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Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:18:49 14/11/2019 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 19:18 14/11/2019

Fotos: André Telles/Divulgação BNDES
A diretora Bianca Nasser e o presidente Gustavo Montezano anunciam o resultado financeiro do BNDES em coletiva de imprensa

• Com aumento de 155,8%, resultado com participações societárias chegou a R$ 14,738 bilhões, impulsionado por alienações de ações

• Inadimplência (90 dias) passa de 1,67% para 0,08%, abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional (3,05%)

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 16,51 bilhões entre janeiro e setembro de 2019, crescimento de 159,5% ante o montante registrado no mesmo período de 2018 (R$ 6,363 bilhões). O desempenho é atribuído principalmente ao aumento do resultado com participações societárias em R$ 8,976 bilhões (155,8%), seguido do incremento de R$ 1,274 bilhão (12,6%) no produto da intermediação financeira.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 14, no Rio, pelo presidente Gustavo Montezano e pela diretora financeira da instituição, Bianca Nasser, em entrevista coletiva para apresentar os resultados do terceiro trimestre de 2019, na sede da instituição, no Rio.

 

“A ideia é ser um banco um pouco menos com foco financeiro, com mais foco no impacto. Os desembolsos, empréstimos e capacidade financeira são uma ferramenta para a gente atingir esse propósito”

Gustavo Montezano, presidente do BNDES

 

Segundo Montezano, a evolução estratégica do BNDES no período merece destaque: “O BNDES e os clientes estão reagindo bem. A ideia é ser um banco um pouco menos com foco financeiro, com mais foco no impacto. Os desembolsos, empréstimos e capacidade financeira são uma ferramenta para a gente atingir esse propósito”.

A performance das participações societárias foi afetada especialmente pelas vendas de papeis, que contribuíram com R$ 10,656 bilhões no período – destaque para incorporação da Fibria pela Suzano e venda de ações da Petrobras e da Vale, ocorridas no primeiro semestre. Juntas, essas operações responderam por 89,1% do resultado com alienações. O resultado também foi afetado pelo ganho com equivalência patrimonial de R$ 1,607 bilhão nos primeiros nove meses de 2019, ante R$ 184 milhões no mesmo período de 2018.

A reversão líquida da provisão para risco de crédito de R$ 318 milhões, observada no acumulado até setembro de 2019, foi ocasionada basicamente pelo recebimento de R$ 1,1 bilhão do Fundo Garantidor de Exportação (FGE), relativo a créditos 100% provisionados em períodos anteriores. Nos primeiros nove meses de 2018 houve constituição líquida de R$ 1,681 bilhão.

O produto de intermediação financeira atingiu R$ 11,416 bilhões, aumento de R$ 1,274 bilhão (12,6%) em comparação aos nove primeiros meses do ano anterior, principalmente, por conta de ganhos com alienação de títulos públicos.

 

Fotos: BNDES registra lucro líquido de R$ 16,51 bi entre janeiro e  setembro de 2019 (14/11/2019)

Nasser e Montezano: crescimento no ganho com participações societárias

  

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Ativos – O ativo do Sistema BNDES totalizou R$ 750,299 bilhões em setembro de 2019, apresentando redução de R$ 52,228 bilhões (6,5%) nos primeiros nove meses do exercício. A diminuição resultou principalmente do pagamento antecipado de R$ 70 bilhões em dívidas com o Tesouro Nacional.

A carteira de crédito e repasses, líquida de provisão, representava 61,7% dos ativos totais em 30 de setembro. Em nove meses, ela registrou declínio de R$ 34,400 bilhões (6,9%) em razão do volume de liquidações que superou os desembolsos em R$ 63,814 bilhões.

A inadimplência (mais de 90 dias) apresentou queda no período, passando de 2,95% em 31 de dezembro de 2018 para 1,49% em 30 de setembro de 2019, abaixo da inadimplência do Sistema Financeiro Nacional (3,05% em 30 de setembro de 2019). Desconsideradas as operações cujas prestações são integralmente honradas pela União, este índice de inadimplência é de 0,08%. A boa qualidade da carteira de crédito e repasses foi mantida uma vez que 95,8% de suas operações estavam classificadas nos mais baixos níveis de risco (entre AA e C) em 30 de setembro de 2019. Esse percentual permanece superior ao registrado pelo Sistema Financeiro Nacional, que foi de 90,9% em 30 de junho de 2019 (última informação disponível).

A carteira de participações societárias alcançou R$ 106,047 bilhões em 30 de setembro de 2019. A posição representa um crescimento de R$ 9,478 bilhões (9,8%) no período, a despeito das alienações relevantes no primeiro semestre – como Petrobras, Vale e Fibria. O incremento se deveu principalmente à valorização dos papéis de sociedades não coligadas, com destaque para Petrobras e Eletrobras.

Fontes de recursos – Em 30 de setembro de 2019 FAT/PIS-Pasep e Tesouro Nacional representavam 40,3% e 30,7%, respectivamente, das fontes de recursos do BNDES.

Com a liquidação antecipada de R$ 70 bilhões da dívida em 2019, o valor devido pelo BNDES ao Tesouro Nacional chegou a R$ 230,630 bilhões em 30 de setembro (redução de 24,9% em relação à posição em 31 de dezembro de 2018).

Está aprovado o pagamento antecipado de parcela adicional de R$ 30 bilhões, a ser efetivada no último trimestre deste ano.

O FAT voltou a ocupar a posição de principal credor do BNDES. Nos primeiros nove meses do exercício, ingressaram R$ 13,623 bilhões de recursos do FAT Constitucional e o volume de recursos do fundo com o Banco totalizou R$ 284,260 bilhões (em 30 de setembro). O passivo com o Fundo PIS-Pasep chegou a R$ 18,328 bilhões no fim de setembro, apresentando redução de 10,5% no ano em razão da devolução à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil de recursos destinados a saques dos cotistas do PIS e do Pasep. O passivo com captações externas totalizou R$ 30,156 bilhões em 30 de setembro. O volume representa uma redução de 22,1% no ano, decorrente de amortizações no montante de R$ 10,309 bilhões.

Questionado sobre uma possível redução dos repasses do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao Banco, no âmbito do conjunto de propostas de reformas anunciadas pelo Governo Federal na última semana, Montezano afirmou que o valor do banco não deve ser medido pelo passivo. “O passivo é apenas uma variável da operação bancária”, afirmou.

Para o presidente do BNDES, a capacidade de atender clientes e a expertise na alocação de recursos são aspectos mais importantes na avaliação de uma instituição financeira. Ele afirmou ainda que a decisão sobre o destino dos recursos do FAT cabe ao governo e ao Congresso Nacional e ressaltou que tais fontes de recursos podem ser substituídas e que a instituição possui aproximadamente R$ 130 bilhões em caixa.

Pagamento de dividendos ao Tesouro – Nos primeiros nove meses de 2019 o BNDES pagou ao Tesouro R$ 1,628 bilhão a título de dividendo obrigatório relativo ao lucro de 2018. O banco de fomento também efetuou pagamento de R$ 1,820 bilhão como antecipação de dividendos relativa ao resultado de 2019 por meio de juros sobre o capital próprio. O valor teve como base o lucro apurado no primeiro semestre do ano. Parcela adicional de dividendos de R$ 6,051 bilhões está aprovada para pagamento no último trimestre do ano.

Patrimônio líquido – O patrimônio líquido apresentou crescimento de R$ 21,364 bilhões (26,9%) no período, chegando a R$ 100,920 bilhões. O aumento decorreu principalmente do lucro líquido (R$ 16,510 bilhões) e do ajuste positivo de avaliação patrimonial, líquido de tributos, de R$ 6,674 bilhões, efeitos atenuados pela antecipação de pagamento, em setembro/2019, dos juros sobre o capital próprio de R$ 1,820 bilhão.

Limites prudenciais – Base para o cálculo dos limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central, o patrimônio de referência alcançou R$ 187,723 bilhões em 30 de setembro de 2019 (ante R$ 166,805 bilhões em 31 de dezembro de 2018). Os limites prudenciais do BNDES se mantiveram acima dos limites mínimos exigidos pelo BC.

O índice de Basileia subiu de 29,0% ao final de dezembro de 2018 para 36,1% em setembro de 2019, acima dos 10,5% exigidos pelo Banco Central, resultado tanto do aumento do patrimônio de referência como da redução dos ativos ponderados pelo risco.As demonstrações financeiras do BNDES e suas subsidiárias estão disponíveis no Portal de Relações com Investidores do BNDES.

 

Veja a apresentação feita por Montezano e Nasser aos jornalistas.