BNDES amplia atuação no Rio de Janeiro com foco em infraestrutura, indústria e sustentabilidade

  • Banco aprovou R$ 37,2 bilhões para o estado desde 2023 até o primeiro trimestre deste ano

  • Balanço foi apresentado por Aloizio Mercadante na Firjan, durante o evento BNDES Mais Perto de Você

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 37,2 bilhões em financiamentos para o Rio de Janeiro desde 2023 até o primeiro trimestre deste ano. O resultado representa crescimento de 13% em relação ao período de 2019 a 2022, quando as aprovações somaram R$ 32,8 bilhões. A média anual de aprovações para o estado passou de R$ 8,2 bilhões para R$ 11,7 bilhões, alta de 42%.

O balanço da atuação do Banco no estado foi apresentado nesta sexta-feira, 3, pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante o evento BNDES Mais Perto de Você, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A agenda reuniu o governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, empresários, representantes do setor produtivo e instituições financeiras parceirase autoridades para apresentar oportunidades de financiamento para micro, pequenas e médias empresas, investimentos produtivos, inovação, sustentabilidade, máquinas e equipamentos e capital de giro.

No mesmo evento, o BNDES e o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciaram a ampliação da parceria para restauração ecológica da Mata Atlântica fluminense, com a adesão do estado ao Floresta Viva 2, por meio de aporte de até R$ 80 milhões do Fundo da Mata Atlântica, e a divulgação dos vencedores dos editais Florestas do Rio I e II, que somam R$ 76 milhões para restaurar quase 900 hectares de áreas degradadas no estado.

“O BNDES voltou a ser parceiro estratégico do desenvolvimento brasileiro e do Rio de Janeiro. Nós já passamos de R$ 1 trilhão em ativos em 2026, o que amplia a capacidade do Banco de oferecer crédito com qualidade e segurança. No Rio, foram R$ 37,2 bilhões em aprovações desde 2023, com crescimento de 42% na média anual. São investimentos em infraestrutura, saneamento, mobilidade, adaptação climática, indústria, inovação, cultura e restauração ambiental. Contem com o BNDES para o que precisarem”, afirmou Mercadante.

Do total aprovado para o Rio no período, R$ 29,6 bilhões foram destinados à infraestrutura. O setor concentra a maior parte dos recursos, seguido por comércio e serviços, com R$ 4,2 bilhões; indústria, com R$ 3 bilhões; e agropecuária, com R$ 480 milhões.

Mercadante destacou que a atuação do Banco no estado busca fortalecer setores estruturantes para a economia fluminense. *“O BNDES tem um peso muito grande na infraestrutura do estado e queremos aumentar nossa participação também na indústria, nos serviços, no comércio e na agricultura. O que nós estamos fazendo em rodovias, saneamento e mobilidade aumenta produtividade, reduz custo logístico, melhora a qualidade de vida e fortalece o turismo, que é um motor da economia carioca”, disse.*

 

Setor público — O BNDES também retomou o apoio a projetos estratégicos do setor público no Rio de Janeiro. As aprovações para administração pública somaram R$ 4,1 bilhões entre 2023 e o primeiro trimestre deste ano. Em desembolsos, foram R$ 482,3 milhões destinados ao setor público fluminense desde 2023, crescimento de 267% em relação ao período de 2019 a 2022.

Entre os projetos destacados estão a parceria com o COR Rio, referência regional em monitoramento e resposta a ocorrências urbanas; o apoio de R$ 104,6 milhões do Fundo Clima para implantação do Parque Lagoa de Itaipu e de florestas de bolso em Niterói; e dois financiamentos para Maricá: R$ 720 milhões para adaptação climática, com reservatórios de águas pluviais e parque inundável, e R$ 688 milhões do BNDES para um plano de infraestrutura urbana de R$ 759 milhões, que inclui a construção de um mergulhão de cerca de 700 metros na região de Inoã.

 

Saneamento e Baía de Guanabara — No saneamento, o BNDES apoia um plano de investimentos superior a R$ 30 bilhões até 2033, voltado à universalização de água e esgoto para mais de 14 milhões de pessoas em mais de 40 municípios, à redução de perdas de água e à melhoria da qualidade das águas da Baía de Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas.

“Recuperar a Baía de Guanabara é fundamental para a qualidade da água, para o turismo, para a renda e para o desenvolvimento. O saneamento tem que ir da casa até o oceano. São os morros, as favelas, as comunidades, todo o sistema de água e esgoto do Rio de Janeiro”, afirmou Mercadante na Firjan.

Obras na Serra das Araras, na Via Dutra (BR116)

Foto: Site da Motiva

Rodovias, logística e mobilidade — Na infraestrutura logística, um dos principais destaques da atuação do BNDES no estado é o apoio de R$ 10,7 bilhões à modernização da concessão Rio-SP, que inclui a Nova Dutra, a Serra das Araras e a Rio-Santos. O investimento total do projeto é de R$ 16 bilhões, o maior entre as concessões rodoviárias federais, com expansão de 40% da capacidade das rodovias e previsão de geração de mais de 220 mil empregos diretos e indiretos ao longo dos 30 anos da concessão.

O Banco também apoia a Ecovias Rio Minas, com R$ 7,3 bilhões de financiamento para investimentos nas BR-116/RJ, BR-116/MG, BR-493/RJ e BR-465/RJ. O investimento total é de aproximadamente R$ 15 bilhões, com estimativa de geração de mais de 24 mil empregos na implantação e cerca de 10 mil na operação.

Na capital, o BNDES participa ainda do Plano de Mobilidade Urbana de Campo Grande, com R$ 702,8 milhões de financiamento para investimento total de R$ 838,5 milhões. O projeto prevê novas vias, ciclovias, corredores e obras de integração viária, com entregas previstas até o fim de 2026.

Foto: André Telles/BNDES

Desenvolvimento urbano, saúde e patrimônio — Em estruturação de projetos, o BNDES atua em iniciativas como o Masterplan do Centro do Rio, desenvolvido em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro para qualificar ativos imobiliários públicos subutilizados e impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região. O trabalho analisou 75 imóveis públicos e propôs a requalificação de 46 ativos.

Também estão no portfólio do Banco a estruturação do Novo Campus do Inca, com investimento total estimado em R$ 2 bilhões, até 450 leitos e leilão previsto para o segundo semestre de 2027; a requalificação do Forte de Copacabana, com expectativa de impacto de R$ 327 milhões no PIB via cadeia do turismo; o projeto da Pequena África/Valongo, com investimentos previstos de R$ 103 milhões em projetos urbanos e equipamentos estratégicos; e a requalificação da Estação Barão de Mauá, com mais de 120 mil m² de área.

Na área de cultura e patrimônio histórico, o BNDES apoia projetos como a reconstrução do Museu Nacional, com R$ 100 milhões; a recuperação do acervo arquivístico do Palácio Itamaraty, com R$ 16,3 milhões; a revitalização do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, com R$ 13,5 milhões; a modernização do Museu Histórico Nacional, com R$ 11,3 milhões; o Armazém da Utopia, com R$ 12 milhões; e o Viva Pequena África, com R$ 10 milhões.

 

Indústria, inovação e economia azul — Na indústria, o Banco apoia projetos como o plano de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Nortec Química, com R$ 37,4 milhões; investimentos da Conspiração Filmes, com R$ 32 milhões; o desenvolvimento de vacina com tecnologia de RNA mensageiro pela Fiocruz, por meio da Fiotec, com R$ 30 milhões do BNDES; e investimentos da CSN em indústria 4.0 e inovação, com financiamento de R$ 625,8 milhões pelo Finem e R$ 500 milhões pelo BNDES Mais Inovação.

No setor naval, foram contratados no Rio, entre 2023 e 2026, 16 projetos, com R$ 1,788 bilhão de financiamento do Fundo da Marinha Mercante e investimento total de R$ 2,512 bilhões. Os recursos apoiam construção, manutenção, reparo e modernização de 147 embarcações em oito estaleiros, com mais de 24 mil empregos gerados.

O Banco também atua no estado por meio da agenda BNDES Azul, com destaque para o apoio à restauração de 421 hectares de manguezais e restingas no Rio de Janeiro, no âmbito do Floresta Viva Manguezais, e para o Planejamento Espacial Marinho da região Sudeste, que contempla Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

 

Restauração ecológica — Na agenda ambiental, o BNDES apoia a restauração ecológica no Norte Fluminense, com R$ 221 milhões para recuperação de 15 mil hectares de áreas degradadas pela Tree Agroflorestal. O projeto conta com recursos do Fundo Clima e prevê geração de créditos de carbono.

Além disso, os editais Florestas do Rio I e II selecionaram 13 projetos para restaurar quase 900 hectares de áreas degradadas, o equivalente a 1.260 campos de futebol, com o plantio de mais de 1,5 milhão de árvores nativas e geração de cerca de 400 empregos. O Governo do Estado do Rio de Janeiro também aderiu ao Floresta Viva 2 com aporte de até R$ 80 milhões, reforçando a parceria com o BNDES para ampliar ações de restauração ecológica, conservação e fortalecimento da cadeia produtiva da restauração.

 

Mercado de capitais e startups — O BNDES possui ainda R$ 843 milhões investidos no Rio de Janeiro por meio de 18 fundos de investimento, alcançando 29 empresas e projetos. Desse total, R$ 181 milhões estão direcionados a micro, pequenas e médias empresas. Os investimentos se distribuem em áreas como tecnologia da informação, energia, logística e tecnologia.

No BNDES Garagem, programa de aceleração de startups, o Banco já apoiou 79 negócios do Rio de Janeiro, equivalentes a 19% do total de startups aceleradas ao longo da história da iniciativa. As principais áreas das startups fluminenses são economia verde, descarbonização e economia azul; educação; e saúde.

 

BNDES Mais Perto de Você — O evento na Firjan marcou a aproximação do Banco com o setor produtivo fluminense, por meio da apresentação de linhas de financiamento e soluções para empresas de diferentes portes. Segundo Mercadante, o objetivo é ampliar o acesso ao crédito e gerar novas operações no estado.

“Hoje vamos melhorar todas as estatísticas daqui, sair com novos clientes, novas parcerias e novas oportunidades. O BNDES está recuperando sua capacidade de crédito e fazendo isso com segurança, com inadimplência muito baixa e com foco no desenvolvimento do país”, afirmou o presidente do Banco.

Foto: André Telles/BNDES

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