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BNDES - Agência de Notícias

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Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:18:19 29/09/2021 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 13:50 30/09/2021

Marina Carlini, Bruno Aranha, Edu Lyra e Marco Gorini

Os desafios para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a necessidade do estabelecimento de parcerias para atingi-los foram tema do Fórum BNDES de Sustentabilidade realizado na última quinta-feira, 23, sob condução do diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do Banco, Bruno Aranha.

Para discutir o assunto, ele recebeu o diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira; a head de ESG e Comunicação Externa da Cosan, Marina Carlini; o sócio-fundador da Din4mo e cofundador do Blendlab, Marco Gorini; e o idealizador e CEO do Gerando Falcões, Edu Lyra.

Entre os painelistas, houve consenso quanto à importância de que seja mobilizado capital privado, em adição aos esforços do setor público, para que os 17 Objetivos (conheça-os aqui) sejam atingidos pelos países membros da ONU até 2030, prazo estipulado em 2015 para sua execução.

“Atrair o setor privado para a mesa é fundamental para essa agenda andar”, atestou Carlo Pereira. Ele explicou que o Pacto Global, iniciativa do secretário-geral da ONU cujo mandato é trabalhar com o setor empresarial, viu aumentar o interesse pelo tema no pós-pandemia. “O momento é propício para a mobilização. Nós, que lidamos com liderança, sabemos que reunir CEOs e CFOs quatro anos atrás não era fácil. Hoje, temos 70 deles reunidos numa iniciativa do Pacto Global”, exemplificou.

Marina Carlini, da Cosan, entende que a mobilização das empresas no contexto da pandemia deu a elas respaldo para avançar na agenda. “Nunca antes, como agora, tivemos um nível de confiança tão alto da sociedade em empresas privadas, em marcas. Temos, diante disso, uma janela de oportunidade para nos posicionar como empresas que estão aqui para gerar seus lucros, claro, mas com um olhar cuidadoso sobre as pessoas, e não apenas com aquelas que estão de alguma forma envolvidas com as nossas operações, mas com a sociedade de uma forma mais ampla”, disse.

Para Marco Gorini, embora o Brasil tenha um mercado de capitais extremamente refinado, com uma diversidade de instrumentos aderentes a soluções que podem ser implementadas, é preciso ampliar o apetite a risco. “O conservadorismo não é coerente com o risco que a gente precisa mitigar. Precisamos começar a perceber que impacto tem valor. Estamos numa lógica de mercado, portanto precisamos valorar o impacto, e isso ser refletido numa precificação de ativos”, avaliou.

Em linha semelhante, Bruno Aranha avaliou que “existem riscos ainda não metrificados. Um exemplo é o risco climático. Acabamos de fazer um standstill relacionado aos clientes do setor hidrelétrico. É um movimento que, de alguma forma, tem a ver com a questão climática. Do ponto de vista das instituições financeiras, estamos sujeitos a que esses eventos afetem a nossa própria existência”. Na visão dele, um caminho para superar essas barreiras “é transformar os modelos de negócios, trazer os ODSs para o centro do propósito das instituições, que deveriam correlacionar sua existência a esses desafios e a essas metas”.