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BNDES - Agência de Notícias

01:09 13 de April de 2024

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:10:30 05/03/2024 |INFRAESTRUTURA |SUL

Ultima atualização: 10:34 05/03/2024

Divulgação/ Arteris Planalto Sul

Autopista Planalto Sul capta R$ 650 milhões no mercado via emissão de debêntures coordenada pelo BNDES

  • Primeira série da emissão, de R$ 300 milhões em debêntures incentivadas, teve garantia firme do BNDES e foi subscrita integralmente por investidores privados

  • Recursos serão usados para investimentos no trecho de 413 km da BR-116 que faz a conexão entre Capão Alto (SC) e Curitiba (PR), operado pela concessionária Autopista Planalto Sul

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi um dos coordenadores da emissão de debêntures realizada pela Autopista Planalto Sul, que resultou na captação de R$ 650 milhões para investimentos na rodovia. Na primeira série da emissão, com valor de R$ 300 milhões em debêntures incentivadas, o BNDES deu garantia firme para a totalidade do valor, que acabou sendo integralmente distribuído a investidores privados.

A emissão de debêntures foi coordenada pelo BNDES em conjunto com UBS-BB (líder) e Banco Daycoval, que entraram com a garantia firme para a segunda série, indexada ao CDI, no valor de R$ 350 milhões.

Os recursos captados no mercado por meio da série incentivada são destinados a investimentos na rodovia BR-116, em trecho de 413 km que liga as cidades de Capão Alto (SC) e Curitiba (PR). A operação da via está concedida desde 2008 à Autopista Planalto Sul, empresa do grupo Arteris. 

O projeto de investimentos da concessionária soma cerca de R$ 2 bilhões e abrange a duplicação de vias e a implantação de faixas adicionais, ruas laterais e passarelas. A rodovia funciona como um corredor importante de escoamento de matérias primas e de alimentos na região, passando por 17 municípios.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, avalia que a operação está alinhada à estratégia do Banco de impulsionar investimentos em infraestrutura no país, uma das prioridades no âmbito do governo do presidente Lula. “Ao entrar na oferta como coordenador e dar garantia firme para a série de prazo mais longo, o BNDES garante a disponibilidade de financiamento em condições adequadas e transmite credibilidade à emissão e ao projeto, o que acaba por atrair mais investidores para as debêntures”, afirma.

Como explica a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, "o BNDES viabilizou o negócio ao fazer um financiamento anterior quando a concessão estava em estágio inicial e havia maiores riscos. Agora, com o projeto em fase de menor incerteza e o mercado de capitais mais aquecido, os investidores privados bastaram para financiar os investimentos”.

Além das duas séries terem sido integralmente distribuídas a investidores privados, a emissão resultou também em uma redução da taxa de juros após o processo de bookbuilding, contribuindo para diminuir os custos da concessionária na execução de seu plano de investimentos.

A série incentivada, com prazo de vencimento em 2031, tinha como teto de remuneração IPCA + 6,88% a.a. Ao final da oferta, a taxa efetiva dessa série ficou em IPCA + 6,78% a.a. Já a segunda série, no valor de R$ 350 milhões, com vencimento em 2028, tinha remuneração limitada a CDI + 2,55% a.a., sendo a taxa definida após o bookbuilding de CDI + 2,15% a.a.

“O resultado da emissão foi que o projeto pôde ser financiado sem a necessidade de recursos do BNDES, em sintonia com a estratégia de alavancar recursos privados quando estiverem disponíveis a taxas condizentes com a necessidade de capital dos projetos de infraestrutura”, analisou o diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do BNDES, Nelson Barbosa.

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