Museu Nacional inaugura exposições temporárias e mostra avanços da reconstrução apoiada pelo BNDES
O Museu Nacional, instituição autônoma ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), volta a receber visitantes nesse domingo, 21, em seu histórico Paço de São Cristóvão com a abertura das exposições Bastidores da Ciência e Rescaldo das Memórias. A programação é um desdobramento dos avanços na reconstrução da instituição, processo que conta com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Um total de R$ 100 milhões, provenientes do BNDES Fundo Cultural, foram destinados às obras.
Os ingressos para as duas mostras, que ficarão em cartaz até 30 de agosto, são gratuitos e disponibilizados semanalmente pela plataforma Sympla. Juntas, elas ocupam seis salas do edifício histórico e convidam o público a acompanhar de perto a retomada de uma das mais importantes instituições científicas e culturais do país. A abertura das exposições foi anunciada em cerimônia realizada na última quinta-feira, 18. O BNDES foi representado pela sua diretora Pessoas, TI e Operações, Helena Tenório.
Diretora Helena Tenório (primeira à esquerda) representou o BNDES na abertura das exposições
Foto: André Telles / BNDES
Bastidores da Ciência, desenvolvida pelas equipes do Museu e do Projeto Museu Nacional Vive, apresenta os processos, técnicas e práticas envolvendo a produção do conhecimento científico. Já Rescaldo das Memórias, do artista Vik Muniz, propõe reflexões sobre perda, memória e reconstrução a partir de materiais resgatados após o incêndio da instituição ocorrido em 2018.
“As mostras reafirmam a vitalidade da instituição, unindo arte, ciência e inovação, para aproximar o público de sua história e de seu futuro”, disse o diretor do Museu Nacional, Ronaldo Fernandes. A realização das exposições ocorre em um momento de avanços significativos nas obras de recuperação do Museu Nacional. Segundo dados atualizados do projeto, 75% das fachadas já foram restauradas e 80% dos telhados refeitos. Também avançam os trabalhos de recuperação de ambientes emblemáticos, como a sala do meteorito Bendegó e o pátio da escadaria monumental de mármore.
Reabertura integral do Museu Nacional está prevista para 2029
Foto: André Telles / BNDES
Desde o início da reconstrução, o BNDES tem papel central nesse processo. “O BNDES é responsável por 50% do restauro do patrimônio histórico nacional. A reconstrução do Museu Nacional, que já contou com R$ 100 milhões do Banco, é parte do compromisso da instituição e do governo federal com a preservação da cultura e da história do povo brasileiro”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A expectativa é que a restauração externa completa do palácio seja concluída em 2027. A reabertura integral do Museu Nacional está prevista para 2029, quando o público poderá voltar a visitar as exposições de longa duração e os espaços históricos totalmente recuperados.
BNDES tem papel central na reconstrução do Museu Nacional
Foto: André Telles / BNDES