas voltadas à adaptação da cidade às mudanças climáticas, com foco em infraestrutura verde, arborização urbana, conservação de recursos hídricos, requalificação de áreas vulneráveis, gestão de riscos e educação climática. A iniciativa está alinhada ao Plano Local de Ação Climática de Belo Horizonte e ao planejamento municipal para o período 2026-2029.
O projeto integra a estratégia da Prefeitura de Belo Horizonte para preparar a cidade para eventos climáticos extremos, com base em instrumentos de planejamento climático e urbano do município. O diagnóstico de vulnerabilidade climática aponta riscos prioritários relacionados a inundações, deslizamentos, ondas de calor e doenças associadas a desequilíbrios climáticos, especialmente em áreas mais adensadas e vulneráveis. Com o apoio do BNDES, o plano de investimentos permitirá antecipar respostas, reduzir riscos e ampliar a capacidade de adaptação da capital mineira, combinando infraestrutura urbana, soluções baseadas na natureza, recuperação ambiental e qualificação de espaços públicos.
A operação anunciada pelo BNDES permitirá ao município acelerar investimentos integrados em drenagem, parques, encostas, recuperação ambiental e infraestrutura urbana resiliente. O objetivo é proteger vidas, reduzir danos materiais, ampliar espaços verdes e preparar a capital mineira para responder melhor a eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos.
Atuação do BNDES em Minas – O novo financiamento para Belo Horizonte se soma a uma presença crescente do BNDES em Minas Gerais. De 2023 ao primeiro trimestre de 2026, o Banco aprovou R$ 59,3 bilhões para o estado, volume 78,6% superior aos R$ 33,2 bilhões aprovados entre 2019 e 2022. Na média anual, o crescimento foi ainda mais expressivo: as aprovações passaram de R$ 8,3 bilhões por ano, no período anterior, para R$ 18,2 bilhões por ano desde 2023, alta de 119,3%. Ou seja, a média anual de crédito aprovado para Minas mais que dobrou.
O avanço alcançou todos os principais setores da economia mineira. Na agropecuária, a média anual de aprovações passou de R$ 2 bilhões, entre 2019 e 2022, para R$ 5,1 bilhões, de 2023 ao primeiro trimestre de 2026, crescimento de 155%, ou 2,5 vezes mais. Em valores acumulados, o setor recebeu cerca de R$ 8 bilhões no período anterior e aproximadamente R$ 16,6 bilhões desde 2023.
Na indústria, a média anual de crédito aprovado passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 3,8 bilhões, alta de 216,7%, o equivalente a mais de três vezes o patamar anterior. No acumulado, as aprovações para o setor cresceram de cerca de R$ 4,8 bilhões, entre 2019 e 2022, para aproximadamente R$ 12,4 bilhões de 2023 ao primeiro trimestre de 2026.
“Aumentamos em 1400% o crédito para inovação em Minas “, frisou Mercadante, ao abrir o evento BNDES Mais Perto de Você, que integra a programação da Casa BNDES na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). “È um estado que teve uma atenção muito especial, especialmente a indústria, na Nova Indústria Brasil. Minas foi o segundo estado que mais recebeu recursos no Brasil, tanto para o aumento da produtividade, que é o carro-chefe, mas também para a inovação, projetos na área da saúde, na área da siderurgia, diversos setores na área da bioeconomia, agricultura”.
Em comércio e serviços, a média anual de aprovações subiu de R$ 1,5 bilhão para R$ 4 bilhões, crescimento de 166,7%, ou 2,7 vezes mais. O volume acumulado passou de cerca de R$ 6 bilhões para aproximadamente R$ 13 bilhões. Já em infraestrutura, a média anual avançou de R$ 3,7 bilhões para R$ 5,1 bilhões, alta de 37,8%, com volume acumulado de cerca de R$ 14,8 bilhões no período de 2019 a 2022 e de aproximadamente R$ 16,6 bilhões desde 2023.
O BNDES também voltou a apoiar projetos estratégicos para o setor público em Minas. As aprovações para esse segmento passaram de R$ 110 milhões, entre 2019 e 2022, para R$ 1,43 bilhão de 2023 ao primeiro trimestre de 2026, volume 13 vezes maior. Na média anual, o salto foi de R$ 27,5 milhões para cerca de R$ 439 milhões, mostrando a retomada do apoio do Banco a projetos estruturantes de municípios mineiros.
Em 2025, as aprovações para Minas Gerais chegaram a R$ 23,2 bilhões, o maior valor da série histórica iniciada em 1995. O estado foi o maior destino de recursos aprovados pelo BNDES para biocombustíveis no país, com R$ 1,5 bilhão, e teve o segundo maior volume de aprovações para inovação, com R$ 1,7 bilhão, atrás apenas de São Paulo. No âmbito do Plano Mais Produção, Minas Gerais somou R$ 34,3 bilhões aprovados em 32 mil operações até março de 2026.
O desempenho do crédito via BNDES Digital também mostra a capilaridade da atuação do Banco no estado. De 2023 a 2025, foram registradas operações em 783 dos 853 municípios mineiros, o equivalente a 92% do total. Em 2025, as aprovações de repasse em Minas somaram R$ 14,4 bilhões, acima dos R$ 11,9 bilhões de 2024, dos R$ 9,8 bilhões de 2023, dos R$ 7,4 bilhões de 2022 e dos R$ 4,6 bilhões de 2021. Entre as principais linhas de repasse no ano estão Finame Materiais, com R$ 3,2 bilhões; Linha Ônibus e Caminhão, com R$ 2,4 bilhões; Brasil Soberano, com R$ 1 bilhão; Moderfrota, com R$ 900 milhões; Pronaf Investimento e Mais Inovação Máquinas Rodoviárias 4.0, com R$ 800 milhões cada.
O presidente em exercício da Fiemg, Emir Cadar, destacou a importância do BNDES Mais Perto de Você, que aproxima o Banco das empresas de menor porte. “Há até pouco tempo, elas não enxergavam a oportunidade de chegar perto do BNDES, nem sabiam como apresentar um projeto para ter um financiamento e isso hoje acontece, mostrando a abertura que vocês têm hoje para o pequeno, para o médio industrial, para todas as empresas, de qualquer pote tamanho, terem a oportunidade de ter um financiamento em um país com a taxa de juros no número que está", ressaltou. Precisamos cada vez mais de bons financiamentos para que a máquina não pare e trabalhe e continue gerando emprego e renda, que é o grande papel da indústria aqui de Minas”.
Foto: Cesar Tropia/BNDES
Principais projetos do BNDES em MG – Entre os principais projetos apoiados pelo BNDES em Minas Gerais, destacam-se investimentos em infraestrutura logística, mobilidade, energia, indústria, inovação, clima, saúde, cultura e reparação socioambiental.
Na infraestrutura logística, o BNDES apoia projetos rodoviários, aeroportuários, de concessões e de integração regional em Minas. Entre 2023 e 2026, os projetos rodoviários apoiados pelo Banco no estado somam investimento total estimado em R$ 21,4 bilhões e financiamento do BNDES de R$ 10,1 bilhões, com recuperação de mais de 1.200 km e duplicação de mais de 650 km.
Entre os destaques estão as melhorias na BR-050, no trecho entre Cristalina (GO) e Delta (MG), corredor com 436,6 km de extensão e papel estratégico na ligação do Triângulo Mineiro e de Goiás aos principais centros consumidores. Também em rodovias, o BNDES estruturou, ao lado da ANTT e do Ministério dos Transportes, a concessão da Rota das Gerais, formada pelas BRs 116/MG e 251/MG, com 734,9 km de extensão, previsão de R$ 7,3 bilhões em investimentos e duplicação de 186 km na ligação entre o Sudeste e o Nordeste.
No setor aeroportuário, os aeroportos de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros foram contemplados no plano de ampliação, modernização e manutenção da Aena, que abrange 11 aeroportos no país. Em Minas Gerais, os projetos aeroportuários apoiados pelo BNDES somam R$ 600 milhões em financiamento.
O apoio do BNDES também tem sido decisivo para a transição energética em Minas Gerais. Entre 2023 e 2026, o Banco apoiou cinco novos projetos de energia renovável no estado, com R$ 6,3 bilhões em investimentos totais e R$ 3,98 bilhões em financiamento do BNDES. Os projetos somam 1.650 MW em geração de energia renovável, incluindo 40 MW de geração distribuída, com potencial para atender mais de 1,5 milhão de domicílios e evitar mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ por ano. Entre os exemplos está o financiamento de R$ 1 bilhão à Atlas Renewable Energy para construção de 11 usinas fotovoltaicas em Arinos, no noroeste de Minas Gerais, com previsão de geração de cerca de 2.100 empregos na fase de implantação.
Na agenda de biocombustíveis, destaca-se o apoio de R$ 480 milhões à Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), em Limeira do Oeste, para ampliar a produção de etanol em até 85 mil m³ por ano, alcançando 205 mil m³ por safra, além de duplicar a capacidade de geração de energia a partir de biomassa, de 34 MW para 68 MW. Em Montes Claros, financiamento de R$ 257,9 milhões à Acelen Renováveis viabilizou o Acelen Agripark, centro de inovação tecnológica voltado à cadeia de produção de diesel renovável e combustível sustentável de aviação a partir da macaúba, planta nativa brasileira de alto potencial energético.
Em Belo Horizonte, além do financiamento ao BH Resiliente e do contrato de estruturação de mobilidade urbana assinado nesta terça-feira, o BNDES já apoia a modernização da gestão e da segurança pública municipal, por meio de operação de R$ 107,5 milhões. O projeto inclui investimentos em tecnologias, processos, sistemas, videomonitoramento, gestão de riscos, central de inteligência de dados, modernização tecnológica da Secretaria da Fazenda, gestão sustentável de resíduos orgânicos e diagnóstico para eficiência energética.
O Banco também apoia a capital mineira na agenda de mobilidade sustentável, com operação de R$ 317 milhões para aquisição de até 100 ônibus elétricos a bateria e equipamentos de recarga, novos e de fabricação nacional, com recursos do Fundo Clima. A iniciativa contribui para a melhoria da qualidade do transporte coletivo de passageiros, a redução de emissões e a transição energética no transporte público.
Na agenda de resiliência climática urbana, o BNDES financia o Centro de Operações Urbanas de Uberlândia, com R$ 88,2 milhões. O projeto vai permitir o monitoramento integrado da cidade com uso de dados em tempo real, reduzindo o tempo de resposta a incidentes e fortalecendo a coordenação de órgãos municipais em situações de crise, emergências e eventos climáticos extremos.
Na agenda ambiental, o Banco também participa, com a Axia Energia, do Edital Águas do Paranaíba, que destina R$ 20 milhões a projetos de restauração ecológica e revitalização dos recursos hídricos da Bacia do Rio Paranaíba, território que abrange 61 municípios de Minas Gerais e Goiás, com ações de fortalecimento da cadeia produtiva de sementes, mudas nativas, plantio, monitoramento e manejo adaptativo.
Em Juiz de Fora, o BNDES aprovou R$ 210 milhões para a requalificação do Centro Histórico, com foco em adequação da infraestrutura urbana, acessibilidade, valorização turística e econômica da área central e ações de adaptação climática, como aumento da arborização e de áreas permeáveis. Também no município, o Banco aprovou R$ 40 milhões para implantação de uma usina de produção de biometano a partir de resíduos sólidos urbanos, iniciativa que contribui para a gestão ambientalmente adequada dos resíduos, a redução do volume aterrado e o aproveitamento energético.
Em Contagem, o BNDES apoia projetos de modernização da administração municipal por meio do PMAT, com operação de R$ 49,5 milhões voltada a gestão e infraestrutura digital, governo digital, cidades inteligentes e serviços sociais. A iniciativa inclui investimentos em conectividade, tecnologia da informação, modernização do geoprocessamento, governo digital e melhoria dos serviços oferecidos à população.
Na indústria e inovação, o BNDES apoia a modernização produtiva em diferentes regiões do estado. Em Uberlândia, financiamento de R$ 102 milhões à Uberlândia Refrescos, franqueada da Coca-Cola, viabiliza a implantação de uma linha de envase de bebidas em garrafa PET 100% digitalizada, pioneira no Brasil, dentro do novo polo industrial da empresa.
Em Ouro Preto, o apoio de R$ 566 milhões à Gerdau financia a construção de um mineroduto de 13 km, entre a Mina de Miguel Burnier e a unidade de produção de aço em Ouro Branco, além de um rejeitoduto de 10 km e um centro de reciclagem de sucata em Pindamonhangaba (SP); o conjunto de investimentos deve reduzir emissões em mais de 100 mil toneladas de gases de efeito estufa equivalente por ano e gerar cerca de 4.500 empregos diretos e indiretos.
Em Extrema, o Banco apoia o plano de inovação e indústria 4.0 do Grupo Multi, com financiamento de R$ 294,1 milhões para digitalização e integração de processos e sistemas nas unidades de Minas Gerais e Manaus. De 2023 a 2025, Minas já teve R$ 2,7 bilhões aprovados no BNDES Mais Inovação – Indústria 4.0, em 1.424 projetos de difusão de máquinas e equipamentos.
O BNDES também atua em saúde, cultura e reparação socioambiental no estado. Em Nova Lima, 64 mil doses da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco desde 2008, começaram a ser aplicadas em janeiro. Na cultura, dois projetos mineiros foram selecionados no Edital de Cinema 2025: Ana, en Passant, da Api Produções Artísticas e Audiovisuais, na categoria animação, e Escanteio, da Anavilhana Filmes, na categoria documentário, cada um com patrocínio de R$ 600 mil.
Fundo Rio Doce – O BNDES também atua na reparação e reconstrução da Bacia do Rio Doce. Somando Minas Gerais e Espírito Santo, as liberações do Fundo Rio Doce já ultrapassaram R$ 2,1 bilhões. Ao todo, o Banco vai gerir R$ 49 bilhões do fundo, com recursos para investimentos sociais, ambientais e estruturantes ao longo dos próximos 22 anos, no âmbito das medidas reparatórias e compensatórias previstas no acordo judicial.
Foto: Cesar Tropia/BNDES