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BNDES - Agência de Notícias

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Publicação:16:13 16/07/2021 |INFRAESTRUTURA |SUL

Ultima atualização: 16:30 16/07/2021

CEEE-D/ Divulgação

BNDES coordena venda de participação do Estado do RS na CEEE-T

 

  • Proposta vencedora, de R$ 2,67 bilhões, representa ágio de 57,13%
  •  Troca de controle possibilitará R$ 1,5 bilhão em investimentos nos próximos cinco anos, ampliando segurança energética na Região Sul

 

A empresa CPFL Comercialização de Energia Cone Sul, representada pela Itaú Corretora, venceu o leilão de desestatização da Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T), na manhã desta sexta-feira (16), na B3, em São Paulo. O valor econômico mínimo de alienação da totalidade das ações controladas pelo Estado do Rio Grande do Sul era de aproximadamente R$ 1,7 bilhão. O evento contou com seis interessados habilitados para participação.

Após abertura dos envelopes com as propostas econômicas, foi iniciada a etapa de lances em viva voz com os três proponentes que apresentaram as maiores ofertas. Ao fim, o melhor lance proposto foi de R$ 2,67 bilhões, 57,13% acima do valor mínimo estipulado no edital de desestatização, confirmando a transferência de 66,08% do capital social total da CEEE-T para a CPFL.

A venda faz parte de um momento de evolução e reflete o objetivo do BNDES de “ajudar estados, municípios e Governo Federal no aumento da eficiência e da modernização”, destacou o diretor de Concessões e Privatizações do BNDES, Fábio Abrahão. “O Rio Grande do Sul é uma peça importante nessa transformação. Nossa carteira com o estado tem o setor elétrico, o meio ambiente – com um conjunto de cinco parques –, mobilidade urbana e gás”, complementou.

A agenda de desestatização também foi ressaltada pelo Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que afirmou ser “importante reconhecer que o setor privado tem uma maior capacidade de eficiência na administração”. “A operação com o ganho de eficiência próprio do setor privado vem em proveito de toda a sociedade, com melhores serviços e menores preços. Esse ganho é revertido em melhores oportunidades de emprego a partir dos investimentos que serão feitos”, complementou. O governador lembrou ainda outras desestatizações já concluídas, como a da CEEE-D, ou em curso como a da Sulgás, a do Cais Mauá e a do serviço de saneamento.

A CEEE-T é responsável pela operação e manutenção de mais de 6.000 km de linhas de transmissão (5.900 km próprios) e mais de 15.700 estruturas (quase 15.300 próprias) que cobrem todo o Estado do Rio Grande do Sul com um total de 69 subestações que somam potência instalada própria de 10.513 MVA. A companhia possui a 8ª maior RAP (Receita Anual Permitida) entre as transmissoras de energia no Brasil no ciclo 2020-2021.

O processo de desestatização tem como objetivo recuperar a capacidade de investimento da empresa, que atua em um segmento de capital intensivo. A expectativa é que a troca de controle viabilize um volume de investimento da ordem de R$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos, contribuindo para a estabilidade do sistema de transmissão e ampliação da segurança energética na região Sul do país.

“A CPFL já tem uma longa história de parceria com o Estado do Rio Grande do Sul, que agora é ampliada”, declarou o presidente do Grupo CPFL, Gustavo Estrella, que também confirmou que o plano para a companhia envolve muito investimento.

O BNDES foi contratado pelo governo do Rio Grande do Sul para coordenar o processo de desestatização da empresa, e contou com o apoio técnico do Consórcio Minuano Energia — formado pelo Banco Genial, Thymos Energia e Machado Meyer — e da EY, responsável pela segunda avaliação econômico-financeira independente.

O diretor-presidente do Grupo CEEE, Marco Soligo, lembrou do esforço envolvido na estruturação da desestatização. “Nós tivemos mais de 113 reuniões temáticas, dez reuniões de roadshow, uma audiência pública e mais de 4.400 perguntas”, declarou.

O leilão desta sexta-feira é o segundo de uma companhia elétrica do Rio Grande do Sul neste ano. Em 3 de março o Grupo Equatorial Energia arrematou a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D). A troca de controle da empresa foi concluída no dia 8 de julho. A Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G) encontra-se na fase de aprovação dos estudos e deverá ter o edital de venda publicado no segundo semestre.

Sobre o BNDES – Fundado em 1952 e atualmente vinculado ao Ministério da Economia, o BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira. Suas ações têm foco no impacto socioambiental e econômico no Brasil. O Banco oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, além de linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano. Em situações de crise, o Banco atua de forma anticíclica e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da economia.