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BNDES - Agência de Notícias

20:21 19 de January de 2022

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:13:55 14/12/2021 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 14:04 14/12/2021

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou nesta terça-feira, 7, a terceira edição da série Fóruns BNDES de Sustentabilidade. Sob mediação do diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental da instituição, Bruno Aranha, o webinar debateu o tema “Avanços e desafios após COP26”.

 

Considerando os postulados do Pacto de Glasgow, documento que resultou da conferência da ONU, a gerente de Finanças Sustentáveis da consultoria WayCarbon, Laura Albuquerque, fez um alerta: “Se tivermos, no Brasil, uma empresa de capital aberto que não saiba o seu custo de mitigação, ela está muito atrasada”.

 

Para o vice-presidente executivo de Relações Institucionais e Comunicação da Vale, Luiz Eduardo Osório, “nenhuma empresa vai conseguir neutralidade sem ter um plano bem desenhado e metas bem definidas”. Ele disse que, no caso da mineradora, a meta é atingir neutralidade até 2050. Antes, em 2025, a empresa pretende ter 100% do seu consumo de energia no Brasil vindo de energias renováveis e atingir a mesma marca em suas unidades ao redor do mundo até 2030.

 

“O BNDES tem interesse em trabalhar junto com as empresas privadas nessa jornada”, garantiu Bruno Aranha. “Como banco de desenvolvimento, temos muito a contribuir. Se pudermos, vamos ajudar na coordenação dos setores, cuja organização pode gerar saltos mais rápidos, mais eficientes”, avaliou.

 

A contribuição do setor privado para a agenda e para a sua escalabilidade foi destacada também por Plínio Ribeiro, CEO da Biofílica Ambipar Environment. Abordando a restauração ecológica e a geração de créditos de carbono, ele lembrou que boa parte das iniciativas ainda é do terceiro setor, que iniciou a atividade com recursos filantrópicos.

 

“Temos uma cobertura florestal de 60% a 74% de vegetação nativa, mas, em muitos lugares, precisamos conectar esses fragmentos. Esse é o papel da restauração, que custa caro. Para ganhar escopo, precisamos de recursos privados, o que é muito importante, na medida em que inúmeras bacias hidrográficas desmatadas abastecem grandes municípios brasileiros”, explicou.

 

Do ponto de vista do poder público, o secretário-adjunto de Clima e Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Donnini Freire, reiterou que o Brasil tem por meta zerar o desmatamento ilegal até 2028 e reduzir as emissões de carbono em 50% até 2030, chegando à neutralidade até 2050. “O Brasil já vem numa rota de descarbonização há um bom tempo, e tivermos a oportunidade de fazer um balanço do que já havia sido aprendido para puder avançar”, disse o secretário.

 

Especialista sênior de Políticas e Finanças Climáticas para a América Latina do Banco Mundial, Alexandre Kossoy avaliou que “a meta brasileira vai dar uma grande oportunidade para outros setores terem uma transição mais suave”. Para ele, “a floresta em pé precisa valer mais do que ela deitada”. Nesse sentido, Plínio Ribeiro lembrou que, no imaginário global, a Amazônia é um ativo único para o mundo. “Caminhar para um desmatamento zero tem ganhos não só ambientais, mas também econômicos para o Brasil”, finalizou.