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BNDES - Agência de Notícias

19:19 02 de Agosto de 2021

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:17:38 21/07/2021 |AGRICULTURA |INDÚSTRIA |SUL

Ultima atualização: 17:49 21/07/2021

Divulgação/Reprodução da internet
Complexo agroindustrial da C. Vale, em Palotina (PR)

• Serão gerados 584 empregos na operação das unidades

• Projeto da C. Vale prevê autossuficiência da cooperativa na produção de insumo usado na composição de rações animais

• Investimento da Agrária proporcionará aumento da rentabilidade dos associados e ganhos de escala para estrutura da cooperativa 

Duas cooperativas agrícolas do Paraná ampliarão suas capacidades de produção com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Banco aprovou um financiamento para a C. Vale - Cooperativa Agroindustrial implantar uma unidade de processamento de soja e um armazém do produto em grãos, em Palotina, no oeste do Paraná. Foi aprovado um empréstimo também para a Cooperativa Agrária Agroindustrial instalar uma unidade para recebimento, beneficiamento, armazenamento e expedição de variados grãos, em Guarapuava, no sul também do Paraná.

No caso da C. Vale, crédito vai permitir alcançar a autossuficiência na produção de um importante insumo usado na composição das rações animais: o farelo resultante da extração do óleo de soja. Além disso, possibilitará, na fase de operação da unidade, a criação de 70 empregos diretos e 500 indiretos. Na Agrária, o investimento proporcionará a incorporação da produção de grãos de baixo volume dos cooperados no processo produtivo da cooperativa, trazendo, entre outros benefícios, o aumento da rentabilidade dos associados e ganhos de escala para a estrutura produtiva da entidade. O projeto prevê a geração de 14 empregos na operação do empreendimento.

O financiamento à C. Vale, no valor de R$ 252,3 milhões, corresponde a 38% do investimento total do projeto. Além da unidade de processamento de soja — que poderá produzir até 2.300 toneladas de farelo, 600 toneladas de óleo degomado e 36 toneladas de casca peletizada por dia — e do armazém de grãos, com capacidade de 120 mil toneladas, os recursos serão investidos na construção de outras estruturas, entre elas, um armazém para até 62 mil toneladas de farelo e 6 mil toneladas de casca peletizada; quatro tanques com capacidade de 3 mil toneladas de óleo degomado cada um; área para expedição de produtos acabados (farelo, casca e óleo) e áreas de apoio e utilidades (administrativo, refeitórios, vestiários, manutenção, laboratório, tratamento de água e de efluentes).

Todo o empreendimento será implantado junto ao complexo industrial da C. Vale, em Palotina, onde já está disponível o terreno, a subestação de energia para suprimento da planta e parte dos sistemas de tratamento de água e de efluentes, resultando em significativos ganhos de escala e logística da produção.“O apoio financeiro do BNDES é fundamental nesse investimento”, destaca Alfredo Lang, diretor-presidente da C. Vale. “Cabe ressaltar que o processo de agroindustrialização na cooperativa ocorreu pelo apoio do BNDES, com linhas de longo prazo que viabilizaram a implantação das indústrias, da mesma forma que agora a esmagadora de soja está sendo viável pelo apoio financeiro do Banco”.

Os recursos a serem destinados pelo BNDES à Agrária somam R$ 32,1 milhões, correspondentes a 75% do investimento total do projeto. Esse valor será empregado na implantação de uma estrutura para recebimento, secagem, beneficiamento, armazenamento e expedição de grãos como feijão, canola, aveia, centeio e triticale. Esses grãos têm baixo volume de produção pelos cooperados, o que inviabiliza seu beneficiamento nas unidades atuais da cooperativa. A nova unidade poderá produzir 30 mil toneladas/ano, o que corresponde a uma área cultivada de 15 mil hectares.

O empreendimento será instalado no próprio complexo industrial da Agrária, no distrito de Entre Rios, em Guarapuava. O aproveitamento de espaço no local permitirá a utilização da infraestrutura já existente, o que também gerará ganhos de escala e redução dos custos relativos para a cooperativa.

“O suporte do BNDES para a construção da unidade multigrãos nos permite tirar do papel esse importante projeto, que, com certeza, trará crescimento para a Agrária e, consequentemente, para os nossos produtores”, afirma Jorge Karl, diretor-presidente da cooperativa. “Acreditamos que a nova unidade nos trará bons frutos e servirá como incentivo para que outros cooperados comecem a investir em grãos que não estão entre as nossas principais culturas”.

Agroindústria paranaense — O faturamento das cooperativas agroindustriais paranaenses atingiu mais de R$ 100 bilhões em 2020, o que representa quase 90% do valor bruto total da produção agropecuária do Paraná, segundo dados da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). 

“O cooperativismo paranaense gera renda para mais de 180 mil produtores rurais cooperados e quase 100 mil empregados que trabalham no beneficiamento da produção agrícola", lembra o superintendente da Área de Indústria, Serviços e Comércio Exterior do BNDES, Marcos Rossi. Segundo ele, "o cooperativismo da Região Sul, especialmente no Estado do Paraná, é um modelo de sucesso que o Banco gostaria que se difundisse ainda mais pelo Brasil”.

Sobre a C. Vale — Segunda maior cooperativa agropecuária singular do Brasil, a C. Vale foi fundada em 1963 e hoje atua em vários municípios do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, além do Paraguai. 

Desenvolve atividades em diversos segmentos, com destaque para a produção e comercialização de produtos agrícolas (como soja, milho e trigo), abate e industrialização de peixes e frangos e fomento à produção de suínos e leite para industrialização. Também produz sementes, rações e amido modificado a partir de mandioca. 

Com mais de 12 mil empregados e mais de 23 mil associados, em sua maioria pequenos produtores rurais, sua estrutura conta atualmente com 157 unidades, incluindo, entre outros estabelecimentos, postos de recebimento de grãos, fábricas de ração e abatedouros.

Sobre a Agrária — A cooperativa foi criada em 1951, por imigrantes de língua alemã, para apoiar 500 famílias de refugiados que, após a Segunda Guerra, vieram para o Brasil e foram alocadas em terras do Estado do Paraná, em Guarapuava. 

Possui hoje 640 cooperados e cerca de 1.500 colaboradores. Atua no recebimento, industrialização e comercialização de produtos agropecuários, tendo como principais culturas de verão a soja e o milho, e, como culturas de inverno, o trigo e a cevada. 

Entre suas diversas unidades de negócio, destaca-se a Agrária Malte, maior maltaria comercial do País, que atende cerca de 30% do mercado nacional. A cooperativa conta também com uma instituição de pesquisa, a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa).