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03:05 19 de January de 2020

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:17:33 21/12/2018 |INFRAESTRUTURA |SUDESTE

Ultima atualização: 18:35 21/12/2018

Ari Silveira - Divulgação/BNDES
  • Primeira usina térmica movida a GNL a ser financiada pelo banco, projeto foi estruturado na modalidade corporate finance, em parceria com o KfW IPEX-Bank

A assinatura do contrato de financiamento de R$ 1,76 bilhão à UTE GNA I Geração de Energia para implantação de uma usina termelétrica movida a Gás Natural Liquefeito (GNL) trouxe uma novidade na modelagem de financiamento que pode se tornar benchmark para outros projetos de infraestrutura apoiados pelo BNDES.

Primeira usina térmica movida a GNL a ser financiada pelo banco, o projeto foi estruturado na modalidade corporate finance em parceria com o KfW IPEX-Bank, responsável pelo financiamento a projetos internacionais e de exportação do KfW Group, com o suporte do Euler Hermes Aktiengesellschaft, uma agência de crédito à exportação (ECA, na sigla em inglês) alemã. Na modelagem proposta, o BNDES entra com o crédito e o KfW se responsabiliza pela garantia da operação.

 

“É a primeira termelétrica a GNL que o banco está financiando numa parceria também inédita com o KfW, em que o KfW garante a operação até o fim do contrato” (Marcos Ferrari, diretor do BNDES)

 

O diretor de Governo e Infraestrutura do BNDES, Marcos Ferrari, falou do ineditismo da operação durante a assinatura do contrato, na última quinta-feira, 20. “É a primeira termelétrica a GNL que o banco está financiando numa parceria também inédita com o KfW, em que o KfW garante a operação até o fim do contrato. Trata-se também de um modelo inovador porque tanto o BNDES quanto o KfW são bancos de desenvolvimento e trabalhamos longamente em busca desse arranjo perfeito”, avaliou.

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, lembrou que o banco trabalhou ao longo do ano na flexibilização dos produtos, na diminuição de prazos, na alteração de processos e a operação com o KfW é significativa desse percurso. “Hoje é um dia histórico por se tratar da primeira vez que fazemos uma operação conjunta apesar do relacionamento institucional com o KfW já ter começado há muito tempo. E mais do que uma operação, o que estamos construindo aqui é um modelo de negócio que pode ser usado em outras operações”, afirmou.

 

“Mais do que uma operação, o que estamos construindo aqui é um modelo de negócio que pode ser usado em outras operações” (Dyogo Oliveira, presidente do BNDES)

 

Complexo termelétrico – A participação do BNDES corresponde a 39% do investimento total de R$ 4,5 bilhões. Além da usina termelétrica com capacidade instalada de 1.338,3 MW, os recursos serão usados na construção de um terminal de importação e regaseificação de GNL, bem como de uma subestação e uma linha de transmissão, interligando a usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O empreendimento é parte do maior complexo termelétrico a gás natural da América Latina que a GNA está construindo no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ).

“Agradecemos aos sócios e ao BNDES pela confiança na GNA. Estamos construindo um projeto estruturante e transformador, que emprega hoje mais de 1.700 pessoas e que começará a gerar energia segura para o país a partir de 2021”, afirmou o diretor-presidente da GNA, Bernardo Perseke.

 

“Estamos construindo um projeto estruturante e transformador, que emprega hoje mais de 1.700 pessoas e que começará a gerar energia segura para o país a partir de 2021” (Bernardo Perseke, da GNA)

 

Diversificação – O potencial de geração de energia da usina termelétrica será suficiente para atender a aproximadamente 3 milhões de domicílios numa região de alta demanda elétrica no Brasil. Além de contribuir para o desenvolvimento da economia local, o projeto traz diversificação da matriz energética, a partir de combustível cujo fornecimento pode ser controlado e previsto pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, contribuindo para a segurança do sistema energético brasileiro em períodos de escassez de chuvas.

A escolha da localização da usina leva em conta a proximidade dos campos de petróleo das bacias de Campos, Santos e Espírito Santo e às malhas de gasodutos e áreas disponíveis para atracação dos navios responsáveis pela estocagem e regaseficação de GNL importado; disponibilidade e logística favoráveis de matéria-prima, insumos e mão-de-obra; disponibilidade de conexão com a rede de transmissão de energia integrante do SIN; e localização favorável do ponto de vista socioambiental.

 

Fotos: Movida a gás natural, termelétrica no Porto no Açu terá financiamento de R$ 1,76 bi do BNDES (20/12/2018)

 

Veja mais imagens da assinatura do contrato na Galeria de Fotos

 

A empresa – A UTE GNA I Geração de Energia S.A. é uma sociedade de propósito específico controlada pela GNA – Gás Natural Açu, joint-venture formada pela Prumo Logística, BP e Siemens dedicada ao desenvolvimento, implantação e operação de projetos estruturantes e sustentáveis de energia e gás. A empresa constrói no Porto do Açu (RJ) o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina.  O projeto atualmente compreende a implantação de duas térmicas movidas a gás natural (GNA I e GNA II) que, em conjunto, alcançarão 3 GW de capacidade instalada, além de um terminal de regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito) de 21 milhões de m3/dia.