Com R$ 280 mi, BNDES apoia construção da maior e mais moderna fábrica de sistemas de armazenagem de energia elétrica do Brasil
- Este é o primeiro projeto contratado no âmbito da Chamada Pública para Seleção de Planos de Negócio para Investimentos na Transformação de Minerais Estratégicos para Transição Energética e Descarbonização
- Sistemas de armazenamento de energia em bateria podem ser usados para regularizar e armazenar a energia gerada por fontes renováveis
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 280 milhões no âmbito do programa BNDES Mais Inovação para a WEG reformar uma planta e construir, em Itajaí (SC), a maior e mais moderna fábrica de sistemas de armazenamento de energia em bateria (Bess, sigla em inglês) do Brasil. Esses sistemas têm o potencial de regularizar o fornecimento e armazenar a energia produzida por fontes renováveis, como a fotovoltaica e a eólica.
Foto: Divulgação
Este é o primeiro projeto contratado no âmbito da Chamada Pública para Seleção de Planos de Negócio para Investimentos na Transformação de Minerais Estratégicos para Transição Energética e Descarbonização - Ação Conjunta de Fomento BNDES – Finep. A nova unidade fabril deve criar 90 novos postos de trabalho.
"Este projeto tem importância estratégica para o Brasil. É mais um passo importante na agenda de descarbonização, ao contribuir para reforçar a segurança energética, ampliar a resiliência da rede elétrica e a expansão das fontes renováveis. Sob orientação do presidente Lula, o Brasil está construindo um novo ciclo de desenvolvimento, com inovação e sustentabilidade”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“Com esse passo, a WEG amplia a sua oferta de soluções de alto valor agregado, desenvolvidas e fabricadas no Brasil, e contribui para o avanço da segurança energética e resiliência do nosso grid. Trata-se de um investimento alinhado com o objetivo estratégico de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética, mitigando riscos e fortalecendo a presença nacional nesse segmento em expansão”, explica o presidente da WEG, Alberto Kuba.
Ao final, a WEG espera estar capacitada para atender de forma mais eficiente tanto o mercado de grandes sistemas de armazenamento quanto de sistemas para uso comercial e industrial (C&I), com produtos fabricados no Brasil com maior autonomia tecnológica e suporte local.
A nova planta ampliará a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS para até 2 GWh ao ano, equivalente a 400 sistemas de 5 MWh. Ela ainda vai permitir introduzir no Brasil uma arquitetura mais eficaz para a montagem dessas grandes baterias chamada de cell-to-pack. Já adotada pelos principais players globais, ela permite maximizar o desempenho. As obras da nova fábrica iniciarão em breve, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2027.
A nova fábrica terá também grande grau de automação. Haverá linhas de montagem automáticas e semiautomáticas integradas na montagem final dos sistemas. As movimentações internas frequentes serão realizadas por robôs móveis autônomos (AMR em inglês). As obras devem ser concluídas até março do ano que vem.
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Será criada ainda uma estrutura de apoio, com um laboratório de testes e desenvolvimento, uma subestação de energia, e ampliação da planta. O laboratório visa apoiar o aperfeiçoamento do processo. Ele fará o controle de qualidade, a supervisão com tecnologia própria e o desenvolvimento de novas soluções. Com isso, vai ajudar a empresa a aumentar seu conhecimento sobre o produto e a projetar soluções mais adequadas para seus clientes.
Bess – Os sistemas de armazenamento de energia em bateria (Bess) servem para guardar energia elétrica e liberá-la quando necessário. Com isso, eles podem ajudar a estabilizar as redes elétricas. Isso é especialmente importante com o aumento do uso de fontes renováveis. Em momentos de menor consumo, esses sistemas podem armazenar a energia que não foi usada para liberá-la quando for necessária. Outro emprego é evitar interrupção no fornecimento.
Os sistemas são formados por módulos, que reúnem várias células de baterias, o menor meio de armazenamento. O tipo de célula mais comum nesses sistemas são as de íon-lítio. Isso deve ao fato de serem a solução com maior densidade de energia por quilo, vida útil e eficiência. Contudo, em função da aplicação, podem ser usadas células que empregam outras tecnologias – chumbo-ácido, sódio-enxofre, fluxo e níquel-cádmio.
As células de baterias utilizadas podem ainda ser novas ou de segunda vida, porém a WEG só vai utilizar novas (grau A). Porém, há o interesse em se estudar a viabilidade técnica de reutilizar células.
WEG – Fundada em 1961, a WEG é uma empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, que atua no setor de bens de capital com foco em motores, redutores e acionamentos elétricos, geradores e transformadores de energia, produtos e sistemas para eletrificação, automação e digitalização.
A WEG se destaca em inovação pelo desenvolvimento constante de soluções para atender as grandes tendências voltadas a eficiência energética, energias renováveis e mobilidade elétrica.
Com operações industriais em 18 países e presença comercial em mais de 135 países, a companhia possui mais de 49 mil colaboradores distribuídos pelo mundo. Em 2024, a WEG atingiu faturamento líquido de R$38 bilhões, destes 57% proveniente das vendas realizadas fora do Brasil.
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