Reino Unido completa depósito de R$ 500 milhões e se torna segundo maior doador do Fundo Amazônia
- Desde a retomada, sete novos doadores se juntaram à Noruega e à Alemanha, ampliando a base internacional de apoio ao Fundo Amazônia
O Reino Unido anunciou, nesta quinta-feira, 11, no Palácio do Planalto, o segundo desembolso de sua doação ao Fundo Amazônia, no valor de 40,7 milhões de libras, cerca de R$ 270 milhões. Com o novo depósito, o país completa a contribuição de 80 milhões de libras, aproximadamente R$ 500 milhões, anunciada na COP28. O anúncio ocorreu durante a apresentação das ações em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente de 2026, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Com a conclusão do depósito, o Reino Unido se torna o segundo maior doador do Fundo Amazônia, atrás apenas da Noruega. O contrato de doação foi assinado em 2023, na COP28, no valor de 80 milhões de libras. Em novembro de 2024, foi realizado o primeiro desembolso, de 39,26 milhões de libras, equivalente a R$ 283,9 milhões.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o ingresso dos recursos confirma a confiança internacional na governança do Fundo Amazônia e nos resultados alcançados pelo Brasil na redução do desmatamento. “A doação do Reino Unido é um reconhecimento da liderança do presidente Lula na agenda climática e da retomada da política ambiental brasileira. O Fundo Amazônia voltou a funcionar, ampliou fortemente seu ritmo e se consolidou como o maior instrumento financeiro de pagamento por redução de desmatamento florestal do mundo. Esses recursos fortalecem nossa capacidade de apoiar projetos que protegem a floresta, geram renda para as populações amazônicas e ajudam o Brasil a liderar uma nova economia verde, com inclusão social e desenvolvimento sustentável”, afirmou Mercadante.
Desde a retomada do Fundo Amazônia, em 2023, sete novos doadores se juntaram à Noruega e à Alemanha no apoio ao principal instrumento financeiro de REDD+ voltado à proteção da Amazônia. Além do Reino Unido, passaram a integrar a base de doadores Suíça, Dinamarca, União Europeia, Estados Unidos, Irlanda e Japão. A Petrobras também é doadora do Fundo Amazônia. A ampliação da base de parceiros demonstra a confiança internacional na política ambiental brasileira, na governança do Fundo e na capacidade do país de transformar redução do desmatamento em cooperação concreta para o desenvolvimento sustentável.
Em 2023, além da doação de 80 milhões de libras formalizada na COP28, o Reino Unido também anunciou uma nova contribuição de 35 milhões de libras ao Fundo Amazônia, equivalente à época a aproximadamente R$ 115 milhões. Com os aportes, o país reforça a parceria com o Brasil na agenda climática, na proteção da floresta e na promoção de alternativas econômicas sustentáveis para a Amazônia Legal.
Foto: BNDES Divulgação
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que o Fundo Amazônia transforma resultados ambientais concretos em investimentos nos territórios. “As doações ao Fundo Amazônia são pagamentos por resultados já alcançados pelo Brasil na redução de emissões de CO2 por desmatamento. É um ciclo virtuoso: o país reduz o desmatamento, recebe recursos internacionais por esse resultado e reinveste em ações que protegem a floresta, fortalecem povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, estados, municípios e organizações locais”, disse Tereza.
Sobre o Fundo Amazônia – Criado em 2008 para captar doações internacionais com base nos resultados do Brasil na redução do desmatamento, o Fundo Amazônia transformou os avanços do país na proteção da floresta em cooperação internacional concreta para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e gerido pelo BNDES, o Fundo já soma R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados, beneficiando mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e 260 mil pessoas.
Os recursos do Fundo Amazônia apoiam ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, produção sustentável, bioeconomia, restauração, regularização ambiental e territorial, fortalecimento institucional e proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais.