BNDES - Agência de Notícias

10:20 18 de September de 2019

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:16:26 28/08/2019 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 12:27 02/09/2019

Fotos: André Telles/Divulgação BNDES
Ricardo Barros (diretor de Operações), José Flávio Ramos, Gustavo Montezano, André Laloni e Luciana Torres Bastos (superintendente de Controladoria)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 13,8 bilhões no primeiro semestre de 2019, crescimento de 190% ante os R$ 4,76 bilhões auferidos no mesmo período de 2018. O desempenho financeiro, divulgado em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 28, é atribuído principalmente ao crescimento de R$ 9,367 bilhões (228,4%) do lucro com participações societárias, que atingiu R$ 13,469 bilhões, seguido pelo aumento de R$ 1,425 bilhão (21,8%) no produto da intermediação financeira.

Na coletiva, concedida na sede operacional do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente da instituição, Gustavo Montezano, afirmou que o balanço semestral aponta uma situação “bem confortável” de liquidez e capital. “Estamos tranquilos em devolver R$ 126 bilhões ao Tesouro este ano”, garantiu. “Foi um semestre de resultado bem acima do normal”, observou o diretor de Finanças do BNDES, José Flávio Ramos.

 

Lucro do BNDES cresce 190% e atinge R$ 13,8 bilhões no semestre

Gustavo Montezano, presidente do BNDES

 

Lucro do BNDES cresce 190% e atinge R$ 13,8 bilhões no semestre

José Flávio Ramos, diretor de Finanças do BNDES

 

O resultado com participações societárias no semestre atual refletiu, principalmente, o crescimento de R$ 7,384 bilhões (245,5%) do resultado com alienações de investimentos, com destaque para a alienação de ações da Petrobras e da Vale, além da operação de incorporação de Fibria pela Suzano, que, juntas, responderam por 91,4% do resultado.
O resultado de intermediação financeira apresentou aumento de R$ 1,425 bilhão (21,8%) em razão, principalmente, da remuneração das disponibilidades oriundas da venda de títulos e valores mobiliários.

Provisões – A provisão para risco de crédito observada no primeiro semestre de 2018 não se repetiu no primeiro semestre de 2019, passando de uma despesa líquida de R$ 81 milhões no ano anterior para uma reversão líquida de R$ 1,161 bilhão no semestre atual. Isso aconteceu, basicamente, pelo recebimento de cerca de R$ 1,2 bilhão de créditos provisionados em exercícios anteriores.

Tributos – As despesas tributárias apresentaram crescimento de R$ 2,506 bilhões (57,4%) entre os semestres, provocado pelo aumento no resultado com participações societárias e no produto da intermediação financeira.

Ativos – Mesmo com o pagamento antecipado de dívida com o Tesouro Nacional no valor de R$ 30 bilhões, o ativo do Sistema BNDES manteve-se no mesmo patamar de 31 de dezembro de 2018 (redução de 0,4%), totalizando R$ 799,3 bilhões em 30 de junho de 2019. Tal fato decorre, basicamente, do resultado positivo com alienação de ações, da valorização da carteira de participações societárias e de operações compromissadas de terceiros.

A carteira de crédito e repasses, líquida de provisão, representava 58,9% dos ativos totais em 30/06/19, e registrou declínio de R$ 26,446 bilhões (5,3%) no semestre em razão do volume de recebimentos, que superou os desembolsos em R$ 44,5 bilhões.

Inadimplência – A inadimplência superior a 30 dias apresentou queda no semestre, atingindo 1,81% em 30 de junho de 2019 (era 2,96% em 31 de dezembro de 2018). A inadimplência (+ 90 dias) também apresentou queda no período, passando de 2,95% em 31 de dezembro para 1,65% em 30 de junho, abaixo da inadimplência (+ 90 dias) do Sistema Financeiro Nacional (2,93% em 30 de junho). Desconsideradas as operações cujas prestações são integralmente honradas pela União, o índice de inadimplência do BNDES seria de 0,42% (+30 dias) e de 0,25% (+90 dias).

Carteira – A carteira de crédito e repasses manteve a boa qualidade, uma vez que, em 30 de junho, 96% de suas operações estavam classificadas nos mais baixos níveis de risco (entre AA e C). Esse percentual permanece superior ao registrado pelo Sistema Financeiro Nacional.

A carteira de participações societárias alcançou R$ 105,465 bilhões em 30 de junho, crescimento de R$ 8,9 bilhões (9,2%) no semestre decorrente da valorização, da ordem de R$ 13,2 bilhões, da carteira de participações em sociedades não coligadas, onde se destacam os investimentos em Petrobras e Eletrobras, não obstante terem ocorrido alienações, com destaque para Fibria, Petrobras e Vale.

 

Lucro do BNDES cresce 190% e atinge R$ 13,8 bilhões no semestre

André Laloni, diretor de Investimento do BNDES

 

Montezano informou que a subsidiária BNDES Participações (BNDESPAR) está “revisando os procedimentos internos de como processar e priorizar as vendas da carteira”. “A ordem em que ela vai ser feita depende de vários fatores: do mercado, de todos os passos que temos que dar em transparência e em robustez do processo”, complementou o diretor de Investimento do BNDES, André Laloni.

De acordo com Laloni, o novo perfil da carteira estará alinhado à missão de “resgatar o BNDES como banco de desenvolvimento”. “Vamos fazer tudo isso observando as práticas mais estritas da economia pública, em total sintonia com os órgãos reguladores e em total conformidade e transparência”, garantiu.

O aumento de R$ 21,3 bilhões (25,6%) das disponibilidades no semestre foi proporcionado, principalmente, pelas alienações de participações societárias (que geraram um resultado de R$ 10,4 bilhões) e por operações compromissadas de terceiros, que aumentaram R$ 11,5 bilhões, devido à atuação do BNDES como dealer do BACEN (contrapartida no passivo). O retorno das operações de crédito (recebimentos superiores aos desembolsos em R$ 44,5 bilhões) foi utilizado no pagamento de dívida com o Tesouro Nacional no montante de R$ 42,2 bilhões (dos quais R$ 30 bilhões em antecipação) e na liquidação, no vencimento, de debêntures e bonds.

Fontes de recursos – Em 30 de junho, FAT/PIS-Pasep e Tesouro Nacional representavam 37,9% e 34,1%, respectivamente, das fontes de recursos do BNDES. No semestre, ingressaram R$ 9,1 bilhões de recursos do FAT Constitucional, e o saldo total com FAT é de R$ 281,3 bilhões. O passivo com o Tesouro alcançou R$ 272,9 bilhões em 30 de junho, apresentando redução de 11,1% no semestre devido, basicamente, à liquidação antecipada de dívida, no total de R$ 30 bilhões. O passivo com o fundo PIS-Pasep totalizou R$ 21,1 bilhões, sem variação relevante no período.

O passivo com captações externas totalizou R$ 28,3 bilhões em 30 de junho, redução de 26,7% no período devido a amortizações no montante de R$ 9,7 bilhões.

Dividendos – No primeiro semestre de 2019, houve pagamento de remuneração ao acionista, a título de dividendo obrigatório relativo ao lucro de 2018, atualizados pela taxa Selic, no total de R$ 1,628 bilhão.

Patrimônio líquido – O patrimônio líquido obteve crescimento de R$ 20 bilhões (25,2%) no semestre, principalmente, em razão do lucro líquido semestral (R$ 13,8 bilhões) e do ajuste positivo de avaliação patrimonial, líquido de tributos, de R$ 6,2 bilhões.

Limites prudenciais – Base para o cálculo dos limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central, o patrimônio de referência alcançou R$185,1 bilhões ao fim de junho, ante R$ 166,8 bilhões em dezembro de 2018. Os limites prudenciais do BNDES se mantiveram acima dos limites mínimos exigidos pelo BC, apresentando, ainda, melhora no índice de Basileia diante de dezembro de 2018.

O índice de Basileia passou de 29% ao final de dezembro para 34,1% em junho de 2019, acima dos 10,5% exigidos pelo Banco Central, tanto pelo aumento do patrimônio de referência como pela redução dos ativos ponderados pelo risco.

Acesse as demonstrações financeiras consolidadas do BNDES e o Relatório da Administração para o semestre encerrado em 30 de junho de 2019 no Portal de Relações com Investidores do BNDES.

 

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Assista à íntegra da coletiva de imprensa sobre o lucro do BNDES no 1º semestre de 2019: