BNDES já recebeu R$ 19,5 bi em pedidos de crédito na segunda etapa do Plano Brasil Soberano

  • Do total protocolado na segunda etapa, R$ 7,5 bilhões têm como foco investimentos em ampliação e adaptação da capacidade produtiva, além de inovação tecnológica em processos e serviços
  • Nesta quarta-feira, 22, o governo federal anunciou a terceira etapa do Plano Brasil Soberano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já recebeu R$ 19,5 bilhões em pedidos de crédito na segunda etapa do Plano Brasil Soberano. Do total de projetos protocolados, R$ 7,5 bilhões têm como objetivo a ampliação e a adaptação da capacidade produtiva, além de inovação tecnológica em processos e serviços, com destaque para os setores de saúde, fertilizantes, minerais críticos e químico.

Outros R$ 4,7 bilhões têm como foco o capital de giro destinado à produção para a exportação e R$ 1,2 bilhão para a aquisição de bens de capital. Ao todo, foram protocolados 677 projetos, sendo 313 de micro, pequenas e médias empresas. A segunda etapa do Plano Brasil Soberano tem orçamento de R$ 21 bilhões, sendo R$ 15 bilhões oriundos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e R$ 6 bilhões em recursos do BNDES.

“Os resultados mostram a mobilização de recursos em investimentos estratégicos para ampliar a capacidade produtiva nacional, estimular a inovação e apoiar a conquista de novos mercados. O BNDES está analisando projetos estruturantes, que vão acelerar a modernização e criar as bases para um desenvolvimento de longo prazo”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Dos projetos protocolados, o BNDES já aprovou R$ 10,6 bilhões em crédito, atendendo os setores de alimentos, metalurgia, automotivo, máquinas e equipamentos elétricos, químico, farmacêutico, agropecuário e madeira, entre outros.

Direito ao crédito - Nesta quarta-feira, 22, o governo federal anunciou a terceira etapa do Plano Brasil Soberano. Serão destinados R$ 18,5 bilhões. Pelas regras do Brasil Soberano, três grupos de empresas têm direito ao crédito. O grupo um, formado por empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados por medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos com base na Seção 232, cujo faturamento bruto com exportações representou 1% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Neste grupo, estão empresas dos setores do aço, cobre, alumínio, automotivo e de moveleiro.

O grupo dois inclui empresas que atuam em setores industriais de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica com relevância na balança comercial brasileira, assim como aqueles setores identificados para adaptação ou modernização produtiva em função de acordos comerciais, ou identificados como estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Integram esse grupo empresas do ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos e de informática, borracha e plástico, equipamentos de transporte, além minerais críticos.

Já o terceiro grupo é formado por empresas exportadoras de bens industriais, e seus fornecedores, para países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações represente 1% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.

Programa atende exportadores atingidos pelo tarifaço dos Estados Unidos ou prejudicados por conflitos internacionais, além de setores considerados estratégicos

Foto: Diego Baravelli / Minfra

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