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BNDES - Agência de Notícias

18:41 23 de July de 2024

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:17:58 05/12/2023 |INDÚSTRIA |MEIO AMBIENTE |SUDESTE

Ultima atualização: 17:50 20/12/2023

Valter Campanato - Agência Brasil

Usina de biometano do 3º maior aterro sanitário do mundo tem apoio do BNDES

  • Alternativo aos combustíveis fósseis, biocombustível renovável contribui para a matriz energética sustentável do país 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar com R$ 93,8 milhões a construção de uma usina de biometano no maior aterro sanitário da América Latina e 3º maior do mundo, localizado em Caieiras (SP). Do total financiado à Essencis Biometano S.A, R$ 53,7 milhões são recursos do Fundo Clima e R$ 40,2 milhões do BNDES Finem, tradicional linha do Banco para financiamento a projetos de investimentos.

Atualmente, o aterro recebe os resíduos de 20 municípios da região metropolitana de São Paulo, além da própria capital. A unidade terá capacidade instalada de 68.000 m³/dia e a produção será comercializada pela Ultragaz e pela Neogás, com entrega em gás natural comprimido via modal rodoviário.

Divulgação, Termoverde CaieirasFoto: Termoverde Caieiras/Divulgação

O biogás será captado no aterro por meio de uma malha de dutos e direcionado a uma planta de purificação, onde será feita a separação do CO2 e de outros gases poluentes. A previsão é de que seja evitada a emissão de 43.068 toneladas de CO2 equivalente/ano. Ao produzir um combustível renovável alternativo aos combustíveis fósseis, o processo contribui para mitigação das mudanças climáticas.

Outra usina de biometano – O Banco também aprovou financiamento, no valor de R$ 135 milhões, à Cocal Energia PPT Participações Ltda para implantação de uma planta de biogás em Paraguaçu Paulista (SP), com capacidade para produzir até 60 mil m³/dia de biometano. Os recursos, financiados pelo Fundo Clima, correspondem a 60% do valor total a ser investido no projeto, de cerca de R$ 200 milhões.

No projeto, serão utilizados palha de cana, torta de filtro e vinhaça, insumos oriundos da produção de álcool e açúcar. A redução estimada de emissões de gases de efeito estufa decorrente da implantação e execução do projeto, que possui vida útil prevista de 19 anos, é de mais de 10 milhões de toneladas de carbono. 

O biometano produzido pela nova usina será distribuído via GNC (cilindros transportados por meio de carretas), possibilitando o atendimento a clientes industriais e comerciais em todo o território nacional. Parte da produção será utilizada pelo próprio Grupo Cocal para atender a demanda por combustível de sua frota de veículos (caminhões, colhedores e tratores) durante a safra, com respectiva diminuição no consumo de diesel.  

Para José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, as duas iniciativas, que somam cerca de R$ 230 milhões em financiamento do Banco, impulsionam a produção de biometano no Brasil, com enorme potencial para substituição do uso do diesel em veículos pesados e máquinas agrícolas, contribuindo para a transição energética e descarbonização da matriz de combustíveis. “A indústria verde é uma prioridade do BNDES e da neoindustrialização brasileira”, afirmou.