BNDES acompanha retomada das obras do metrô de Fortaleza

Primeira fase da Linha Leste, que atenderá 40 mil passageiros por dia, deve ser concluída no fim de 2023 Técnicos do BNDES acompanharam na última quarta-feira, 6, o reinício das obras da Linha Leste d...

Técnicos do BNDES acompanharam na última quarta-feira, 6, o reinício das obras da Linha Leste do metrô de Fortaleza, projeto financiado em R$ 1 bilhão pelo Banco. A retomada foi possível devido a negociação entre a equipe do BNDES e o governo estadual que reduziu o escopo do projeto à primeira metade da Linha Leste e à execução de cinco estações. Dessa forma, foram reiniciadas as obras da estação Chico da Silva e de trecho que vai conectar o Centro de Fortaleza ao bairro de Papicu. No percurso, serão erguidas uma estação de superfície e quatro subterrâneas. Haverá ainda integração da Linha Leste com as linhas Sul e Oeste, já em operação, no Centro, e com o VLT Parangaba-Mucuripe, além do terminal de ônibus municipal, no Papicu.

De acordo com o gerente do Departamento de Gestão Pública de Estados e Capitais do BNDES Tomás Rudge, "a Linha Leste vai contribuir para o sistema de transporte público, não apenas na área abrangida pela obra, mas em toda a cidade de Fortaleza, uma vez que ajuda a reduzir o tempo de deslocamento, a poluição, os acidentes de trânsito e os custos com conservação de vias e controle de operação e tráfego”. Rudge esteve na visita acompanhado do secretário da Infraestrutura do Ceará, Lucio Gomes, do secretário Executivo de Logística Intermodal e Obras do Ceará, André Pierre, e de representantes do concessionário Metrofor.

"O financiamento tem como principal objetivo disponibilizar para a população um equipamento seguro, ágil, confortável, com preço acessível, integrando modais de transporte", disse Lúcio Gomes.

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A previsão é que a primeira fase das obras da Linha Leste seja concluída no final de 2023, quando deverá atender cerca de 40 mil passageiros por dia. O trajeto, de 7,3 km de extensão, terá tempo de viagem de até 15 minutos. Segundo o gerente do BNDES, o apoio a projetos de mobilidade urbana visa não apenas à expansão da infraestrutura e à melhoria dos serviços prestados, mas, principalmente, ao aumento da qualidade de vida dos usuários.

"A Linha Leste vai reduzir o tempo de deslocamento, a poluição, os acidentes de trânsito e os custos com conservação de vias e controle de operação e tráfego" (Tomás Rudge, gerente do BNDES)

Investimentos em infraestrutura desse tipo foram responsáveis por 44% dos R$ 69,3 bilhões desembolsados pelo BNDES no ano passado. Os R$ 30,4 bilhões recebidos pelo setor corresponderam a um aumento de 13% em comparação com 2017. Para este ano, a perspectiva também é de crescimento, uma vez que, em 2018, as aprovações de novos financiamentos para infraestrutura atingiram R$ 47,6 bilhões, com alta de 60% frente ao observado em 2017. Dado o seu caráter de longo prazo, os financiamentos do BNDES aprovados em um ano costumam gerar desembolsos no ano seguinte e nos posteriores.

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Foto: Tomás Rudge - Divulgação/BNDES

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