BNDES anuncia primeiros projetos do Viva-SE, que conta com R$ 180 milhões do Invest Impacto

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira, 27, em Aracaju (SE), os primeiros projetos aprovados para o Programa Integrado de Desenvolvimento Cultural e Turístico de Sergipe (Viva-SE), do governo estadual. A iniciativa conta com R$ 180 milhões do BNDES Invest Impacto para apoiar projetos de modernização, revitalização e fortalecimento da rede integrada de equipamentos culturais e à economia criativa de base comunitária para a promoção das cadeias de turismo, da cultura e do artesanato no estado.

O Invest Impacto possibilita que os governos estaduais apresentem um conjunto de investimentos e, depois, submetam o detalhamento técnico dos projetos individuais para aprovação do Banco. O plano de investimentos de Sergipe envolve a criação de equipamentos-âncora nos principais polos de turismo estadual e a interiorização de equipamentos culturais, bem como o desenvolvimento da economia criativa de base comunitária.

O anúncio foi feito pela diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, em evento com a participação do governador Fábio Mitidieri. “Temos R$ 180 milhões de recursos de financiamento do BNDES, com prazo que chega até 34 anos a pagar, voltados para a economia criativa, para a cultura do Estado, para fortalecer o artesanato e para fortalecer o turismo”, ressaltou.

A expectativa é que esses investimentos tenham impacto relevante na economia sergipana, considerando o caráter transversal da cultura, sua articulação com o turismo e a economia criativa de base comunitária, e o potencial de geração de empregos e dinamização econômica no Estado.

Dos R$ 180 milhões já contratados, o BNDES aprovou a destinação de R$ 48 milhões para auxiliar a implementação de projetos que consolidam espaços culturais para materializar o legado histórico sergipano, além de fortalecer o artesanato.

“Ao apoiar a implantação do programa Viva-SE, o BNDES reafirma seu compromisso com a promoção da economia criativa, fomentando as cadeias de turismo, da cultura e do artesanato no Estado de Sergipe, que geram emprego e renda”, declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “É um setor que atua como motor do desenvolvimento, por meio da inovação e expressão artística, impulsionando o turismo e o comércio local”.

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Entre os equipamentos culturais apoiados, está o Mirante de Santo Antônio, um dos pontos turísticos mais simbólicos de Sergipe. Inserido no núcleo original de surgimento de Aracaju, a área passará por reurbanização completa para se adequar ao fluxo de visitantes da Igreja de Santo Antônio, erguida em 1855, que já compõe o circuito de turismo da capital, ao proporcionar vista panorâmica do Centro Histórico, do vínculo fluvial da cidade com os rios locais, especialmente o Rio Sergipe em direção ao litoral do Oceano Atlântico.

Já a Pinacoteca do Estado será instalada em um prédio histórico no centro da capital, atualmente em restauração, que receberá instalações especiais e museográficas para adaptação às novas funcionalidades como Pinacoteca. Além da salvaguarda e proteção do acervo de Sergipe, a criação da Pinacoteca permitirá a democratização do acesso à arte, educação e cultura e o fortalecimento da identidade cultural local, pois proporcionará um espaço de aprendizado e de fruição das artes pelo público geral.

Com o objetivo de fortalecer a rede de artesanato sergipano e de promover a inclusão produtiva, o projeto Casas do Artesão Sergipano une tradição, inovação e geração de renda por meio de novos canais de comercialização: as Casas dos Artesãos Territoriais (casas-contêineres) e a Casa Master. A rede impulsionará a economia criativa com curadoria, auxílio e capacitação para os artesãos sergipanos.

As casas-contêineres serão distribuídas pelos oito territórios de planejamento do Estado: Alto Sertão Sergipano, Baixo São Francisco Sergipano, Médio Sertão Sergipano, Agreste Central Sergipano, Leste Sergipano, Grande Aracaju, Centro-Sul Sergipano e Sul Sergipano. Nelas, artesanatos característicos de cada região serão expostos e comercializados.

Também será instalada a Casa Máster, edificação de dois pavimentos na Orla de Atalaia, espaço de alta atratividade turística em Aracaju. Abrigará um espaço de exposição e comercialização dos produtos das oito regiões, além de salas para cursos de capacitação e formação dos artesãos.

Neste momento, os recursos do Banco também serão destinados à realização de serviços técnicos relacionados a elaboração de projetos, incluso projetos arquitetônicos e de engenharia, expográficos e museográficos, necessários para a implantação completa do portfólio do Viva Sergipe.

Dividido em cinco regiões turísticas (Polo Serras Sergipanas, Velho Chico, Polo Tabuleiros de Sergipe, Sertão das Águas e Polo Costa dos Coqueirais), o Estado se destaca por turismo majoritariamente regional, atraindo especialmente visitantes da região Nordeste do Brasil. Divulgar a cultura local e promover o Estado como destino turístico são premissas de desenvolvimento socioeconômico do Viva-SE.

O Governo de Sergipe pretende ampliar a presença do estado no mercado turístico brasileiro, que envolve a criação de equipamentos-âncora nos principais polos de turismo estadual (Aracaju, São Cristóvão e Laranjeiras) e a interiorização de equipamentos culturais, bem como o desenvolvimento da economia criativa de base comunitária. Tal estratégia permite a capilarização das atividades correlatas ao turismo para o interior do estado, além do fortalecimento da identidade cultural e constituição de calendário cultural distribuído por todo o estado, com rebatimento no desenvolvimento econômico-social por meio do fortalecimento de três dimensões produtivas: artesanato, cultura e turismo.

Os municípios impactados pelo programa Viva-SE correspondem a 36% da população estadual que estarão articulados em rede integrada de equipamentos culturais, por meio da construção de novos centros culturais temáticos contemporâneos e da revitalização de espaços culturais e entorno associado, associados à rede de economia criativa de base comunitária (Casas do Artesão Sergipano), a ser implantada em toda extensão territorial do Estado.

BNDES aprova R$ 1,03 bi para Sergipe de 2023 a 2025

  • Média anual de aprovações nos últimos três anos foi de R$ 344,9 milhões, contra R$ 258,3 milhões nos quatro anos anteriores, aumento de 33,5%
  • Em 2025, volume de crédito aprovado para o estado chegou a R$ 271,3 milhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, desde 2023, um total de R$ 1,03 bilhão para Sergipe. O volume representa uma média anual de aprovações entre 2023 e 2025 de R$ 344,9 milhões, contra R$ 258,3 milhões nos quatro anos anteriores, um crescimento de 33,5%.

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Também houve aumento no volume de desembolsos. Desde 2023, as liberações de recursos somaram R$ 653,9 milhões, uma média anual de R$ 218 milhões, contra R$ 207,2 milhões/ano na gestão anterior (2019/22).

Os recursos aprovados para Sergipe desde 2023 beneficiaram todos os setores da economia, como agropecuário (R$ 308,1 milhões), comércio e serviços (R$ 302,1 milhões), indústria (R$ 116,2 milhões) e infraestrutura (R$ 308,4 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 400,5 milhões do total de crédito aprovado desde 2023.

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Nos últimos três anos, o Banco voltou a apoiar projetos estratégicos para o setor público de Sergipe, com R$ 330 milhões aprovados. Nenhum recurso foi aprovado para entes públicos sergipanos nos quatro anos anteriores.

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“Esse resultado deixa evidente o compromisso do governo do presidente Lula em promover o desenvolvimento de Norte a Sul do país”, ressalta Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. “Por meio do crédito, o BNDES está promovendo melhorias em infraestrutura e na qualidade dos serviços públicos, ajudando a desenvolver novos medicamentos e tecnologias, construindo uma indústria e um setor agropecuário mais inovador e sustentável, ampliando a oferta de energia. Em Sergipe, as aprovações para indústria aumentaram quase 500%. Além disso, foram habilitadas iniciativas no estado que somam R$ 15 bilhões na maior chamada de projetos que fizemos para a indústria do Nordeste, em 2025”.

Em 2025, o volume de aprovação para o estado chegou a R$ 271,3 milhões. Os recursos atenderam os principais setores da economia sergipana: agropecuária (R$ 55,1 milhões), comércio e serviços (R$ 52,4 milhões), infraestrutura (R$ 63,2 milhões) e indústria (R$ 100,5 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 161,5 milhões do crédito aprovado em 2025.

Nordeste – As aprovações de crédito para a Região Nordeste alcançaram R$ 53,63 bilhões desde 2023. O volume representa um aumento de 50,3% na média anual de aprovações que passou de R$ 11,89 bilhões/ano, no governo anterior, para R$ 17,88 bilhões/ano (2023/25). Em 2025, o volume de recursos aprovados para a região alcançou R$ 19,39 bilhões.

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Os valores aprovados desde 2023 beneficiaram setores como a agropecuária (R$ 10,83 bilhões), comércio e serviços (R$ 9,12 bilhões), indústria (R$ 8,99 bilhões) e infraestrutura (R$ 24,69 bilhões). Do total das aprovações desde 2023, R$ 18 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

Resultados – O BNDES registrou em 2025 o maior lucro recorrente da história da instituição, com R$ 15,2 bilhões, resultado 15,4% superior a 2024. O Banco encerrou o ano com recorde na injeção de crédito, totalizando R$ 366 bilhões, alta de 32% em relação a 2024, maior valor nominal da história em ativos totais (R$ 962 bilhões), carteira de crédito (R$ 664 bilhões) no maior patamar desde 2016, caixa livre quadruplicado (R$ 61 bilhões) em relação a 2022 e maior patamar histórico do Patrimônio Líquido (R$ 172 bilhões).

O desempenho operacional em 2025 apresentou forte crescimento por demanda de crédito frente ao ano de 2024. As consultas somaram R$ 389,2 bilhões (aumento de 19% em relação a 2024 e de 170% em relação a 2022). As aprovações de crédito alcançaram R$ 237,9 bilhões (12% acima de 2024 e 80% maior que 2022), com destaque para o aumento de 215% na indústria (R$ 71 bilhões), 125% em Comércio e Serviços (R$ 41,2 bilhões) e 100% na agropecuária (R$ 54,3 bilhões) em relação a 2022. Já os desembolsos do BNDES totalizaram R$ 169,7 bilhões em 2025, aumento de 27% frente a 2024 e de 74% a 2022, com manutenção da trajetória de crescimento.

No triênio 2023-2025, houve aumento de 221% nas consultas, 164% nas aprovações e 126% nos desembolsos, em relação ao quadriênio 2019-2021.

Para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), as aprovações de crédito em 2025 totalizaram R$ 224 bilhões, aumento de 43% em relação à 2024 e de 215% em relação a 2022, sendo R$ 95,8 bilhões em crédito e R$ 128,2 bilhões de operações garantias oferecidas pelos fundos garantidores.

 

A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri

Foto: Arthur D'Ávila/BNDES

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