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Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:12:40 30/01/2020 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 13:12 30/01/2020

Divulgação BNDES
Saulo Puttini, Gustavo Montezano e Claudenir Brito concedem entrevista coletiva em Brasília

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira, 29, em Brasília, acompanhado dos diretores Saulo Puttini (Jurídico) e Claudenir Brito (Compliance) para apresentar detalhes sobre a contratação, em 2018, dos serviços de auditoria externa e independente para a investigação de oito operações realizadas entre agosto 2005 e maio de 2016 com as empresas JBS, Bertin e Eldorado, do Grupo J&F.

Durante a coletiva, foram detalhados os valores recebidos pelas empresas que conduziram a investigação, as datas das aprovações pela Diretoria e pelo Conselho de Administração do BNDES da contratação e de seus aditivos, as suplementações realizadas aos contratos e aos serviços previstos em cada uma das fases.

Montezano lembrou que, em agosto de 2019, durante depoimento à CPI do BNDES, já havia divulgado a contratação da consultoria externa e o valor total aproximado do serviço. O custo total das contratações para a investigação independente foi de R$ 42,7 milhões, distribuído entre as empresas Cleary, Gottlieb, Steen & Hamilton (R$ 28,2 milhões); Protiviti (R$ 7,1 milhões), Levy & Salomão (R$ 1,3 milhão), KPMG (R$ 5,8 milhões) e Grant Thornton (R$ 300 mil).

O presidente do BNDES esclareceu que, em razão da complexidade do tema, o volume de trabalho exigido na investigação foi bem maior que o inicialmente estimado, daí a necessidade de aditivos. “Quando se inicia uma investigação, você não sabe quantos dados exatos você vai averiguar”, ponderou. “Em novembro de 2018, o Banco aditou o contrato em função do volume de informações levantadas. Em julho de 2019, no contexto da CPI do BNDES e da operação Bullish, surgiram dados importantes que impactaram a investigação e foi aprovado novo aditivo”.

Montezano explicou que o BNDES contratou uma shadow investigation para acompanhar e revisar os protocolos adotados na auditoria. “Ela é importante pra confirmar os procedimentos e avaliar os impactos no balanço financeiro”, observou.

Sobre a necessidade de aumento do volume de dados considerados na investigação e dos valores pagos para a auditoria, Puttini esclareceu que é muito comum em investigações forenses realizadas por auditorias independentes que seja feita uma estimativa preliminar da quantidade de conteúdo a ser verificada e da alocação das despesas. “À medida que a investigação transcorre e seus desdobramentos vão acontecendo, percebe-se melhor o quão a fundo a investigação precisa ser conduzida”, disse Puttini. “Pode-se chegar à conclusão de que a massa de dados a serem analisados e cruzados e o número de funcionários a serem entrevistados podem ser aumentados”.

De acordo com Montezano, os executivos do BNDES trabalham para dar transparência e resgatar a reputação da instituição. “Nosso trabalho é esclarecer: criamos uma corregedoria interna, abrimos os dados com órgãos de controle e melhoramos a busca pelas operações em nosso site”, listou.

Brito destacou a criação da corregedoria interna, criada em dezembro, como consequência do processo de reforço da governança do Banco.

Para Montezano, o momento é de “virada de página”. “Nessa nova economia, em que é preciso juntar a necessidade financeira com o propósito e a vontade de melhorar a vida das pessoas, o BNDES tem muito a contribuir, pois é um agente fundamental para a recuperação econômica do Brasil”, disse. Ele ressaltou que “todas as informações apresentadas na coletiva estão disponíveis no site BNDES Aberto” e que essa nova postura de transparência do Banco, contínua e permanente, veio para ficar.

 

Confira o vídeo da coletiva

 

Entenda o passo a passo das contratações