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10:23 18 de September de 2019

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:14:47 03/09/2019 |CULTURA |SUDESTE

Ultima atualização: 12:47 04/09/2019

Fotos: André Telles/Divulgação BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai liderar, ao lado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o grupo de trabalho responsável pela elaboração e estruturação de meios para a sustentabilidade financeira e operacional do Museu Nacional após sua reinauguração. Denominado GT de Segurança e Sustentabilidade, o grupo é um dos três órgãos colegiados previstos no modelo de governança estabelecido pelo protocolo de intenções firmado no sábado, 31, visando à reconstrução do museu, atingido por um incêndio há um ano, completado na segunda-feira, 2.

O grupo de trabalho terá um ou dois assentos por instituição participante — além de BNDES e UFRJ, são signatários do protocolo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Fundação Vale. O BNDES foi escolhido para coliderar o GT em razão da expertise acumulada em 22 anos de atuação no apoio à economia da cultura, da contribuição para as discussões sobre a sustentabilidade financeira dos projetos, apoiando a realização das duas edições do Fórum Internacional de Endowments Culturais, e da criação e lançamento da chamada pública de projetos de patrimônio.

“Não adianta a gente só reformar e construir, mas tem que pensar na sustentabilidade dos museus, como dialogam com a sociedade, e o BNDES está desenvolvendo muitas coisas com relação a isso”, ponderou o superintendente de Gestão Pública e Socioambiental do BNDES, Júlio Costa Leite, que representou a instituição na cerimônia de assinatura do protocolo de intenções.

 

Fotos: UFRJ, BNDES, Unesco e Fundação Vale firmam protocolo de intenções para reconstruir Museu Nacional (02/09/2019)

Júlio Costa Leite, superintendente de Gestão Pública e Socioambiental do BNDES

 

Novo modelo – As discussões para a formulação desse modelo de governança começaram em julho, quando o BNDES foi procurado pela Fundação Vale. Estão previstos, além do GT de Segurança e Sustentabilidade, outros dois órgãos: o Comitê Executivo e o Comitê Institucional.

Caberá ao Comitê Executivo acompanhar o macroprojeto de reconstrução e coordenar os esforços de captação e gerenciamento de recursos, comunicação e transparência. Será formado por sete membros: um da Unesco, dois de parceiros privados (sendo, pelo menos um da Fundação Vale), um membro independente (convidado, com mandato de um ano) e três da UFRJ, com poder de veto.

O Comitê Institucional reúne os patrocinadores dos esforços de reconstrução e os órgãos públicos envolvidos. Será um órgão consultivo, sem poder de voto, com um assento para cada integrante. Ministério da Educação, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Conselho Internacional de Museus (Icom Brasil), Prefeitura do Rio, governo do Estado e BNDES estão entre os órgãos e instituições participantes do colegiado.

O Banco tem assento no Comitê em razão do apoio de R$ 21 milhões à instituição. O contrato, assinado em junho do ano passado, tinha, entre seus objetivos, revitalizar o Museu Nacional e investir nos sistemas de segurança e combate a incêndio. Após a tragédia, o projeto teve o escopo alterado para permitir que os recursos sejam aplicados na reconstrução do equipamento.

 

Museu Nacional: entenda o papel do BNDES nos esforços de reconstrução

Denise Carvalho, reitora da UFRJ

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Patrimônio cultural brasileiro – Os recursos do BNDES estão sendo liberados para a Associação Amigos do Museu Nacional. O primeiro desembolso, no valor de R$ 3,28 milhões, ocorreu em 13 de dezembro do ano passado. “Assim que o projeto executivo da fachada ficar pronto, vamos licitar as obras usando uma parte dos recursos de emendas de bancada e uma parte do BNDES”, disse a reitora Denise Carvalho.

Com mais de 20 anos de atuação no setor, o BNDES é o maior apoiador da preservação do patrimônio cultural brasileiro, com mais de 200 projetos, beneficiando 185 diferentes monumentos de todas as regiões do país, entre eles museus, bibliotecas, arquivos, igrejas, sítios arqueológicos, teatros e centros históricos. Somente nos últimos 10 anos, foram contratados cerca de R$ 558,4 milhões para projetos de patrimônio.

Reitora quer reabrir museu em 2022, nas comemorações do bicentenário da Independência

Durante a cerimônia de assinatura do protocolo de intenções, a reitora Denise Carvalho anunciou que a universidade pretende inaugurar uma ala do museu já em 2022 para a comemoração do bicentenário da Independência do Brasil. “O museu está entre as 100 melhores unidades acadêmicas do mundo, e as atividades continuaram devido à força da sua comunidade”, afirmou.

 

Museu Nacional: entenda o papel do BNDES nos esforços de reconstrução

Alexandre Kellner, diretor do Museu Nacional

 

Denise Carvalho e o diretor do museu, Alexander Kellner, destacaram o esforço empreendido por servidores e estudantes na escavação, retirada das peças dos escombros e recuperação do material. “Vamos reconstruir o Museu Nacional como um dos principais museus de história natural do mundo”, prometeu o diretor.

No evento, a Fundação Vale anunciou a doação de R$ 50 milhões ao projeto de reconstrução. O professor Wilson Saviano, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), doou ao acervo do museu cerca de 300 peças de arte, 15 quadros e 40 livros de sua coleção particular de arte africana contemporânea, que reúne obras de artistas, principalmente, da África Subsaariana.