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BNDES - Agência de Notícias

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Publicação:16:50 19/07/2021 |SAÚDE

Ultima atualização: 17:51 27/07/2021

  • Banco aportará novos R$ 50 milhões do seu fundo socioambiental, dobrando cada real doado para ações de combate à doença
  • Iniciativa já mobilizou cerca de R$ 110 milhões para compra de insumos e equipamentos necessários a hospitais e santas casas que atendem pelo SUS
  • Banco destinará novos recursos para apoiar a vacinação em todo o País

 

A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende mobilizar mais R$ 100 milhões para o matchfunding Salvando Vidas. A iniciativa, coordenada pelo BNDES com o apoio da Sitawi Finanças do Bem, Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CBM), Bionexo do Brasil e Ernst & Young (EY), capta recursos de entidades públicas e privadas para ações de combate à covid-19, acrescentando, a cada real doado, mais um real do BNDES.  Em sua primeira fase, o Salvando Vidas já doou mais de R$ 110 milhões em recursos que apoiaram os efeitos do combate à pandemia.

Para cada R$ 1 arrecadado o Banco acrescenta outro R$ 1. Para isso, já foram reservadso R$ 50 milhões do Fundo Socioambiental. Novamente o dinheiro será revertido para a compra de equipamentos e insumos necessários à atuação de hospitais públicos e filantrópicos que atendem, pelo menos, 50% de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com o aporte extra de recursos do BNDES na iniciativa, a nova etapa do Salvando Vidas deve ter duração de 12 meses, encerrando-se em junho de 2022. A expectativa é que, nesta nova fase, o matchfunding possa contribuir para a campanha de vacinação contra a covid-19, especialmente por meio da destinação de câmaras de conservação de vacinas e outros equipamentos a instituições públicas. Já houve, inclusive, a aquisição de dez refrigeradores para vacina. Há, ainda, a intenção de que, nesta nova fase, a campanha direcione recursos para a aquisição de equipamentos e insumos para contribuir com o tratamento de pacientes que precisam de cuidados por conta de sequelas da covid-19, efeitos da chamada “covid longa”.

O anúncio foi feito pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano, nesta segunda-feira, 19, em transmissão no YouTube, com a participação dos diretores Petrônio Cançado (Crédito e Infraestrutura) e Bruno Aranha (Crédito Produtivo e Sociambiental). Também participaram do evento, representantes de empresas doadoras da campanha, como Engie, Heineken e Ômega Energia, e de parceiros responsáveis pela operacionalização do programa, como Bionexo, Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), EY e Sitawi.

“Este é um exemplo muito claro do potencial do que a gente pode transformar e criar de valor para a sociedade quando trabalha em parceria: o setor público, o setor privado a sociedade civil”, afirmou Montezano ao falar sobre o sucesso do Salvando Vidas.

Para o diretor Petrônio Cançado, o foco do programa foi mudando ao longo do tempo: “Por conta do input da sociedade, dos agentes doadores, a gente passou a incorporar também a possibilidade de doação de cilindros de O2, refrigeradores para vacina e outros equipamentos, que, no momento, têm complementado a atuação junto a esta parte de álcool gel, aventais, que são fundamentais ainda. Mas, agora, vamos deixar, além desta questão de enfrentamento da pandemia, um legado que vai melhorar a situação das Santas Casas e dos hospitais atendidos para o futuro”, avaliou.

Lançado em abril de 2020, o Salvando Vidas tornou-se o maior matchfunding do Brasil e  já recebeu mais de de 1.700 doações de pessoas físicas e de 66 empresas, de praticamente todos os setores da economia. Isso resultou, somado aos recursos do BNDES, em benefício para 779 instituições de saúde, tanto filantrópicas quanto públicas, no distrito federal e em 698 municípios (mais de 12% do total de cidades existentes no Brasil) em todos os Estados do País.

Foram realizadas aquisições de quase 60 milhões de EPIs (máscaras, luvas, toucas, aventais e álcool em gel) para profissionais de saúde e pacientes dessas instituições. Desde janeiro último, com a crise de oxigênio estabelecida em diversas regiões do Brasil, o projeto direcionou esforços também para a aquisição de cilindros e usinas. Até o momento, foram entregues 10 respiradores, 130 cilindros de oxigênio para hospitais públicos da Região Amazônica e uma usina de oxigênio para Roraima. Outras 14 usinas, destinadas a diferentes regiões do País, estão contratadas.

Novas doações - Recentemente, o Salvando Vidas teve reforço de mais R$ 2,4 milhões, com novas doações realizadas pelas empresas B3 (R$ 500 mil), Vicunha (R$ 710 mil) e Sinop Energia (R$ 1,22 milhão). Conforme as regras do matchfunding, o BNDES dobrará o valor recebido, de maneira que as novas doações viabilizarão um total de R$ 4,8 milhões em recursos para a compra de insumos e equipamentos.

Parte do valor será utilizado na aquisição de uma usina de oxigênio com capacidade de 15 m³ para o Hospital Municipal Raimundo Célio Rodrigues, na cidade de Pacatuba, no Ceará. A previsão de entrega é para o fim deste mês. “Neste momento, em que esse recurso vital está sendo mais demandado em virtude da pandemia, precisamos unir esforços em prol do cuidado com as pessoas, que é o que há de mais valioso”, avaliou o CEO da Vicunha, Ricardo Steinbruch.

 “Acreditamos que possamos chegar a atingir mais de 700 instituições de saúde que atuam em todas as regiões do país, e dar esta perenidade a este trabalho conjunto para combater os efeitos da pandemia”, afirmou o diretor do BNDES Bruno Aranha. Segundo ele, nesta 2ª fase, "com ênfase na captação de recursos pela parceria com pessoas jurídicas, que são empresas, governos e instituições da sociedade civil”.

Os interessados em doar recursos devem manifestar interesse diretamente à Sitawi Finanças do Bem por e-mail. Nessa nova etapa, o Salvando Vidas receberá doações a partir de R$ 100 mil. Para saber mais, acesse o site do programa.

 

Assista ao vídeo: