BNDES Florestas mobiliza R$ 14,1 bilhões e consolida nova economia florestal no Brasil

  • Estratégia reúne R$ 8,2 bilhões em financiamento e R$ 5,9 bilhões em participações e investimentos para impulsionar a restauração, a bioeconomia e a conservação florestal
  • Recursos já mobilizados equivalem ao plantio de 342 milhões de árvores, à recuperação de 205 mil hectares, à geração de 86 mil empregos verdes e à captura de 66 milhões de toneladas de carbono

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já mobilizou R$ 14,1 bilhões para o setor florestal brasileiro, consolidando uma nova economia baseada na restauração ecológica, na bioeconomia, na conservação e no uso sustentável das florestas. Os recursos correspondem ao plantio de 342 milhões de árvores, à recuperação de 205 mil hectares, à geração de 86 mil empregos verdes e à captura de 66 milhões de toneladas de carbono.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 22, durante painel que integrou a programação da celebração de aniversário de 74 anos do Banco. Esse resultado foi alcançado por meio da estratégia BNDES Florestas, que envolve operações de crédito, recursos não reembolsáveis, participações e investimentos, concessões florestais, mercados de carbono, inovação e apoio técnico para desenvolver e consolidar, em escala, a economia da floresta em todos os biomas brasileiros.

Do total mobilizado, R$ 8,2 bilhões correspondem a financiamentos destinados a projetos em diferentes regiões do país e R$ 5,9 bilhões a participações e investimentos voltados à restauração, à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais. As iniciativas abrangem Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, Pampas e ecossistemas costeiros e marinhos.

“O Brasil reúne as condições para liderar uma nova economia baseada na restauração florestal, na bioeconomia e nos mercados ambientais. O BNDES está construindo os instrumentos necessários para transformar esse potencial em investimentos, empregos, renda e desenvolvimento sustentável. Ao mobilizar R$ 14,1 bilhões para o setor, estamos ajudando a estruturar um mercado capaz de conciliar preservação ambiental, crescimento econômico e inclusão social”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, apresenta resultados do BNDES Florestas

Foto: Divulgação / BNDES

A estratégia BNDES Florestas funciona a partir de uma plataforma integrada que reúne iniciativas como Florestas Crédito, ProFloresta+, Floresta Viva, Arco da Restauração, concessões florestais, participações e investimentos, inovação e certificação de carbono. Juntas, essas ações buscam transformar a conservação e a restauração das florestas brasileiras em vetor permanente de desenvolvimento econômico, inclusão social e ação climática.

As iniciativas em curso envolvem três dimensões complementares. Na frente climática, a estratégia contribui para a captura de carbono, a conservação da biodiversidade e a restauração de áreas degradadas. Na dimensão social, fortalece a geração de renda, a inclusão produtiva e o protagonismo de povos indígenas, quilombolas, agricultores familiares e comunidades tradicionais. Na dimensão econômica, impulsiona cadeias produtivas sustentáveis, amplia a oferta de crédito e atrai investimentos privados para a nova economia da floresta.

Financiamento - Os R$ 8,2 bilhões mobilizados em financiamento combinam crédito, instrumentos não reembolsáveis e contrapartidas privadas, ampliando a capacidade de investimento do setor e contribuindo para dar escala à restauração florestal, ao manejo sustentável, à bioeconomia e às cadeias produtivas associadas.

As iniciativas apoiadas pelo Banco funcionam de forma integrada e complementar. Viveiros apoiados por um programa abastecem projetos de restauração em outros territórios, redes de sementes fornecem insumos para novos plantios e diferentes instrumentos financeiros ampliam a escala dos investimentos. O resultado é a formação de um ecossistema capaz de conectar restauração, bioeconomia, carbono, inovação e desenvolvimento territorial.

“Estamos estruturando uma nova economia florestal no Brasil, capaz de transformar conservação em oportunidades de desenvolvimento, renda e inclusão. O BNDES Florestas conecta crédito, investimentos, inovação e participação das comunidades locais para dar escala à restauração, fortalecer a bioeconomia e valorizar os ativos ambientais brasileiros. Mais do que apoiar projetos individuais, estamos construindo um ecossistema que integra produção sustentável, recuperação ambiental e geração de oportunidades nos territórios”, afirmou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

Mercado de capitais - As iniciativas de mercado de capitais do BNDES também desempenham papel estratégico na mobilização de recursos privados para investimentos sustentáveis, por meio de participações diretas, coinvestimentos e fundos estruturados voltados à bioeconomia, à restauração ecológica e produtiva por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e ao uso sustentável das florestas nativas. Ao atuar como investidor âncora e estruturador, o Banco contribui para reduzir riscos, aprimorar a governança dos projetos e atrair capital institucional para a economia verde.

A agenda verde tornou-se uma das prioridades da atuação da BNDESPAR em renda variável. Nesse contexto, destaca-se a Chamada de Clima, iniciativa por meio da qual a BNDESPAR poderá investir até R$ 1 bilhão em fundos voltados à implementação de projetos de restauração e conservação florestal em larga escala nos biomas brasileiros. A iniciativa mobilizará até R$ 4 bilhões em investimentos, dos quais cerca de R$ 3 bilhões correspondem a recursos privados.

“O apoio via mercado de capitais é fundamental para ampliar a escala da economia florestal, mobilizando recursos privados e investidores institucionais. Ao atuar como âncora, a BNDESPAR ajuda a criar uma classe de investimento com retorno econômico e impacto socioambiental, fortalecendo cadeias da bioeconomia, viabilizando projetos de restauração em larga escala e consolidando um mercado que valoriza a floresta em pé como vetor de desenvolvimento sustentável”, disse o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais, Alexandre Abreu.

A estratégia inclui, ainda, investimentos em fundos voltados ao reflorestamento e à conservação de florestas nativas, como o aporte de R$ 300 milhões aprovado pela BNDESPAR no fundo de reflorestamento do BTG Pactual, conduzido pela Timberland Investment Group (TIG). A operação integra um fundo com potencial de mobilizar aproximadamente R$ 1,9 bilhão para o plantio e a conservação de florestas nativas.

Somadas, a Chamada de Clima e as demais iniciativas de participações e investimentos mobilizam R$ 5,9 bilhões voltados à restauração, à conservação e ao uso sustentável das florestas brasileiras. Deste total, R$ 1,3 bilhão correspondem a recursos da BNDESPAR e R$ 4,6 bilhões são em capital privado.

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