Com apoio do BNDES, subsidiária da Embraer faz voo demonstrativo de carro voador no interior de SP

  • Carro voador desenvolvido pela Eve Air Mobility já recebeu mais de 2,9 mil pedidos de reserva em 13 países, com potencial de US$ 14,5 bilhões em receita 
  • Banco já aprovou R$ 1,2 bilhão para apoiar a empresa em diferentes fases do desenvolvimento do eVTOL, desde 2023

  • Em 2025, o Banco anunciou R$ 405,3 milhões em investimento direto na Eve, na estratégia de retomada da atuação da BNDESPAR em renda variável

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, acompanhou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o novo teste do carro voador desenvolvido pela Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer. O voo de demonstração do eVTOL, produzido pela empresa brasileira dedicada ao desenvolvimento de soluções para o mercado de Mobilidade Aérea Urbana (UAM), ocorreu nesta quarta-feira, 24, na unidade de testes da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.

Com financiamento no valor de R$ 1,2 bilhão do BNDES, a Eve Air Mobility vai desenvolver a unidade de produção do eVTOL que será instalada em Taubaté, também em São Paulo.  Além das operações de crédito, em 2025, o Banco anunciou R$ 405,3 milhões em investimento direto na Eve, na estratégia de retomada da atuação da BNDESPAR em renda variável.

“Acompanhamos hoje o voo teste de um marco da engenharia brasileira, que reforça a capacidade do país de inovar e competir em setores de alta tecnologia", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Segundo ele, o apoio do BNDES ao carro voador da Eve combina crédito e investimento para viabilizar a produção no Brasil, gerar empregos qualificados e inserir a indústria nacional na nova fronteira da mobilidade aérea sustentável. “E nós vamos agora caminhar para a certificação da ANAC para o eVTOL virar veículo comercial, tudo isso 120 anos depois do primeiro voo público do 14-bis, em Paris”, completou.

Foto: Paulo Preto/BNDES

A expectativa é produzir até 480 aeronaves por ano. O carro voador já recebeu mais de 2,9 mil pedidos de reserva, de 30 clientes em 13 países, representando um potencial de US$ 14,5 bilhões em receita. A previsão é que o eVTOL esteja pronto para decolar até 2027.

O eVTOL da Eve terá capacidade para quatro passageiros, além do piloto, alcance de 100 km e espaço para duas malas ou quatro bagagens de mão. Contará com oito motores elétricos elevadores (lifters) nas asas, aumentando seu nível de segurança e controlabilidade para o voo na vertical, e um motor na parte traseira para a navegação horizontal.

Em dezembro, o eVTOL concluiu pela primeira vez um voo não tripulado, num marco técnico da engenharia nacional, que confirmou a integração de sistemas essenciais do carro voador brasileiro, como o conceito de fly-by-wire de quinta geração e os rotores dedicados exclusivamente ao voo vertical.

O programa de testes segue ao longo de 2026, incluindo a transição para o voo de cruzeiro sustentado pelas asas fixas e continuidade do trabalho conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e outras autoridades certificadoras e validadoras, como a FAA, dos Estados Unidos e a europeia EASA.

Foto: Paulo Preto/BNDES

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