Projeto do BNDES Corais terá ações de conservação em Fernando de Noronha, Serrambi e Porto de Galinhas

  • Banco aprovou R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o Coral Vivo Regenera, terceira operação da chamada BNDES Corais

 

  • As ações beneficiarão a população ao fortalecer a conservação de ecossistemas que sustentam a biodiversidade, a pesca, o turismo e a proteção da costa.

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis, por meio do Fundo Socioambiental, para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV). Com investimento total de R$ 14 milhões, esta é a terceira operação contratada no âmbito da Chamada Pública BNDES Corais – a maior do país voltada à recuperação de ecossistemas recifais.

Em Pernambuco, o projeto prevê ações no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, na APA Recifes de Serrambi e nos Recifes de Porto de Galinhas, em Ipojuca. As atividades integram a estratégia de conservação dos recifes rasos localizados entre a Bahia e o Ceará, com foco em monitoramento, produção de conhecimento, turismo sustentável e uso responsável do ambiente costeiro e marinho.

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha será uma das áreas contempladas pelo monitoramento da diversidade críptica dos recifes, metodologia que busca identificar espécies, genótipos e ambientes mais resistentes aos eventos extremos de branqueamento. A unidade também está entre as áreas previstas para o aperfeiçoamento da capacidade de suporte ecológica e social para uso recreativo, contribuindo para políticas públicas de turismo sustentável.

As ações em Pernambuco beneficiarão a população ao fortalecer a conservação de ecossistemas que sustentam a biodiversidade, a pesca, o turismo e a proteção da costa. Em áreas como Fernando de Noronha, Serrambi e Porto de Galinhas, os recifes têm grande importância ambiental e econômica por sua relação direta com o turismo, o lazer, a geração de renda e a manutenção da vida marinha.

O Coral Vivo Regenera também prevê ações de educação ambiental em escolas públicas, por meio do Programa Literatura Atlântica, comunicação com a sociedade, apoio a práticas de economia criativa e valorização de alternativas de renda para comunidades tradicionais. A proposta é contribuir para que a conservação dos recifes caminhe junto com o turismo sustentável, a proteção ambiental e a geração de oportunidades nos territórios costeiros.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Com o BNDES Corais, o governo do presidente Lula está apoiando ciência, inovação e proteção de um dos ecossistemas mais importantes e ameaçados do planeta. Os recifes ajudam a proteger a costa, sustentam a pesca, impulsionam o turismo e geram renda para milhares de famílias. Este projeto mostra como o BNDES pode mobilizar recursos não reembolsáveis para conservar a biodiversidade e, ao mesmo tempo, melhorar a vida das pessoas que dependem do mar”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a aprovação reforça a estratégia do Banco de fazer os recursos chegarem aos territórios, combinando proteção ambiental e inclusão social. “O governo do Brasil tem compromisso com uma transição ecológica justa, que proteja a biodiversidade e gere oportunidades para a população. Os recifes são fundamentais para a segurança alimentar, a renda e a proteção das comunidades costeiras. Ao apoiar o Coral Vivo Regenera, o BNDES fortalece uma agenda que une restauração ecológica, adaptação climática, educação ambiental e alternativas de trabalho para populações tradicionais”, destaca.

Sobre a Chamada BNDES Corais

Lançada em abril de 2024, a chamada pública BNDES Corais visa fortalecer a resiliência e contribuir para a recuperação de corais rasos e bancos de corais em cerca de 3 km ao longo da costa brasileira, do Maranhão ao Espírito Santo. O programa responde à perda global de cobertura recifal e à ameaça das mudanças climáticas, da poluição costeira e da sobrepesca a ecossistemas que, apesar de ocuparem menos de 0,1% da superfície oceânica, abrigam um terço de toda a biodiversidade marinha.

Sobre o Instituto Coral Vivo

Fundado em 2013, com raízes em pesquisa iniciada nos anos 1990 no Museu Nacional/UFRJ, o Instituto Coral Vivo atua há mais de 20 anos na conservação de ambientes coralíneos, restingas e manguezais. O Regenera conta com cooperação técnica da USP, UFRPE, UFRN, UFOPA, UFC, UFAL, UFS, UFF, ICMBio, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Arraial d’Ajuda Eco Parque.

 

Foto: Bruno Lima - MTUR

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