BNDES recebe reconhecimento por promover inclusão e diversidade na organização

  • Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça do governo federal premia Banco por promover igualdade e combater preconceito e à discriminação
  • Programa de estágio do BNDES alcança 45% de jovens negros contratados
  • Banco conta com 40% de mulheres em cargos de chefia e liderança

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) obteve sua sexta certificação com o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça do Governo Federal. A 7ª edição da iniciativa contou com cerimônia, na segunda-feira, 25, em Brasília, para a entrega do selo às 80 organizações aprovadas. Ao todo, foram 88 instituições participantes.

Para a diretora de Pessoas, TI e Operações do BNDES, Helena Tenório, que representou o Banco na cerimônia, o selo simboliza o reconhecimento do compromisso e da eficiência das boas práticas implantadas na estrutura organizacional do Banco, que participa do programa Pró-Equidade desde a 2ª edição, em 2007. Entre as iniciativas aprovadas, o combate ao preconceito e à discriminação racial recebeu atenção especial do Banco, devido aos impactos no desenvolvimento pessoal e na vida dos trabalhadores. “O BNDES sempre deu muita importância, e uma importância histórica, para essa pauta”, avaliou a diretora.

Ao celebrar a retomada do programa Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, Helena explicou que uma das ações de destaque é o programa de estágios, que tem como meta para 2026 alcançar o marco de 50% de estudantes negros. “Em poucos meses, já foram contratados 45% de estagiários nesse perfil”, informou.

Para ajudar a superar a barreira do preconceito, o BNDES realizou, em 2024, concurso público com 30% de cotas reservadas a candidatos pretos e pardos. “O desafio, agora, é fazer uma carreira de liderança com mais representatividade das pessoas pretas e pardas”, destacou a diretora.

Helena Tenório, diretora de Pessoas, TI e Operações do BNDES

Foto: Lucas Rodrigues/BNDES

Equidade de gênero — O BNDES vem avançando na eliminação da profunda desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. A instituição conta com 40% de mulheres em cargos de alta liderança. Elas estão à frente de diretorias, superintendências, chefias de departamentos e gerências.

Anfitriã do evento, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou o protagonismo das mulheres ao apontar que o programa Selo Pró-Equidade busca equilibrar a remuneração entre gêneros, adequando o mercado de trabalho aos preceitos da Lei da Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023). Segundo a ministra, as iniciativas premiadas contribuíram para a igualdade salarial e autonomia econômica.  O Índice de desigualdade nas empresas participantes do programa é 26,2% menor do que a média nacional.

Márcia Lopes destacou o peso da atuação cooperativa entre os órgãos e entidades. Para a ministra, o trabalho conjunto impulsiona o compromisso assumido por tantas empresas para criar um mercado ideal que, segundo a ministra, seria um mercado “que produza para o País, que melhore a economia, mas que ao mesmo tempo, deveria ser sempre um mercado digno, honrando as pessoas”.

Ao parabenizar os premiados, a ministra da Igualdade Racial, Raquel Barros, se disse feliz em ver empresas, das maiores às menores, preocupadas em construir ambientes empresariais mais justos. “No ambiente em que você tem igualdade racial e de gênero, todas as capacidades são respeitadas e valorizadas e isso melhora a qualidade de vida das pessoas, gera bons negócios e aumenta a produtividade das empresas”, afirmou.

Cultura organizacional — Para uma melhor implantação das iniciativas de equidade, o BNDES promoveu ações voltadas à cultura organizacional e à sensibilização. Além da publicação de uma cartilha sobre cotas raciais, as ações compreendem uma oficina sobre diversidade, evento com lideranças e visitação ao Cais do Valongo — local na região portuária do Rio de Janeiro reconhecido como principal porto de desembarque de africanos escravizados nas Américas.

As ações adotadas pelo Banco para promover a equidade de gênero e de raça seguem as diretrizes e princípios da Política de Equidade de Gênero e Valorização da Diversidade. O documento orienta como a organização deve agir para garantir o respeito à vida e à dignidade de todos.

A ministra Márcia Lopes anunciou um novo requisito para a próxima edição do programa: ações de prevenção e orientação sobre violência doméstica. Márcia incentivou o combate ao discurso de ódio contra as mulheres e fez um apelo às empresas homenageadas: “Que vocês carreguem esse emblema, para que vocês não deixem só numa parede ou encostado numa mesa, mas que vocês mostrem para todo mundo as ações e como funciona o programa de Pró-Equidade”, concluiu.

Foto: Lucas Rodrigues/BNDES

Justiça e cidadania no trabalho — O programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é uma ferramenta criada pelo Governo Federal, desenvolvida sob a coordenação do Ministério das Mulheres, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a ONU Mulheres e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O objetivo é promover justiça social e cidadania plena no trabalho, com ênfase nas áreas de gestão e recursos humanos.

Além das ministras participaram da cerimônia a ministra-substituta das Comunicações, Sônia Faustino; a secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo. A vice-presidente corporativa do Banco do Brasil, Ana Cristina Rosa Garcia, representou as empresas agraciadas com o selo.

Foto: Lucas Rodrigues/BNDES

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