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BNDES - Agência de Notícias

09:51 11 de April de 2021

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:13:54 04/03/2021 |MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS

Ultima atualização: 18:11 29/03/2021

 

  • FIDC CashMe-Plural foi o melhor classificado entre os seis FIDCs pré-selecionados em chamada pública para sua modalidade
  • Fundo será o primeiro a ser investido em R$ 487 milhões pelo BNDES no âmbito de iniciativa que pode alcançar até 100 mil de empresas

  • Até R$ 500 mil do aporte será direcionado ao microcrédito para mulheres e famílias de baixa renda

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou o primeiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) a ser investido no âmbito da Chamada Pública para Fundos de Crédito para MPMEs lançada em maio deste ano com duas modalidades de fundo. O FIDC CashMe-Plural foi o melhor classificado dentre os seis pré-selecionados de sua modalidade para a fase de análise gerencial e jurídica e receberá do BNDES aporte de R$ 487 milhões, por meio da subscrição de cotas do fundo. O fundo, que também contará com o aporte de R$ 138,3 milhões por parte da Cyrela e da BRPP, gestora do Grupo Genial, totalizará um capital de R$ 625,3 milhões. No âmbito da iniciativa, poderão receber aportes do BNDES ainda mais nove FIDCs, somando o valor total de até R$ 4 bilhões.

 

Com o aporte do BNDES, o FIDC CashMe-Plural passará a disponibilizar para empreendedores financiamentos de até R$ 2 milhões de reais por meio da plataforma eletrônica da CashMe, fintech do Grupo Cyrela, que é especialista em empréstimos com garantia de imóvel. A previsão é que o custo final para o cliente na obtenção de crédito via CashMe fique em até IPCA + 1,15% ao mês, consideravelmente abaixo dos 4% ao mês, limite de custo exigido no edital da Chamada. O prazo médio das operações pode superar 4,7 anos. A projeção é de que sejam beneficiados 1.700 MPMEs e profissionais autônomos de diversos setores.

 

Além da modalidade de crédito citada, a CashMe, juntamente com o Instituto Cyrela e ONGs parceiras, dedicará um time para que até R$ 500 mil do valor aportado no fundo sejam destinados ao microcrédito, com o objetivo de melhorar a situação de vulnerabilidade econômica de mulheres e famílias de baixa renda. Considerando o efeito da revolvência, que consiste na concessão de novos empréstimos à medida que as parcelas dos empréstimos anteriores vão sendo pagas pelos clientes ao fundo, a expectativa é de que estes recursos beneficiem 1.000 microempreendedores, com operações de tíquete médio de R$ 1,5 mil. Como um todo, o fundo deve chegar a beneficiar 2.700 clientes.

 

Segundo o Diretor de Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, Bruno Laskowsky, os FIDCs formatados pelo BNDES foram concebidos no contexto das medidas emergenciais elaboradas pelo BNDES durante a pandemia, e representaram iniciativa inovadora dotada de um papel estruturante de longo prazo na ampliação dos canais de crédito a pequenos e médios negócios brasileiros, ao complementar a oferta de crédito disponibilizada pelo sistema bancário, agregando com isso recursos na economia.

 

Para Paulo Gonçalves, co-fundador da CashMe, o ponto principal é logicamente, levar um crédito justo para os micro, pequenos e médio empresários. Acrescenta ainda: “O processo todo de desenvolvimento nos proporcionou trocar e aprender muito com nossos parceiros! Hoje temos a certeza de que o aporte será levado e gerido de forma segura e saudável”.

 

“O Grupo Genial está muito honrado com a oportunidade de proporcionar o desenvolvimento e o acesso ao crédito de diversas MPMEs através da estruturação de um FIDC com a CashMe e o BNDES, em um momento tão desafiador de nossa economia. A presença do BNDES certamente potencializará o alcance desta iniciativa”, comenta André Schwartz, CEO do Banco Genial.


Chamada Pública para Fundos de Crédito para MPMEs – O BNDES estima alcançar até 100 mil empresas com esta iniciativa, que tem como foco qualquer empreendedor com acesso a um meio de pagamento, seja por meio de uma maquininha, por marketplace ou via fintech, mesmo que não seja bancarizado. A expansão do crédito por meio de canais alternativos é uma tendência mundial e está alinhada ao propósito social do BNDES. O banco poderá ter uma participação de até 90% do capital de cada fundo, observado o limite de R$ 500 milhões de cada. Os recursos deverão ser aplicados em negócios no Brasil.

 

Saiba como os FIDCs podem ser um instrumento de ampliação do acesso ao crédito em: https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/detalhe/blogdesenvolvimento/FIDC-como-instrumento-de-ampliacao-do-acesso-a-credito/

 

A Chamada Pública pode ser acessada em: https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/mercado-de-capitais/fundos-de-investimentos/chamadas-publicas-para-selecao-de-fundos/chamada-publica-para-selecao-de-fundos-de-credito-para-mpmes/