Com R$ 49,8 mi do BNDES, Agrária vai aumentar capacidade de produção de malte no PR
- Projeto aumentará em cerca de 25% a capacidade nominal de produção da maltaria, hoje de 360 mil toneladas por ano
- Com a modernização do processo fabril, a cooperativa estima um aumento de R$ 350 milhões em receita anual
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 49,8 milhões para a Agrária, uma cooperativa agroindustrial de Guarapuava (PR), que tem a maior maltaria da independente da América Latina e que atende cerca de 30% do mercado brasileiro de cerveja. Os recursos são do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).
Com duração de dois anos, o projeto deve ampliar em cerca de 25% a capacidade da maltaria, hoje de 360 mil toneladas/ano. Com os recursos do Prodecoop da ordem de R$ 38,9 milhões, a Agrária vai implantar uma torre de maceração e germinação de cevada com capacidade de produzir até 80 mil toneladas de malte por ano. Ela será construída com estruturas pré-fabricadas e metálicas, incentivando a cadeia de bens de capital e de serviço nacional.
Com R$ 10,9 milhões do PCA, o processo de armazenagem da maltaria será modernizado por meio da implantação de um novo sistema de transferência de cevada e de trigo. Haverá uma correia transportadora com um volume de processamento de 1,5 mil toneladas/dia que irá alimentar a nova torre de maceração, promovendo um aumento de receita anual estimada pela Agrária em R$ 350 milhões. Serão instaladas também máquinas de limpeza e sistema de despoeiramento, melhorando a qualidade e a pureza dos grãos.
“O projeto apoiado pelo BNDES vai aumentar a eficiência e reduzir as perdas do processo de produção de malte, além de contribuir com a melhoria na pureza dos grãos. Uma agroindústria mais eficiente e competitiva é o objetivo da política industrial do governo do presidente Lula e vai trazer impactos positivos para a economia local, como acontecerá em Guarapuava”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Programas de financiamento – O Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), assim como o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), fazem parte do Plano Safra ano agrícola 2025/2026 do Governo Federal, sendo o BNDES um de seus operadores. Visam à redução do déficit histórico de armazenamento no país e incrementar a competitividade do complexo agroindustrial das cooperativas brasileiras, por meio dos sistemas produtivos, de comercialização e de armazenamento.
A cooperativa – A Agrária foi criada em 1951 por imigrantes suábios no Distrito de Entre Rios, no município de Guarapuava, Centro-Sul do Paraná. O objetivo era apoiar 500 famílias que, após a Segunda Guerra, foram alocadas em terras do estado do Paraná por meio de um programa de ajuda humanitária. Atualmente são 780 cooperados e mais de 2 mil colaboradores. Eles atuam no recebimento, industrialização e comercialização de produtos agropecuários. As principais culturas são a soja e o milho como culturas de verão e o trigo e a cevada como culturas de inverno.
Além de malte, a cooperativa produz sementes, nutrição animal, farinhas, óleo, grits e flakes (subprodutos do milho), insumos e geração de energia. Esse ano, com a inauguração da Pequena Central Hidrelétrica São Jerônimo, o percentual de energia renovável utilizado pela Cooperativa, originado de autoprodução, deverá chegar a 100% de seu consumo de energia elétrica.
A cooperativa é signatária do Pacto Global da ONU desde dezembro de 2020, com seu planejamento estratégico alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propagados pelo Pacto. Além disso, sua produção de grãos possui a certificação Proterra, reconhecida internacionalmente por assegurar a produção de commodities de forma sustentável, seguindo preceitos de responsabilidade social e os critérios da Convenção da Basileia.
Foto: Cooperativa Agrária/Divulgação