BNDES - Agência de Notícias

13:50 23 de Janeiro de 2021

Publicação:13:08 05/01/2021 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 14:36 05/01/2021

  • Banco priorizou médias e pequenas empresas em suas medidas emergenciais
  •  Recursos alcançaram cerca de 390 mil empresas que empregam mais de 9,5 milhões de pessoas
  • Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC) passa de R$ 92 bilhões em créditos garantidos a mais de 115 mil clientes

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) injetou na economia brasileira R$ 154 bilhões em iniciativas de auxílio às empresas para o enfrentamento dos efeitos da pandemia de Covid-19 em 2020. Desde o anúncio das primeiras medidas no fim de março, esse valor foi destinado prioritariamente a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e micro empreendedores individuais (MEIs), que correspondem a 99,6% das 390 mil apoiadas. Todas elas empregam mais de 9,5 milhões de pessoas.

Foi assim que o BNDES ajudou a preservar o sonho de empreendedores como Cristóvão Marques Pinto Júnior, sócio de uma rede de restaurantes de comida italiana em Manaus (AM). Ele chegou a pensar em abandonar o negócio. “Eu raciocinei e tive uma coisa comigo (dizendo) que não vai ser uma noite escura que vai apagar o meu brilho.” Com apoio de um financiamento do BNDES, oferecido por meio do Banco Safra, ele usou esses recursos para suprir o pagamento da folha e também comprar novos equipamentos. “Esse crédito me ajudou muito. Me ajudou a não deixar meu sonho morrer, a continuar com ele e inclusive a expandir.”

O principal destaque das ações do BNDES junto a pequenas e médias empresas foi o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC), que proporcionou desde seu lançamento, em 30 de junho, R$ 92,1 bilhões em créditos garantidos a 114,5 mil empresas. Ao todo, 47 agentes financeiros estão habilitados a contratar empréstimos com a garantia do Tesouro Nacional via Fundo Garantidor de Investimentos, modelo do PEAC.

Entre os R$ 154 bilhões destinados às empresas brasileiras, R$ 20 bilhões foram repassados em março do Fundo PIS-PASEP, administrado pelo BNDES, para o FGTS, permitindo que pessoas físicas fizessem saques emergenciais e destinassem parte desses recursos ao consumo. O repasse também ajudou a economia a se reerguer e deu fôlego às pessoas físicas.

Desempenho das linhas emergenciais do BNDES – Adaptando-se prontamente ao contexto, o BNDES vem ao longo dos últimos dez meses exercendo um importante papel no combate aos impactos da pandemia na economia brasileira, atuando em múltiplas frentes: desenvolveu produtos e instrumentos financeiros ágeis para atender a empresas de diversos setores da economia, em especial aos pequenos negócios, os mais afetados; financiou importantes operações que fortaleceram o sistema de saúde e apoiou o setor público, concedendo a suspensão de pagamentos de parcelas de empréstimos a estados e municípios. Abaixo, segue uma síntese de todas medidas lançadas pelo BNDES, que começaram a ser anunciadas no dia 22 de março.

Para MEIs e MPMEs:

- O BNDES e o Ministério da Economia ofereceram garantias a 114,5 mil empresas por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC), totalizando R$ 92,1 bilhões em créditos contratados. Desse valor, R$ 82,3 bilhões foram destinados a pequenas e médias empresas.

- A linha Crédito Pequenas Empresas, que oferece crédito para capital de giro, já aprovou R$ 9,1 bilhões, apoiando 27,5 mil empresas.

- Em duas etapas, o Programa Emergencial de Suporte ao Emprego (PESE) aprovou R$ 8 bilhões em crédito para pagamento da folha de salários de funcionários e quitação de verbas trabalhistas.

- A linha PEAC Maquininhas, voltada para empréstimos oferecidos por agentes financeiros com base nas vendas realizadas por meio das maquininhas de cartão, chegou a R$ 3,1 bilhões aprovados para 109 mil empreendedores.

- O BNDES Audiovisual (FSA), linha emergencial criada para o financiamento a salários, gastos com fornecedores e a manutenção da atividade fim das empresas pertencentes à cadeia produtiva do setor audiovisual, apoiou com R$ 246 milhões 11 empresas que empregam mais de 7,5 mil pessoas.

- O BNDES aprovou R$ 20 milhões não reembolsáveis para apoiar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) realizados em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) que atendam às necessidades do sistema de saúde do país, ajudando no combate à pandemia.

- O Programa BNDES Crédito Cadeias Produtivas, que concedeu financiamento a capital de giro à cadeia produtiva de grandes empresas, formada majoritariamente por pequenas e médias empresas, somou R$ 117 milhões, suportando as necessidades de liquidez de 211 empresas que compõem as cadeias produtivas de grandes empresas.

Para grandes empresas:

- A suspensão de pagamentos de financiamentos (standstill) ao setor privado totalizou R$ 13,3 bilhões, beneficiando mais de 29 mil empresas.

- O consórcio formado pelo BNDES e mais 15 instituições financeiras contratou R$ 15,3 bilhões na Conta Covid, para financiamento ao setor elétrico, de forma a evitar um aumento imediato maior das tarifas.

Para o setor público:

- As ações emergenciais ao setor público somaram R$ 3,9 bilhões em suspensões de pagamentos de estados e municípios. Além disso, o BNDES acelerou liberações de financiamentos contratados por estados no total de R$ 225 milhões.


Para o setor de saúde:

- O Matchfunding Salvando Vidas, ação de financiamento coletivo destinado à compra de materiais, insumos e equipamentos para Santas Casas e hospitais filantrópicos, arrecadou R$ 78 milhões (metade desse valor aportado pelo BNDES).

- As aprovações do Programa de Apoio Emergencial ao Combate da Pandemia do Coronavírus totalizaram R$ 309 milhões para o setor de saúde, que estão contribuindo para a abertura de 2.900 leitos de UTI e enfermaria, a aquisição de 1,7 mil equipamentos médicos, como monitores e ventiladores pulmonares, 4 milhões de kits de diagnósticos contra a Covid-19 e 58,4 milhões de equipamentos de proteção individual (EPIs).