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BNDES - Agência de Notícias

Sun Jun 13 22:38:26 UTC 2021 Sun Jun 13 22:38:26 UTC 2021

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:17:10 13/05/2021 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 17:34 13/05/2021

Reprodução da internet
Presidente Gustavo Montezano, em live nesta quinta, 13

• Resultado positivo de R$ 9,8 bilhões é mais de 70% superior ao do primeiro trimestre de 2020

• Mais da metade do crédito negociado pelo Banco foi para economia verde e desenvolvimento social

• Fábrica de Projetos avança com saneamento no Rio e outros projetos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 9,8 bilhões no primeiro trimestre de 2021, 78% acima do mesmo período do ano anterior, com resultado positivo impulsionado pela venda de participações societárias e pela intermediação financeira. Os desembolsos tiveram crescimento de 35%, chegando a R$ 11,3 bilhões, sendo 46% desse valor (R$ 5,2 bilhões) destinados a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e 49% (R$ 5,6 bilhões) ao setor de infraestrutura.

“Continuidade é a melhor palavra para definir esse trimestre, em que, mais uma vez, apresentamos um resultado robusto, uma estabilidade na nossa carteira de crédito e uma inadimplência controlada. Nossa perspectiva é estável em relação ao que vimos no ano passado”, avaliou o presidente do Banco, Gustavo Montezano, em live de apresentação dos resultados nesta quinta-feira, 13.

Mais da metade da carteira de crédito de operações diretas e indiretas não automáticas do Banco (52,5%) está vinculada a empreendimentos que apoiam a economia verde e o desenvolvimento social. Esses recursos estão aportados em projetos de setores como saneamento, energias renováveis, desenvolvimento urbano, entre outros incluídos na sigla ASG (que se refere a questões ambientais, sociais e de governança corporativa). Apenas no primeiro trimestre de 2021, R$ 3,7 bilhões foram desembolsados para esses setores.

O produto de intermediação financeira atingiu R$ 4,4 bilhões, aumento de 7,8% em comparação ao primeiro trimestre de 2020. A receita com operações de crédito e repasses aumentou 10,8% em relação ao primeiro trimestre de 2020, chegando a R$ 9,2 bilhões. Essas operações beneficiaram, entre janeiro e março, 23 mil empresas, com aproximadamente 162 mil trabalhadores.

Também teve impacto positivo a reversão de R$ 432 milhões de provisão para risco de crédito no primeiro trimestre de 2021. A reversão decorre de recuperação de créditos, principalmente por honra do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), além da melhora da classificação de risco de algumas empresas. No primeiro trimestre de 2020, foi registrada provisão de R$ 1,7 bilhão, influenciada pela revisão dos ratings dos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19.
Mesmo excluídos os eventos extraordinários, como vendas das ações e o provisionamento para risco de crédito, por exemplo, o resultado recorrente do BNDES foi positivo em R$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre de 2021, estável em comparação ao mesmo período de 2020.

ATIVOS - O ativo do Sistema BNDES totalizou R$ 737,2 bilhões em 31 de março de 2021, com diminuição de R$ 41,1 bilhões (5,3%) no trimestre, devido, sobretudo, ao pagamento antecipado de R$ 38 bilhões ao Tesouro Nacional e à desvalorização da carteira de participações societárias em função de oscilações no mercado.

A carteira de crédito e repasses, líquida de provisões, totalizou R$ 446,1 bilhões, representando 60,5% dos ativos totais em 31 de março de 2021, mesmo patamar de 31 de dezembro de 2020.

A inadimplência acima de 90 dias, referência para o setor bancário, manteve-se em patamar baixo, oscilando de 0,01% para 0,04%, bem aquém da inadimplência do Sistema Financeiro Nacional (2,19% em 31 de março de 2021).

A boa qualidade da carteira de crédito e repasses foi mantida, uma vez que 91,8% das operações estavam classificadas nos níveis de risco inferiores (entre AA e C). Esse percentual permanece superior aos 91,0% registrados pelo Sistema Financeiro Nacional em 31 de dezembro de 2020 (última informação disponível).

O índice de renegociação atingiu 51,85% da carteira bruta em 31 de março de 2021, ainda impactado pelas renegociações do standstill (suspensões temporárias de pagamentos), que alcançaram 44,5% da carteira bruta.

A carteira de participações societárias encerrou o trimestre em R$ 61,5 bilhões, decréscimo de 21,1%, em função das alienações de ações (R$ 12,6 bilhões), notadamente Vale e Klabin, além da desvalorização dos investimentos em não-coligadas, com destaque para Petrobras e Eletrobras.

FONTES DE RECURSOS - Em 31 de março de 2021, o FAT e o Tesouro Nacional representavam 43,6% e 20,9%, respectivamente, das fontes de recursos do BNDES. Nessa data, o valor devido pelo Banco ao Tesouro era de R$ 153,9 bilhões, redução de 21,2% em relação a 31 de dezembro de 2020. O decréscimo decorre de liquidação antecipada de R$ 38 bilhões e de pagamentos ordinários de R$ 3,4 bilhões.

O FAT se manteve como principal fonte de recursos. No trimestre, ingressaram R$ 5,1 bilhões do FAT Constitucional, e foram liquidados R$ 6,3 bilhões referentes aos juros semestrais. O volume de recursos do Fundo com o Banco totalizou R$ 321,5 bilhões em 31 de março de 2021.

O passivo com captações externas totalizou R$ 37,9 bilhões, acréscimo de 7,1%, em função, principalmente, de efeito cambial. O total de fontes de recursos financeiros fechou o trimestre em R$ 668 bilhões, abaixo dos R$ 698,5 bilhões no encerramento de 2020.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO - O patrimônio líquido atingiu R$ 113,9 bilhões em 31 de março de 2021, estável em relação aos R$ 113 bilhões de 31 de dezembro de 2020. O ajuste negativo de avaliação patrimonial, líquido de tributos, de R$ 8,9 bilhões, compensou parcialmente o lucro líquido de R$ 9,8 bilhões.

LIMITES PRUDENCIAIS - Base para o cálculo dos limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central, o Patrimônio de Referência totalizou R$ 190,1 bilhões em 31 de março de 2021 (ante 194,5 bilhões em 31 de dezembro de 2020). O Índice de Basileia caiu de 41,2% para 40,3%, situação ainda confortável e acima dos 9,25% exigidos pelo Banco Central.

EVENTOS SUBSEQUENTES - Algumas iniciativas de abril de 2021 terão impacto nos balanços futuros do Banco, principalmente a venda de debêntures participativas da Vale, liquidada no dia 14 e que gerou uma entrada líquida de caixa de aproximadamente R$ 2 bilhões.

“Continuamos amadurecendo nossa estratégia de desinvestimentos. A saída completa da Vale é a continuidade de nossa estratégia de tirar o banco de desenvolvimento de posições meramente especulativas, que têm ganhos meramente financeiros e não têm ganho adicional, quer para a sociedade, quer para o meio ambiente”, disse Montezano.

Também em abril começou nova rodada de suspensão temporária de pagamentos de empréstimos, o standstill, que pode beneficiar até 100 mil MPMEs, em continuidade às ações do BNDES contra os efeitos da pandemia da covid-19.

SUSTENTABILIDADE - A vinculação de 52,5% da carteira de crédito a projetos que apoiam a economia verde e o desenvolvimento social reforça a agenda ASG do BNDES e o compromisso com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Cerca de R$ 5,85 bilhões desembolsados entre janeiro e março contribuíram para o estímulo à indústria, inovação e infraestrutura (ODS 9); R$ 4,59 bilhões para a promoção de trabalho decente e crescimento econômico (ODS 8); e R$ 4,41 bilhões para a ampliação de energia limpa e acessível (ODS 7). Alguns desembolsos contemplaram mais de um desses ODS.

FÁBRICA DE PROJETOS - Em março a Fábrica de Projetos contava 120 iniciativas mandatas para concessões, PPPs ou privatizações, em setores como Iluminação Pública, Saneamento, Parques e Florestas e Portos, com valor de R$ 243 bilhões, incluídos outorgas e investimentos previstos.

O avanço mais notável, ocorrido já no segundo trimestre, foi o leilão dos serviços de abastecimento de água e esgoto do Rio de Janeiro, realizado em 30 de abril, que deverá beneficiar cerca de 11 milhões de fluminenses. “A concessão da Cedae é um marco histórico para o Estado do Rio e para toda a sociedade brasileira na agenda de concessões de saneamento. Essa agenda vai se acelerar ao longo dos próximos trimestres”, garantiu o presidente do Banco.

MERCADO DE CAPITAIS E MPMES - A fim de expandir o crédito a MPMEs e microempreendedores individuais, o Banco aprovou, no trimestre, dois novos fundos de crédito que estimulam o financiamento por canais não bancários. No total, há quatro fundos já aprovados, que disponibilizarão R$ 2,1 bilhões aos empreendedores e nos quais o BNDES comprometeu R$ 1,6 bilhão.