Projeto do BNDES Corais terá ações de regeneração em Recife de Fora, Corumbau e Abrolhos, na Bahia

  • Banco aprovou R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o Coral Vivo Regenera, terceira operação da chamada BNDES Corais

 

  • O estado está entre os principais territórios da iniciativa e receberá uma Estação Coral Vivo de Regeneração Ambiental (ECoViRA) em Porto Seguro

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis, por meio do Fundo Socioambiental, para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV). Com investimento total de R$ 14 milhões, esta é a terceira operação contratada no âmbito da Chamada Pública BNDES Corais – a maior do país voltada à recuperação de ecossistemas recifais.

Na Bahia, o projeto terá ações no Parque Natural Municipal Recife de Fora, em Porto Seguro, na Reserva Extrativista Corumbau, na Costa do Descobrimento, e no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. O estado está entre os principais territórios da iniciativa e receberá uma Estação Coral Vivo de Regeneração Ambiental (ECoViRA) em Porto Seguro, associada à Base de Pesquisas Coral Vivo, em Arraial d’Ajuda.

A ECoViRA vai apoiar pesquisas, tratamento e regeneração de espécies coralíneas, com uso de técnicas como propagação larval e microfragmentação, inclusive para espécies ameaçadas de extinção. O projeto também prevê monitoramento do branqueamento e da mortalidade dos corais, acompanhamento da diversidade críptica dos recifes e geração de conhecimento para orientar políticas públicas de conservação e uso sustentável.

As ações beneficiarão a população ao fortalecer a conservação de áreas marinhas essenciais para a biodiversidade, a pesca, o turismo sustentável e a proteção da costa. Na Costa do Descobrimento, o projeto deve contribuir para qualificar o uso turístico dos recifes, reduzir impactos sobre áreas sensíveis e ampliar o conhecimento sobre a saúde dos ecossistemas coralíneos. Em Abrolhos, um dos principais bancos de corais do Atlântico Sul, a iniciativa apoiará o monitoramento e a conservação de um território estratégico para a biodiversidade marinha brasileira.

O Coral Vivo Regenera também prevê educação ambiental em escolas públicas, por meio do Programa Literatura Atlântica, comunicação com a sociedade, apoio a práticas de economia criativa e valorização de alternativas de renda para comunidades tradicionais. A proposta é fazer da conservação dos recifes uma agenda conectada à vida das pessoas, ao turismo, à cultura local e à geração de oportunidades nos territórios costeiros.

“Com o BNDES Corais, o governo do presidente Lula está apoiando ciência, inovação e proteção de um dos ecossistemas mais importantes e ameaçados do planeta. Os recifes ajudam a proteger a costa, sustentam a pesca, impulsionam o turismo e geram renda para milhares de famílias. Este projeto mostra como o BNDES pode mobilizar recursos não reembolsáveis para conservar a biodiversidade e, ao mesmo tempo, melhorar a vida das pessoas que dependem do mar”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a aprovação reforça a estratégia do Banco de fazer os recursos chegarem aos territórios, combinando proteção ambiental e inclusão social. “O governo do Brasil tem compromisso com uma transição ecológica justa, que proteja a biodiversidade e gere oportunidades para a população. Os recifes são fundamentais para a segurança alimentar, a renda e a proteção das comunidades costeiras. Ao apoiar o Coral Vivo Regenera, o BNDES fortalece uma agenda que une restauração ecológica, adaptação climática, educação ambiental e alternativas de trabalho para populações tradicionais”, destaca.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Sobre a Chamada BNDES Corais

Lançada em abril de 2024, a chamada pública BNDES Corais visa fortalecer a resiliência e contribuir para a recuperação de corais rasos e bancos de corais em cerca de 3 km ao longo da costa brasileira, do Maranhão ao Espírito Santo. O programa responde à perda global de cobertura recifal e à ameaça das mudanças climáticas, da poluição costeira e da sobrepesca a ecossistemas que, apesar de ocuparem menos de 0,1% da superfície oceânica, abrigam um terço de toda a biodiversidade marinha.

Sobre o Instituto Coral Vivo

Fundado em 2013, com raízes em pesquisa iniciada nos anos 1990 no Museu Nacional/UFRJ, o Instituto Coral Vivo atua há mais de 20 anos na conservação de ambientes coralíneos, restingas e manguezais. O Regenera conta com cooperação técnica da USP, UFRPE, UFRN, UFOPA, UFC, UFAL, UFS, UFF, ICMBio, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Arraial d’Ajuda Eco Parque.

Foto: Prefeitura de Salvador/FLICKR

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