BNDES e Apex inauguram exposição sobre o Fundo Amazônia na Noruega
- Afluentes - Tributários: Os Caminhos e Histórias do Fundo Amazônia fica em cartaz no Museu de História Natural de Oslo desta terça, 3, até sexta, 6
- BNDES, APEX e MMA participam de evento de alto nível dia 6 com a ministra norueguesa Sigrun Aasland e o embaixador Rodrigo de Azeredo Santos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), inauguraram nesta terça-feira, 3, em Oslo, a exposição Afluentes - Tributários: Os Caminhos e Histórias do Fundo Amazônia.
É a primeira vez que a exposição chega à Noruega, país que é um importante doador da iniciativa brasileira de conservação da floresta amazônica, tendo contribuído com 9,42 bilhões de coroas norueguesas desde 2009, o equivalente a aproximadamente US$ 1,3 bilhão.
Instalação exposição Afluentes em frente ao Klimahuset, em Oslo
Foto: BNDES
Afluentes ficará em cartaz na Climate House do Museu de História Natural de Oslo até o próximo dia 6 deste mês, quando será encerrada com um evento de alto nível reunindo a ministra do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Sigrun Aasland; o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima; o superintendente da Área de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadri; e o diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro. A realização da agenda tem o apoio da Embaixada do Brasil em Oslo, cujo embaixador, Rodrigo de Azeredo Santos, fará a abertura do evento no dia 6.
A chegada da exposição à Noruega uma semana antes do início da COP31 em Antália, na Turquia, foi destacada pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, como um exemplo da força do Brasil em reunir e articular diferentes atores em favor da preservação da maior floresta tropical do mundo.
“O Fundo Amazônia se consolidou como a maior e mais transparente iniciativa do mundo para redução de emissões por desmatamento e degradação florestal baseada em resultados. Isso é fruto da confiança da comunidade internacional na capacidade do Brasil de implementar políticas públicas que, ao mesmo tempo, protegem a floresta e criam oportunidades para o povo da região”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O Banco é o gestor do Fundo, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente.
Para o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a exposição revela a força da sociobiodiversidade amazônica e de quem mantém a floresta em pé. “Nos rostos e no cotidiano dos povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, agricultores familiares e outros agentes econômicos, vemos uma Amazônia que conserva, produz e transforma conhecimento em oportunidades. A bioeconomia nasce dessa riqueza e deve valorizar tanto a floresta conservada quanto os saberes e o trabalho de suas populações. O Brasil avançou enormemente na redução do desmatamento, e a cooperação internacional por meio do Fundo Amazônia, que tem na Noruega um parceiro fundamental, deu uma grande contribuição a essa conquista. Esta exposição celebra essa parceria e mostra o futuro que queremos ampliar: uma Amazônia em que conservar a floresta e sua biodiversidade sejam fontes de renda, dignidade e prosperidade”, afirma.
Visitantes exploram painel interativo sobre o Fundo Amazônia
Foto: BNDES Divulgação
Criado em 2008, o Fundo Amazônia soma R$ 5,3 bilhões em doações, das quais a Noruega, por meio da Iniciativa Norueguesa Internacional para o Clima e as Florestas (NICFI), responde por 72%. Também contribuem com a iniciativa brasileira Alemanha, Reino Unido, União Europeia, Estados Unidos, Suíça, Dinamarca, Irlanda e Japão, além da Petrobras. São 160 projetos aprovados nesses 18 anos de atuação, para iniciativas que beneficiam mais de 650 organizações, em 75% dos municípios da Amazônia Legal.
Histórias e experiências da Amazônia – Parte do resultado desses projetos poderá ser conhecida pela população norueguesa em Afluentes - Tributários: Os Caminhos e Histórias do Fundo Amazônia, uma exposição multimídia com fotografias, vídeos, paisagens sonoras, mapas e uma linha do tempo.
A mostra reúne experiências de projetos financiados pelo Fundo ao longo de seus 18 anos de atuação, apresentando, de forma humanizada, a diversidade de iniciativas que fortalecem a conservação ambiental, a bioeconomia e as cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia Legal, território equivalente à metade da Europa. São histórias de povos indígenas, ribeirinhos, extrativistas, agricultores familiares, bombeiros, ambientalistas e servidores públicos que contribuem diariamente para manter a floresta em pé e promover o desenvolvimento sustentável da região.
As fotografias foram captadas pelo fotógrafo Marcelo Curia nos nove estados da Amazônia Legal, durante visitas a 18 projetos apoiados pelo Fundo Amazônia para a gravação da websérie homônima à exposição. Organizadas em coleções temáticas, as imagens estão distribuídas em biombos. Os registros aéreos foram feitos por drone pelo cinegrafista Jorge Volkmer Jr.
A exposição também apresenta a trajetória do Fundo Amazônia em uma linha do tempo que reúne, ano a ano, os principais marcos de sua história, os valores aprovados para projetos e a evolução dos índices de desmatamento na Amazônia Legal. A visualização permite relacionar os investimentos realizados com os resultados ambientais e identificar os países doadores. Somente nos últimos três anos, foram aprovados mais recursos do que nos 14 anos anteriores. Um mapa complementa o conteúdo, destacando a localização e os resultados dos projetos apoiados pelo Fundo, além de informações sobre negócios que contam com o apoio da ApexBrasil para a exportação de produtos amazônicos.
Visitantes exploram conteúdos multimídia da parte da exposição Afluentes, em Oslo, que fala da visita do rei Harald V à terra Ianomani
Foto: BNDES Divulgação
Na montagem em Oslo, foi organizada uma parede com informações e memórias sobre a visita do Rei Harald V à Terra Indígena Yanomami, no Brasil, em 2013. A exposição conta ainda com uma área educativa voltada a crianças e adolescentes, com um jogo de memória que apresenta habitantes da Amazônia e um quiz que desafia os participantes a se tornarem guardiões da floresta. Na área externa da Climate House, uma estrutura que simula uma palafita, moradia típica das comunidades ribeirinhas amazônicas, convida os visitantes a fazer registros fotográficos.
Instalação inspirada em casa amazônica da exposição Afluentes no Klimahuset
Foto: BNDES Divulgação
A identidade visual da mostra também valoriza os saberes tradicionais da região. O desenho da palavra Afluentes foi criado pelo abridor de letras Joeldem Conceição, natural de Vigia (PA), inspirado nas letras ornamentadas que decoram as embarcações dos rios amazônicos, expressão artística transmitida entre gerações.
“Foi com grande satisfação que a Embaixada do Brasil em Oslo ajudou a trazer e a promover a exposição Afluentes. É uma oportunidade única para divulgar, junto ao público norueguês, a importância e os resultados da parceria de longa data entre Brasil e Noruega em conservação ambiental e na promoção do desenvolvimento sustentável”, afirmou o embaixador do Brasil na Noruega, Rodrigo de Azeredo Santos.
Completam a exposição uma apresentação, uma vitrine e uma área de degustação de produtos da região que são exportados com o apoio da ApexBrasil.
Segundo o presidente da agência brasileira de exportação, Laudemir Müller, o objetivo é “posicionar o Brasil como um parceiro estratégico para negócios e investimentos sustentáveis. A exposição mostra como a riqueza da Amazônia pode se traduzir em produtos competitivos, oportunidades de negócios e desenvolvimento regional”, afirmou.
Afluentes chega a Oslo e ao público norueguês após ter estreado na COP30, em Belém, passado pela Semana do Meio Ambiente, em Brasília, e pela London Climate Action Week, em Londres. A partir de 9 de novembro, uma versão da exposição também estará presente na COP31, em Antália, na Turquia. A última montagem do ano será realizada em dezembro, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.
SERVIÇO:
O quê: Exposição “Afluentes – Tributaries: paths and stories of the Amazon Fund”
Quando: De 3 a 8 de novembro de 2026
Onde: Klimahuset no Museu de História Natural, Sars’ gate 1, 0562 Oslo
Horário: 10h às 17h
Mais sobre a exposição: Forside - Natural History Museum
Mais sobre o Fundo Amazônia: http://www.fundoamazonia.gov.br
Visão geral da exposição Afluentes no Klimahuset de Oslo
Foto: BNDES Divulgação