BNDES - Agência de Notícias

01:06 19 de August de 2019

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:19:11 26/03/2019 |CULTURA

Ultima atualização: 12:16 28/03/2019

André Telles - Divulgação/BNDES

 

  • Programa Matchfunding BNDES+ destinará até R$ 2 milhões para projetos de patrimônio

  • A cada R$ 1 real captado por projeto, o BNDES aplicará R$ 2

  • Expectativa é apoiar 40 projetos de patrimônio cultural de interesse da sociedade em 2019


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta terça-feira, 26, o “Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural”, uma iniciativa-piloto inovadora de financiamento a projetos que deixem legado a patrimônios culturais materiais e imateriais brasileiros. O programa é o primeiro do gênero envolvendo uma instituição pública e se baseia diretamente no engajamento da sociedade: a cada R$ 1 captado por projeto junto ao público geral, o BNDES aplicará outros R$ 2, até o limite de R$ 200 mil. O valor de cada projeto apoiado deverá ser entre R$ 30 mil e R$ 300 mil.

A iniciativa é resultado de uma parceria com a Sitawi Finanças do Bem e a plataforma de crowdfunding Benfeitoria, que hospeda o site do programa. Podem participar da chamada instituições sem fins lucrativos, que deverão efetuar as inscrições entre 2 de abril e 15 de agosto no site www.benfeitoria.com/bndesmais, onde estão disponíveis os detalhes da chamada.

“Iniciativas como essa tem que ser replicadas. Apesar de todas as dificuldades é possível inovar em gestão, especialmente hoje, porque contamos com uma cultura mais forte de empreendedorismo, inovação e com tecnologia”, afirmou a diretora de Gestão Socioambiental do BNDES, Karla Bertocco (foto), durante o evento de lançamento do programa, na sede do Banco, no Rio, que atraiu um público presente de mais de 300 pessoas.

FOTO ANDRE TELLES 3470 BNDES MATCHFUNDING 26 MAR 2019


Segundo a diretora, o BNDES - por seu know-how no apoio ao setor cultural ao longo dos últimos 20 anos - tem grande capacidade de estimular esse tipo de inovação radical na gestão pública. “Particularmente na área cultural, a inovação é relevante para a gente ajudar a ampliar a cultura da colaboração, da doação. As pessoas muitas vezes querem ajudar mais não sabem como e, com esse programa, estamos dando uma alternativa simples por meio de um canal direto entre a administração pública e o cidadão”, pontuou.

Em 2019 o BNDES pretende aplicar no projeto até R$ 2 milhões de recursos de seu Fundo Cultural, constituído por uma parcela do lucro da instituição. Conforme o potencial de arrecadação junto à sociedade o valor total disponível para as iniciativas deste ano poderá superar R$ 3 milhões.

Os objetos das propostas devem ser reconhecidos como patrimônios culturais. Os projetos deverão se enquadrar em uma das quatro categorias da seleção — Promoção & Inclusão, Inovação & Tecnologia, Educação & Inspiração e Preservação & Memória — e serão avaliadas conforme critérios como impacto, inovação, tradição, perenidade, perfil da proponente e custo-benefício.

A seleção será realizada em quatro ondas, entre junho e setembro. Em cada uma, um comitê curador selecionará cerca de 10 propostas que participarão de um processo de capacitação em financiamento coletivo feito pela Benfeitoria. Durante o treinamento, receberão orientação sobre como apresentar seus projetos de forma a gerar interesse por parte do público e elaborar estratégias de mobilização de sucesso. Após essa etapa, os projetos serão inseridos na plataforma para arrecadação junto ao público por um período entre 30 e 60 dias. Ao longo das quatro ondas serão selecionadas até 40 iniciativas.

"Por seu know-how no apoio ao setor cultural nos últimos 20 anos, o BNDES tem grande capacidade de estimular esse tipo de inovação radical na gestão pública" (Karla Bertocco, diretora do BNDES).

Os responsáveis pelos projetos indicarão uma meta mínima de arrecadação, que deverá ser atingida durante a campanha online para que o BNDES aporte o dobro dos recursos captados. Como garantia de que as iniciativas efetivamente apoiadas despertam interesse do público, será utilizado um índice de validação de interesse coletivo (VIC, na sigla em inglês), calculado a partir da soma de todas as contribuições — excetuando aquelas superiores a 2% do total captado, que são contabilizadas no nível de 2% — dividida pelo total doado ao projeto. Para que o BNDES invista na iniciativa, esse índice deverá ser superior a 33%. Caso ele se situe entre 10% e 33%, BNDES, Sitawi e Benfeitoria avaliarão se o projeto realmente reflete um interesse coletivo. Propostas com VIC inferior a 10% não contarão com os recursos do BNDES, mas receberão o valor captado junto ao público se atingir a meta mínima. Com a medida, a tendência é que sejam apoiadas as iniciativas que gerem grande engajamento do público.

Palestra e regras do programa - Na primeira parte do evento de lançamento, partiparam como palestrantes, Luciane Gorgulho, chefe do Departamento de Economia da Cultura do BNDES, Leonardo Letelier, CEO da Sitawi, Tatiana Leite, cofundadora da Benfeitoria e Lucimara Letelier, diretora do Museu Vivo. Na sequência, Patricia Zendron e Eduardo Bizzo, gerentes do Departamento de Educação e Cultura do Banco, Tatiana e Leonardo apresentaram o contexto e as regras do programa Matchfunding BNDES+, e tiraram duvídas dos participantes sobre o edital.

 

FOTO ANDRE TELLES 3539 BNDES MATCHFUNDING 26 MAR 2019

 

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 A gravação completa do evento está disponível no canal do BNDES no YouTube: