BNDES inicia estudos para transformação urbana da região da Estação Leopoldina

  • Projeto vai estruturar modelo para requalificação de área estratégica no Centro da cidade, com potencial de atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento urbano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciou nesta terça-feira, 24 de fevereiro, com a primeira visita ao local, os estudos técnicos para a transformação urbana da área da Estação Leopoldina (Estação Barão de Mauá), na região central do Rio de Janeiro (RJ). O objetivo é estruturar alternativas de destinação e aproveitamento do ativo, com foco na requalificação da área, na geração de valor e na atração de investimentos privados.

Para estruturar o projeto, o BNDES foi contratado pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela Prefeitura do Município do Rio de Janeiro, que tem investido na revitalização da área central da cidade.

A área da Estação Leopoldina ocupa posição estratégica no Centro do Rio, com grande conectividade a eixos estruturantes de mobilidade e proximidade a importantes polos econômicos, institucionais e culturais. Trata-se de um dos conjuntos ferroviários mais emblemáticos da cidade, com expressivo potencial de requalificação e integração ao tecido urbano, contribuindo para a dinamização econômica e a melhoria da qualidade do espaço público no entorno.

Os estudos contemplarão diagnóstico técnico, urbanístico e mercadológico, análise jurídica e regulatória, modelagem econômico-financeira e proposição de arranjos contratuais. A partir dessas análises, serão estruturadas alternativas que conciliem viabilidade econômica, preservação de valores históricos e interesse público.

“O BNDES tem atuado na estruturação de projetos que combinam requalificação urbana, valorização do patrimônio público e atração de capital privado. A área da Estação Leopoldina reúne atributos únicos e pode se tornar um vetor relevante de desenvolvimento para o Centro do Rio de Janeiro”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Foto: BNDES/Divulgação

“Quando o presidente Lula nos orientou a não deixar nenhum prédio público vazio, ele estava falando de devolver o patrimônio público à cidade e colocá-lo a serviço das pessoas. É isso que faremos na Estação Leopoldina: por meio da SPU e do programa Imóvel da Gente, em parceria com a Prefeitura do Rio e com a expertise do BNDES, vamos estruturar um projeto de requalificação e valorização que respeite o valor histórico do conjunto e transforme uma área estratégica do Centro do Rio em um polo de uso múltiplo, capaz de atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento urbano com inclusão”, diz a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

“Esse projeto vem se somar às demais iniciativas da cidade do Rio, que tem estimulado a revitalização de imóveis degradados e a recuperação e melhor uso de áreas urbanas no Rio, com planejamento e olhar para o desenvolvimento econômico de longo prazo”, ressalta Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.

A iniciativa integra a estratégia do BNDES de apoiar a estruturação qualificada de ativos públicos, promovendo soluções sustentáveis e alinhadas às políticas urbanas e às diretrizes de desenvolvimento econômico e social. Novas etapas do projeto serão divulgadas à medida que os estudos avancem.

Para apoiar a elaboração dos estudos, o BNDES selecionou consórcio composto pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Lacaz Martins, Pereira Neto, Gurevich & Schoueri Advogados, Faccio Arquitetura Ltda. e PGC Consultoria de Negócios Ltda.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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