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Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:16:36 20/05/2020 |INFRAESTRUTURA |NORDESTE

Ultima atualização: 16:55 20/05/2020

Conjunto Eólico Campo Largo - Fase 2 totaliza 361,2 MW de capacidade instalada

• Financiamento de R$ 1,2 bi à Engie viabiliza 361,2 MW de capacidade instalada. Projeto, na Bahia, tem investimento total de R$ 1,6 bi

• Contrato foi firmado de maneira digital durante a pandemia da Covid-19, com certificação pelo ICP-Brasil.


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,2 bilhão para o projeto de geração renovável Conjunto Eólico Campo Largo - Fase 2, localizado na Bahia, nos municípios de Umburanas e Sento Sé. O projeto vai gerar energia suficiente para atender 850 mil domicílios, o equivalente a uma cidade do porte de Belo Horizonte. O financiamento será concedido à empresa Engie.

Em construção, o Conjunto Eólico Campo Largo - Fase 2 totaliza 361,2 MW de capacidade instalada e investimento de R$ 1,6 bilhão.  O financiamento é de R$ 1,2 bilhão e o projeto vai se beneficiar da sinergia das estruturas existentes, como a subestação e a linha de transmissão, implementadas para atender os Conjuntos Eólicos Campo Largo – Fase 1 e Umburanas – Fase 1, que totalizam 686,7 MW de capacidade instalada.

Todas as licenças de instalação para as 11 centrais que compõem o projeto foram obtidas e a entrada em operação está prevista para o início de 2021. Com a implantação da segunda fase de Campo Largo, a capacidade instalada de energia eólica da empresa ultrapassará a marca de 1 gigawatt (GW) na Bahia e mais de 1,2 GW na região Nordeste.

Transmissão – Em março, o banco já havia aprovado financiamento para a Engie de R$ 1,5 bilhão, no projeto de transmissão de energia Gralha Azul, com cerca de mil quilômetros de extensão, no Paraná, beneficiando 24 municípios. Seus investimentos, com orçamento de R$ 1,85 bilhão, estão em andamento desde 2018 em diversas frentes, envolvendo a implantação e o reforço de linhas de transmissão e subestações. Por meio de Gralha Azul, será possível viabilizar o escoamento de energia de usinas hidrelétricas e de cogeração. O projeto também ampliará a segurança de fornecimento da região centro-sul do estado do Paraná.

De acordo com Carla Primavera, Superintendente da Área de Energia do BNDES, “a viabilização de ambos os projetos é fruto da longa parceria entre o BNDES e a Engie para o desenvolvimento do setor elétrico brasileiro, reforçando a vocação das instituições como players importantes tanto da transição para uma economia de baixo carbono, como para o crescimento do mercado livre de energia no Brasil".

Os dois contratos, Gralha Azul e Campo Largo – Fase 2, que somam R$ 2,7 bilhões, foram firmados durante a pandemia da Covid-19, de forma digital, com certificação pelo ICP-Brasil.

Sobre o BNDES – Fundado em 1952 e atualmente vinculado ao Ministério da Economia, o BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para financiamento de longo prazo aos diversos segmentos da economia brasileira. Também estrutura projetos de desestatização (PPPs, concessões e privatizações) para atrair investimentos que melhorem a infraestrutura do País. Seus apoios são condicionados à geração de externalidades, isto é: impactos socioambiental e econômico para o Brasil. Em situações de crise, o Banco atua de forma anticíclica e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da economia.

Sobre a Engie – A Engie Brasil é a maior produtora privada de energia elétrica do País, com capacidade instalada própria de 10.211 MW em 61 usinas, o que representa cerca de 6% da capacidade brasileira. A empresa possui quase 90% de sua capacidade instalada no país proveniente de fontes renováveis e com baixas emissões de gases de efeito estufa, como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa.