BNDES leva internet a quase 1 milhão de alunos em escolas públicas no programa Escolas Conectadas

  • Brasil chega a mais de 99 mil escolas públicas com internet para uso em atividades escolares
  • MCom anunciou nesta segunda-feira a contratação de internet para cerca de 16,7 mil unidades de ensino, o que permitirá universalizar o acesso da educação básica.
  • BNDES já apoia a conexão de 2,7 mil escolas, com investimentos não reembolsáveis do FUST, beneficiando principalmente às regiões Norte e Nordeste.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Ministério das Comunicações (MCom), atua para levar internet de alta velocidade a cerca de 990 mil estudantes de escolas públicas brasileiras, como parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). Os avanços foram apresentados nesta segunda-feira, 30, em celebração à iniciativa Escolas Conectadas, que alcançou um dos maiores avanços da educação e da inclusão digital no país: mais de 99 mil escolas públicas com internet de qualidade para uso em atividades escolares.

Realizado em Brasília, o evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e dos ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e da Educação, Camilo Santana. Os dois ministérios coordenam a ENEC, que já beneficia cerca de 24 milhões de estudantes em todo o Brasil. Durante a agenda, foi anunciado a contratação de internet para cerca de 16,7 mil unidades de ensino, medida que permitirá universalizar o acesso à internet nas unidades de ensino da educação básica ainda não conectadas até o fim de 2026.

O BNDES contribui para a Enec apoiando a expansão da infraestrutura digital em regiões prioritárias por meio de recursos não reembolsáveis do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). A atuação do Banco viabiliza a conectividade em cerca de 2,7 mil escolas públicas, com impacto potencial em aproximadamente 1 milhão de estudantes nas regiões Norte e Nordeste.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa é estratégica para o futuro do país. “Levar internet de qualidade às escolas públicas é garantir igualdade de oportunidades e preparar as novas gerações para a economia digital. O BNDES está apoiando investimentos que reduzem desigualdades e ampliam o acesso ao conhecimento em todo o Brasil, especialmente nas regiões que mais precisam”, disse o presidente do BNDES.

Os avanços da Enec já incluem melhorias em três dimensões estruturantes: energia elétrica, com 136.525 escolas com infraestrutura adequada (98,9% do total); velocidade de internet, com 102.338 escolas com conexão adequada (74,1% do total); e wi-fi nas escolas, com 101.559 unidades com cobertura adequada para uso pedagógico (73,5% do total).

Os resultados mostram avanços significativos em territórios historicamente desafiadores. Na Região Norte, onde o BNDES prioriza atuação, o número de escolas com conectividade adequada passou de 4.803 em 2023 para 12.714, atualmente (62,5%). Nas escolas rurais, o total saltou de 17.367 para 34.913 unidades (69,7%). A política também ampliou o acesso em comunidades tradicionais: em 2026, 1.815 escolas indígenas e 1.971 escolas quilombolas atendem aos parâmetros de conectividade definidos nacionalmente representando 72,5% das escolas localizadas em comunidades quilombolas.

“Conectando as escolas públicas, o Governo do Brasil garante que milhões de crianças e jovens tenham a mesma oportunidade de aprendizado, independentemente da sua origem ou da renda de suas famílias. Por isso, o Ministério das Comunicações e seus parceiros têm transformado esse compromisso em infraestrutura de fato, com planejamento, execução e resultados visíveis em todo o território nacional, porque acreditamos que a infraestrutura digital é tão estratégica quanto estradas, energia e saneamento”, disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Foto: IFG/Portal gov.br

BNDES na ENEC – Ao todo, duas seleções públicas realizadas pelo BNDES somam R$ 113,3 milhões em investimentos, destinados à conectividade de 2.758 escolas públicas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A iniciativa garante não apenas o acesso à internet em banda larga, mas também a infraestrutura interna para distribuição do sinal em todos os ambientes escolares, com monitoramento contínuo da qualidade da conexão.

Na primeira seleção, lançada em 2024, foram destinados R$ 60 milhões para conectar 1,5 mil escolas, beneficiando cerca de 580 mil alunos. Até março de 2026, 1.260 escolas já estavam efetivamente conectadas, com destaque para Manaus (AM), Santarém (PA), Belém (PA) e João Pessoa (PB), que passaram a contar com banda larga e rede interna disponível em todos os ambientes escolares.

A segunda seleção, lançada em dezembro de 2025, destina R$ 53,3 milhões para atender outras 1.258 escolas, com potencial de beneficiar aproximadamente 410 mil estudantes. O resultado foi divulgado este mês de março, com a seleção das empresas Womp Telecomunicações Ltda, Toledo Fibra Telecomunicações Ltda, Movttel Participações S.A. e Associação Nacional para Inclusão Digital (ANID), cujas propostas estão em fase de análise pelo BNDES.

As soluções apoiadas incluem a implantação completa da conectividade nas escolas e a prestação do serviço de internet por um período de 24 meses após a ativação, garantindo estabilidade e uso pedagógico contínuo.

Transformação digital da educação – A Enec é uma iniciativa do Governo do Brasil, em conjunto com estados e municípios, para universalizar a conectividade com fins pedagógicos em todas as escolas públicas de educação básica do país, incluindo apoio à aquisição e à melhoria de dispositivos e equipamentos.

A estratégia prevê R$ 8,8 bilhões de aportes, sendo R$ 6,5 bilhões provenientes do Novo PAC, dos quais R$ 2,6 bilhões já foram executados. Lançada em 2023 para universalizar a conectividade de internet nas escolas públicas, a partir de critérios de qualidade monitorados permanente pelo Indicador Nacional de Escolas Conectadas (Inec), a política também tem como dimensão estrutural o desenvolvimento de competências digitais a toda a comunidade escolar a.

Mais que infraestrutura, a estratégia também avança na dimensão pedagógica, promovendo a educação digital e midiática nos currículos e o uso responsável das tecnologias nas escolas. Já são 20 estados com currículos atualizados trabalhando o tema, formação de professores nos saberes digitais a partir de ferramenta diagnóstica que já conta com 180 mil respostas e 82 cursos disponíveis nos eixos temáticos que somam mais de 471 mil certificados.

O MEC tem apoiado diretamente mais de 4.700 redes municipais e estaduais, além da oferta de recursos educacionais digitais e dos primeiros livros didáticos da área no ensino médio. Para garantir um uso equilibrado, crítico e seguro, a política também inclui orientações sobre o uso de celulares nas escolas e novas diretrizes para o uso ético da inteligência artificial na educação.

Essa atuação integrada reafirma o compromisso do Governo do Brasil em transformar a tecnologia em oportunidade, garantindo aprendizagem, equidade e inclusão digital para todos os estudantes.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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