BNDES aprova fundo de mais de R$ 20 milhões para apoiar mais de 500 projetos culturais em todo o país
- Programa Matchfunding BNDES+ Diversidade Cultural vai apoiar projetos de pequeno e médio porte com orçamentos de R$ 30 mil a R$ 240 mil; iniciativa deve gerar 1.800 empregos diretos e indiretos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a criação de um fundo de R$ 22,5 milhões para o Matchfunding BNDES+ Diversidade Cultural, maior programa de financiamento coletivo voltado a apoiar projetos culturais da história. O fundo integra um investimento total de R$ 30 milhões em recursos não reembolsáveis do BNDES, ao longo de quatro anos. O objetivo é apoiar mais de 500 iniciativas de pequeno e médio porte em todo o país, com orçamentos que variem de R$ 30 mil a R$ 240 mil.
O programa será realizado em parceria com o Instituto Benfeitoria e com a Sitawi Finanças do Bem, instituições que desenvolvem e implementam soluções de mobilização de recursos para iniciativas de impacto social, cultural e ambiental, com destaque para programas de crowdfunding e matchfunding. A nova edição vem sendo estruturada pelo BNDES e parceiros há mais de um ano.
As instituições farão a seleção pública de projetos, a capacitação e acompanhamento dos selecionados, além da comunicação do programa e apoio financeiro por meio da combinação de recursos do BNDES com financiamento coletivo (crowdfunding), utilizando a metodologia de matchfunding.
A estimativa é mobilizar R$ 17,6 milhões adicionais em doações da sociedade. Além dos mais de 500 projetos cofinanciados, a iniciativa prevê capacitar milhares de agentes culturais, fortalecendo sua capacidade de mobilização de recursos e sustentabilidade. O programa também estima a geração de aproximadamente 1.800 empregos diretos e indiretos.
“Com esse programa, o BNDES está descentralizando os recursos culturais, ampliando o acesso de organizações de pequeno e médio porte ao financiamento, sobretudo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e incentivando a participação da sociedade. O objetivo do governo do presidente Lula é fortalecer as economias criativas locais e promover a inclusão e a diversidade no setor cultural a organizações e projetos liderados por grupos historicamente sub-representados”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Seleção e financiamento - Assim como na primeira edição do programa, que mobilizou mais de 11 mil pessoas para cofinanciar 43 projetos de patrimônio cultural, a seleção será feita por meio de edital lançado pelas instituições parceiras. Desta vez, serão dez ciclos de seleção de projetos ao longo de três anos. O edital será lançado em novembro de 2026.
“Um programa dessa dimensão, que chega a centenas de iniciativas culturais em todo o país, reforça nossa vocação para a gestão de recursos em escala. Nosso papel é garantir que os recursos sejam geridos com transparência e acompanhar todos os projetos, desde as campanhas de financiamento coletivo até a prestação de contas, contribuindo para um impacto consistente e duradouro”, afirma Priscila Socoloski, gerente executiva de Gestão de Filantropia da Sitawi.
Após cada ciclo de seleção, os proponentes selecionados passarão por uma capacitação especial para desenvolver suas campanhas de mobilização, que serão publicadas na plataforma Benfeitoria, onde a sociedade poderá apoiar diretamente os projetos. As campanhas utilizarão a metodologia de matchfunding: para cada R$ 1 doado a projetos com elaboração e execução nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o BNDES aportará R$ 2. Para projetos do Sul e do Sudeste, a cada R$ 1 doado pela sociedade, o Banco apoiará com R$ 1.
Os projetos apoiados deverão ser protagonizados e voltados a mulheres, população negra e quilombola, povos indígenas, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas idosas e pessoas com deficiência e neurodivergentes. Poderão aderir iniciativas culturais nas seguintes vertentes: teatro, dança, música, artes visuais, literatura, audiovisual e games.
Com a ampliação do tempo, dos recursos e do foco cultural, a nova edição do programa ganha escala e capilaridade, com potencial de fortalecer a cultura de mobilização de recursos e a sustentabilidade do setor cultural para além dos projetos apoiados.
“A diversidade cultural brasileira não pode depender de fontes pouco diversas de financiamento, nem ficar restrita a quem já sabe mobilizar recursos. O Matchfunding desafia essa lógica e transforma investimento público em convite à participação popular, abrindo portas para novos protagonistas e aproximando quem faz cultura de quem quer fortalecê-la. Mais que multiplicar doações, multiplica pertencimento, entusiasmo e senso de responsabilidade compartilhada pela nossa cultura. Bem mais que financiamento: coletivo”, afirma Tati Leite, cofundadora do Grupo Benfeitoria e coidealizadora do programa.
Sobre a Sitawi - A Sitawi Finanças do Bem viabiliza e acelera o fluxo de capital para todas as causas sociais e ambientais no Brasil. A organização desenvolve soluções financeiras e gerencia recursos para quem quer construir um futuro melhor. Em 18 anos de história, mobilizou mais de R$ 700 milhões para impacto socioambiental positivo. Através de suas ações com parceiros, já apoiou mais de 3 mil iniciativas, beneficiou mais de 14 milhões de pessoas por todo o país e apoiou a conservação de mais de 5 milhões de hectares na Amazônia. Conheça: www.sitawi.net.
Sobre o Instituto Benfeitoria - O Instituto Benfeitoria é a frente sem fins lucrativos do Grupo Benfeitoria, um ecossistema de inovação social, que há 15 anos cria e opera soluções para transformar diferentes tipos de capital em impacto coletivo. Pioneiro em crowdfunding e matchfunding, o Grupo já mobilizou cerca de R$ 400 milhões e 1 milhão de benfeitores para apoiar mais de 15 mil projetos de impacto. Conheça: www.institutobenfeitoria.org.
Foto: André Telles/ BNDES