BNDES destaca papel das cidades na adaptação climática durante abertura da Cúpula de Mercocidades

  • Diretora Socioambiental afirma que adaptação urbana é eixo estratégico da atuação do Banco
  • Belém e Niterói são citadas como exemplos de transformação urbana financiada pelo BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reforçou, nesta quarta-feira (3), a centralidade da agenda de adaptação climática urbana durante a abertura da 30ª Cúpula de Mercocidades, realizada em Niterói (RJ). A diretora Socioambiental do Banco, Tereza Campello, destacou que eventos climáticos extremos “são cada vez mais frequentes e intensos” e que fortalecer a resiliência das cidades brasileiras tornou-se prioridade nacional.

Segundo a diretora, o BNDES está direcionando esforços estruturados para apoiar municípios em agendas de adaptação e sustentabilidade. “O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, tomou posse como presidente do Mercocidades, essa  rede tão estratégica. E temos aqui a oportunidade de reforçar que o BNDES está voltado para a agenda das cidades, criou um departamento específico para apoiá-las e segue comprometido com a adaptação climática”, disse. 

A diretora Socioambiental lembrou que o Banco tem impulsionado projetos de grande impacto urbano. Um deles é a entrega de 12 canais com obras de macrodrenagem e infraestrutura urbana em Belém, realizados a partir de contrato de R$ 1,5 bilhão entre o BNDES e o Governo do Pará. A obra — a maior intervenção de macrodrenagem da história da capital paraense — beneficia 530 mil pessoas e se tornou também a maior obra urbana já apoiada pelo Banco nas periferias das cidades brasileiras. 

Em Niterói, Tereza também citou o programa Niterói Pró-Sustentável, que reúne ações de infraestrutura verde, drenagem sustentável e Soluções Baseadas na Natureza. Além das iniciativas já em execução na cidade, ela lembrou que o BNDES aprovou, durante a COP30, mais R$ 104 milhões para ampliar parques urbanos, wetlands e áreas verdes multifuncionais em Niterói. 


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou da abertura e ressaltou que a América Latina é a região mais urbanizada do mundo, abrigando mais de 80% de sua população em cidades — o que intensifica desafios diante de eventos extremos. Ele destacou que o fortalecimento da Rede Mercocidades está alinhado à política externa brasileira de integração regional e cooperação multinível para enfrentar a crise climática.

“É nas cidades que a vida acontece e é nelas que os impactos das mudanças climáticas se manifestam primeiro. Os prefeitos estão na linha de frente desse enfrentamento.”, afirmou o ministro, ao destacar a importância da cooperação regional promovida pela Rede Mercocidades.

Recém-empossado como presidente da Rede Mercocidades, o prefeito Rodrigo Neves destacou que o fortalecimento da governança municipal exige planejamento e troca de experiências:

“Não há atalho para uma boa administração. É preciso propósito, planejamento, capacidade técnica e muito trabalho para transformar projetos em políticas públicas reais.”

Ao final de sua intervenção, Tereza Campello destacou que municípios do Sul Global — na América Latina, África e Ásia — serão os mais impactados pelas mudanças climáticas e que nenhuma cidade conseguirá enfrentar esse cenário sozinha. Ela defendeu a expansão de mecanismos internacionais de financiamento climático voltados a governos locais e reforçou o papel do Banco:

“O BNDES está pronto para ampliar parcerias, apoiar prefeituras e financiar soluções urbanas sustentáveis e resilientes”.

Foto: Flavia Filipini/BNDES

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