BNDES e Fundação Banco do Brasil fortalecem rede de agroecologia no Vale do Ribeira

  • Projeto contribui para a transição agroecológica e práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade no Vale do Ribeira

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Fundação Banco do Brasil (BB), destina R$ 2,1 milhões para reforçar a Rede Terra-Mar, por meio da intensificação das práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. A iniciativa visa ampliar a escala de produção e oferta de alimentos e produtos saudáveis, promover a transição agroecológica, fortalecer a resiliência dos ecossistemas e gerar autonomia social e econômica para famílias agricultoras, assentadas, quilombolas, indígenas e de povos e comunidades tradicionais.

As unidades de referência da Rede Terra-Mar devem impulsionar a cadeia produtiva da pesca artesanal integrada à agricultura familiar, por meio da implantação e modernização de agroindústrias de pescado, do fortalecimento da Cooperpesca Artesanal como polo logístico e da criação de um modelo de economia circular que transforma resíduos em insumos relacionados à produção orgânica, extrativista e de base agroecológica em cinco municípios paulistas: Iguape, Cananeia, Itaberá, Guararema e Jarinu.

Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a iniciativa evidencia o compromisso do Banco com a promoção do desenvolvimento sustentável. “A iniciativa reforça o compromisso do BNDES com a promoção do desenvolvimento sustentável, ao integrar inclusão produtiva, geração de renda e conservação ambiental”, ressalta. “Ao apoiar a agroecologia e as cadeias da sociobiodiversidade, o Banco contribui para o fortalecimento das economias locais e para a valorização dos territórios e das comunidades tradicionais”.

Para o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, é fundamental apoiar a pesca artesanal e a agricultura familiar a se estruturarem e ampliarem o acesso a mercados. “Isso é positivo nas duas pontas: melhora a previsibilidade e a renda de quem trabalha e produz e, do outro lado, melhora a qualidade e o acesso à comida saudável para quem consome”, explica. “A comunidade de pescadores do litoral Sul de São Paulo cumpre um importante papel social e ambiental e é fundamental que o governo reconheça isso e os apoie”.

O presidente da FBB, André Machado, destaca o potencial da inserção do pescado na articulação entre produção tradicional, redes agroecológicas e políticas públicas. “A Rede Terra-Mar mostra, na prática, que, ao transformar resíduos da pesca em insumos agroecológicos, o projeto cria um ciclo virtuoso em que o mar alimenta a terra e a terra retribui ao mar, em uma transição agroecológica perene”, afirma. “Além disso, integra inovação social, fortalecimento produtivo e valorização das comunidades tradicionais, demonstrando que é possível multiplicar e transformar com sustentabilidade e justiça social”.

O Instituto Linha D’Água é responsável pelo apoio estratégico e pelo investimento de longo prazo na Cooperpesca Artesanal, entidade selecionada pela Fundação Banco do Brasil para executar processos de organização produtiva, fortalecimento institucional e acesso a políticas públicas voltadas ao fortalecimento das economias da sociobiodiversidade.

“A experiência da Cooperpesca mostra que, quando organização comunitária e política pública se conectam, a pesca artesanal ganha escala econômica e passa a ocupar o lugar que merece nas estratégias de inclusão produtiva, segurança alimentar e desenvolvimento territorial”, afirma Henrique Callori Kefalás, coordenador executivo do Instituto Linha D’Água.

Foto: Cooperpesca Artesanal

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