Festival Feira Preta: BNDES apresenta à população projeto inédito para o Distrito Cultural Pequena África em realidade 3D

  • Masterplan de requalificação urbana e valorização da memória negra na região da Pequena África, no Rio de Janeiro, teve participação de lideranças locais, instituições e representantes do território

 

  • Espaço BNDES no Festival Feira Preta terá exposição com fotografias e vídeos, além de atendimento para auxiliar empreendedores e oficinas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresenta pela primeira vez o projeto de estruturação do Distrito Cultural da Pequena África em uma versão 3D, que poderá ser visto através de um óculos de realidade virtual. Será uma experiencia imersiva para antecipar como ficará a região e seus equipamentos estratégicos.

A ação é uma das atrações do Festival Feira Preta, que conta com apoio do BNDES e volta ao Rio de Janeiro após uma década, com uma edição que conecta memória, cultura e futuro da economia preta. Com o conceito “Viva Pequena África”, o evento será realizado nos dias 29, 30 e 31 de maio, com programação distribuída entre o Píer Mauá, Armazém Kobra e a região portuária, incluindo o circuito histórico da Pequena África, um dos principais territórios da diáspora africana no Brasil.

 

Imagem do Projeto do Novo Distrito Cultural da Pequena África, disponível para visualização em 3D.

O projeto do Distrito Cultural da Pequena África, elaborado pelo BNDES com apoio técnico do Consórcio Valongo Patrimônio Vivo e participação ativa da comunidade, busca a valorização da memória negra e à requalificação urbana desta área do Centro e da Zona Portuária do Rio de Janeiro.

A escuta pública é, desde o início, a base do projeto e orientou a construção das diretrizes de todo o trabalho. O processo foi estruturado a partir de uma governança participativa, com diferentes instâncias de escuta e acompanhamento, incluindo a criação de um subcomitê permanente responsável por monitorar o andamento dos trabalhos desde o ano passado.

Em março, o BNDES reuniu lideranças locais, instituições e representantes do território para apresentar o masterplan e coletar opiniões e sugestões da sociedade. Foram sete horas de debates, que incluiu, além da apresentação do masterplan preliminar para a área, que engloba trechos da Zona Portuária e do Centro do Rio de Janeiro, debates qualificados com participação de todos os presentes.

“O Distrito Cultural da Pequena África reafirma o compromisso do BNDES com a promoção de um desenvolvimento inclusivo, que valoriza a memória, a cultura e a participação social. A região é um território fundamental da história do Brasil, e sua requalificação, construída em diálogo com a população e as lideranças locais, representa um passo importante para fortalecer a economia, preservar o patrimônio cultural e ampliar oportunidades para quem ali vive”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

BNDES no Festival Feira Preta - O Banco é um dos parceiros do Festival Feira Preta, que deve receber cerca de 30 mil pessoas, entre os dias 29, 30 e 31 de maio. O encontro sucede o festival realizado em Salvador em 2025. A volta ao Rio marca um movimento simbólico do festival, que escolhe a cidade como palco para aprofundar sua conexão com a história e a ancestralidade negra.

O apoio do Banco ao Festival se dá a partir do projeto Viva Pequena África, que apoia instituições culturais do território, presentes no evento com shows, exibições de dança e teatro, rodas de leitura, entre outros.

A edição carioca acontece em parceria com a iniciativa Viva Pequena África, que propõe uma governança inédita no país, com decisões compartilhadas, centralidade no território e comunicação como infraestrutura estratégica de transformação.

Imagem do Projeto do Novo Distrito Cultural da Pequena África, disponível para visualização em 3D.

O Espaço BNDES, no Armazém 1, apresentará exposição com fotografias e vídeos dos projetos executados pelo Banco na Pequena África. O público poderá participar de uma experiência imersiva de realidade virtual, em que se visualizará em alguns dos equipamentos que estão sendo planejados para o território. Além disso, o espaço oferecerá atendimento na sexta-feira (29) e no sábado (30), não apenas sobre os projetos antes citados, mas sobre negócios, com equipe disponível para sanar dúvidas sobre formas de apoio do Banco, sobretudo, a pequenos e médios empreendedores.

O Banco também apoia passeios guiados, em parceria com o Diaspora.Black, Instituto Pretos Novos e Casarão Cultural João de Alabá, que mostram a riqueza cultural e história da região. Ocupada por uma população majoritariamente negra, é na região da Pequena África que estão o Cais do Valongo (reconhecido como Patrimônio Cultural Mundial pela UNESCO), o Cemitério dos Pretos Novos, os morros da Conceição e da Providência e a Pedra do Sal, cuja história está intimamente ligada ao samba.

Considerado o maior festival de cultura e economia preta da América Latina, o evento articula três eixos principais: território, diáspora e economia preta; e propõe uma ocupação cultural e econômica da cidade. A programação inclui feira de empreendedores, shows, rodas de samba, debates, experiências gastronômicas, além de encontros de negócios e iniciativas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo negro.

Entre as atividades culturais apoiadas pelo Banco estão os cortejos Ilê Asé Iyá Omi Funfun + Filhos de Gandhi, Bloco Coração das Meninas e do Prata Preta, além da apresentação musical Cia Efeito Urbano, no Palco Zungu, que também vai receber a apresentação da Escola Olodum Rio.

O Banco também apoia a exibição de filmes que tiveram patrocínio do BNDES e atividades de leitura para o público infanto-juvenil com a Casa Escrevivência Conceição Evaristo, no Espaço Feira Pretinha, e a mesa de diálogo entre a escritora Conceição Evaristo e representantes do Pretinhas Leitoras, no Espaço Cais do Valongo, Armazém 1.

Imagem do Projeto do Novo Distrito Cultural da Pequena África, disponível para visualização em 3D.

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