Starnav batiza primeira embarcação de série financiada pelo BNDES para atender à Petrobras
- Novas embarcações da Starnav contarão com motorização híbrida (diesel-elétrica) com banco de baterias, permitindo uma redução de cerca de 18% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com a frota atual
A Starnav batizou nesta quinta-feira, 17, a Starnav Elektra, a primeira de uma série de dez embarcações de apoio offshore construídas com recursos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O batismo foi realizado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. O BNDES foi representado pela sua diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática, Luciana Costa. As operações dessas embarcações envolvem contratos de longo prazo com a Petrobras.
Em 2024, o BNDES firmou com a Starnav um contrato de financiamento de R$ 500 milhões para a construção de duas embarcações do tipo platform supply vessel (PSV) no estaleiro Detroit, integrante do mesmo grupo econômico do armador. A Elektra é a primeira dessas embarcações a ser concluída.
As novas embarcações da Starnav contarão com motorização híbrida com banco de baterias.
Foto: Andre Telles/BNDES
Em 2025, o BNDES aprovou um novo financiamento para a Starnav, no valor de R$ 2,5 bilhões, destinado à construção de outras oito embarcações: quatro do tipo PSV e quatro do tipo oil spill recovery vessel (OSRV). O estaleiro Detroit também será responsável por essa etapa.
“O financiamento de longo prazo permite viabilizar investimentos na construção de embarcações e em projetos que incorporam novas tecnologias e soluções voltadas à eficiência operacional e ambiental”, disse a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática, Luciana Costa.
Motorização híbrida - As novas embarcações da Starnav contarão com motorização híbrida (diesel-elétrica) com banco de baterias, permitindo uma redução de cerca de 18% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com a frota atual.
Os PSVs são utilizados para transportar suprimentos entre plataformas de perfuração ou produção em alto-mar e bases em terra. Essas embarcações possuem tanques para diferentes tipos de carga, incluindo granéis líquidos e sólidos, como água, óleo diesel, combustíveis, cimento, lama e produtos químicos. Também contam com convés para cargas soltas e conteinerizadas, como equipamentos, peças, tubulações e alimentos.
Diretora do BNDES, Luciana Costa, e presidente da Petrobras, Magda Chambriard, junto com a tripulação do Starnav Elektra, composta integralmente por mulheres.
Foto: Andre Telles/BNDES
Os OSRVs, por sua vez, são semelhantes aos PSVs, mas também são equipados para atividades de contingência em casos de derramamento de óleo. Entre os equipamentos disponíveis estão sistemas de detecção de manchas de óleo no mar, tanques específicos para armazenamento e segregação do material recolhido, sistemas de lançamento e recolhimento de barreiras infláveis para contenção do óleo, sistema de dispersão de produtos químicos, canhões de combate a incêndio e holofotes ultravioleta para visualização do óleo derramado em operações noturnas.
A empresa - Criada em 2007 pelo grupo Detroit, a Starnav é uma Empresa Brasileira de Navegação (EBN) sediada em Itajaí (SC). Atualmente, opera no Brasil uma frota de 18 embarcações de apoio offshore do tipo PSV 4.500, utilizadas no suporte às plataformas de produção de petróleo e gás. Desse total, 13 foram financiadas pelo BNDES com recursos do Fundo da Marinha Mercante.
Foto: Andre Telles/BNDES