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BNDES - Agência de Notícias

08:24 30 de November de 2022

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:15:26 04/05/2022 |INFRAESTRUTURA |MERCADO DE CAPITAIS

Ultima atualização: 12:37 06/05/2022

Coordenação ocorreu em sindicato e foi destinada ao grupo Casa dos Ventos

Fase II do Complexo Eólico Rio do Vento terá oito parques geradores com capacidade para atender 1,33 milhão de residências, dos quais quatro financiados pela operação

Banco também prestou garantia firme de colocação de R$ 86 milhões (20% da emissão)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concluiu sua primeira coordenação de oferta pública de emissão de debêntures. A operação – feita em nome da RDVE Subholding, empresa do grupo Casa dos Ventos –, no valor de R$ 430 milhões, tem como finalidade captar recursos para a conclusão de quatro dos oito parques eólicos que compõem a expansão do Complexo Eólico Rio do Vento, nos municípios de Caiçara do Rio do Vento, Lajes e São Tomé, no Rio Grande do Norte. Com a ampliação, serão adicionados 534,2 MW de capacidade instalada de geração, energia suficiente para atender 1,33 milhão de domicílios. Desse total, 268,6 MW serão financiados por meio das debêntures de infraestrutura ofertadas e de financiamento pelo BNB, no valor de R$ 600 milhões.

Além de ter estruturado a colocação das debêntures, como coordenador da emissão – em sindicato com o BTG Pactual (líder) e o Itaú BBA –, o BNDES ofertou garantia firme de colocação de R$ 86 milhões, correspondentes a 20% do volume da oferta pública de debêntures. Os demais coordenadores garantiam o restante do volume.

As debêntures possuem prazo de vencimento de 16 anos e estão enquadradas nos incentivos fiscais da Lei 12.431/2011. Para o diretor de Finanças do BNDES, Lourenço Tigre, a iniciativa é mais um passo da instituição em se estabelecer como um banco de serviços para os setores público e privado, indo além da tradicional oferta de crédito. Com isso, não apenas amplia se escopo de atuação, mas fortalece seu papel de indutor de investimentos para a economia brasileira. “O Banco precisa desenvolver a melhor maneira de fazer alocação de capital e gestão de risco”, declarou o executivo.

Debêntures – A operação foi viabilizada pelo BNDES Serviços Coordenação em Ofertas Públicas, produto aprovado pelo Banco no fim de dezembro de 2021. O BNDES já tem histórico de atuação como investidor por meio de títulos privados e em 2021 realizou duas estruturações de debêntures de infraestrutura, ainda em caráter de piloto e não como coordenador. Na ocasião, contribuiu para a oferta de debêntures de R$ 1,8 bilhão em nome da Gás Natural Açu (GNA).

Os recursos foram destinados à usina térmica a gás natural GNA I, no Porto de Açu, em São João da Barra, no Norte do Estado do Rio de Janeiro. O BNDES também estruturou a emissão de debêntures da Holding do Araguaia (controladora da Ecovias do Araguaia, que irá desenvolver a concessão da BR-153), que emitiu R$ 1,4 bilhão em debêntures.

Como coordenador de ofertas públicas, o Banco contribui com sua capacidade de estruturação de projetos de infraestrutura e ajuda a viabilizar as colocações através da oferta de garantia firme. 

O projeto – Com previsão de início comercial em setembro de 2023, a fase II do Complexo Eólico Rio do Vento está localizada no município de João Câmara. Junto com a fase I do complexo, ele totalizará 1,038 GW de capacidade instalada de geração. O investimento total do complexo (incluindo as duas fases) totaliza R$ 4,9 bilhões. 

Sobre o BNDES – Fundado em 1952 e atualmente vinculado ao Ministério da Economia, o BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira. Suas ações têm foco no impacto socioambiental e econômico no Brasil. O Banco oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, além de linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano. Em situações de crise, o Banco atua de forma anticíclica e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da economia.