BNDES - Agência de Notícias

Tue Mar 31 22:10:39 UTC 2020 Tue Mar 31 22:10:39 UTC 2020

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:19:26 12/02/2020 |AGRICULTURA

Ultima atualização: 19:56 12/02/2020

André Telles/Divulgação BNDES
Os presidentes da OCB, Márcio Freitas, e do BNDES, Gustavo Montezano, durante a cerimônia de assinatura do acordo, na sede do banco de fomento, no Rio

• Objetivo também é aumentar a capilaridade do crédito, principalmente em áreas não bancarizadas

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou nesta quarta-feira, 12, acordo de cooperação com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Com vigência de cinco anos, o acordo busca a divulgação permanente e atualizada das políticas e formas de atuação do BNDES, para promover o acesso das cooperativas às suas linhas, e o intercâmbio de informações, para aprimorar o fomento a investimentos que aumentem a produtividade, sustentabilidade e competitividade das cooperativas.

O acordo foi assinado pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano, e pelo presidente da OCB, Márcio Freitas, em durante evento realizado na sede da instituição no Rio de Janeiro. Para o presidente do BNDES, o cooperativismo se alinha aos caminhos da economia moderna. “As relações passam a ser cada vez mais de cooperação, parceria e colaboração do que uma simples relação entre fornecedor e cliente ou empregador e empregado”, ponderou. “É isso que faz uma economia mais eficiente, uma sociedade mais justa e um país mais desenvolvido”.

Montezano ressaltou ainda que as micro, pequenas e médias empresas são, ao lado da infraestrutura, um dos carros-chefes do BNDES. “Ao abrir o BNDES para mais parcerias e para mais colaboração, a gente tem condições de criar muitas soluções melhorar o Brasil, melhorar a capacitação na última milha e melhorar a irrigação de crédito para o micro e pequeno empresário brasileiro”, declarou.

 

6c886f83-7052-46ea-ad78-6dad080b779e
Montezano: as MPMEs, ao lado da infraestrutura, são um dos carros-chefes do BNDES

 

O banco de fomento vê na parceria com a OCB uma forma de obter capilaridade para estar mais presente em cada região brasileira, abrindo novas oportunidades de negócios e acesso a crédito, com geração de emprego, renda e impacto nas economias locais. O acordo se alinha ao plano trienal do BNDES, cujo mapa estratégico destaca o fomento e estruturação de projetos; o fortalecimento do portfólio de produtos e canais de distribuição; a diversificação das fontes de financiamento; e a melhoria da estrutura, processos e relacionamento com foco nas pessoas.

Pelo acordo, a OCB divulgará as formas de apoio oferecidas pelo BNDES aos cooperados e encaminhará ao banco de fomento ou aos seus agentes financeiros credenciados oportunidades de financiamentos. O BNDES, por sua vez, fornecerá à OCB informações, treinamentos e material de divulgação sobre suas formas de apoio.

As duas instituições desenvolverão ações conjuntas para ampliar o conhecimento dos associados do Sistema OCB sobre a atuação do BNDES e melhorar as formas de acesso aos produtos e canais destinados às cooperativas. Foi elaborado um plano de trabalho, que detalha ações em cinco eixos: orientação e capacitação para acesso a crédito; oficinas, cursos e seminários; comunicação e divulgação de produtos; geração de inteligência institucional; e integração com o processo de apoio financeiro do BNDES. Cada partícipe custeará suas próprias ações, não havendo, portanto, transferência de recursos entre eles.

Dados do setor – Estudo da International Co-operative Alliance (ICA), divulgado no ano passado pela OCB, detectou que mais de cem países atuam no cooperativismo, congregando cerca de 1 bilhão de pessoas (um em cada sete habitantes do planeta) e gerando 250 milhões de empregos. Se as 300 maiores cooperativas do mundo fossem um país, seria a 92ª maior economia do mundo.

A OCB atua em todas as regiões do País, reunindo cerca de 12 milhões de associados. Segundo a organização, o cooperativismo de crédito contempla quase 50% do total dos associados ao sistema e 13% do total de empregos. São R$ 87 bilhões em operações de crédito, além de 5.950 postos de atendimento e três agentes financeiros credenciados pelo BNDES (Sicredi, Sistema Cresol e Sicoob).