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05:20 27 de September de 2020

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:13:14 04/02/2020 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 15:21 04/02/2020

Divulgação Credit Suisse
Gustavo Montezano, presidente do BNDES, profere palestra na Conferência de Investimento da América Latina 2020, em São Paulo

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou na última terça-feira, 28, em São Paulo, que as entregas concretas à sociedade predominam sobre as metas financeiras no novo posicionamento da instituição. A declaração foi feita durante a Conferência de Investimentos da América Latina 2020, evento promovido pelo banco de investimentos Credit Suisse que reuniu gestores públicos e privados em torno das discussões sobre o futuro dos investimentos no País e na região, novas tecnologias, desafios e perspectivas das economias emergentes, entre outros temas.

“Estamos fazendo uma mudança bem substancial no posicionamento do BNDES, o que é normal numa conjuntura de mudança da economia, mudança de mercados, mudanças do mundo”, afirmou Montezano. “Um exemplo claro de como estamos implementando essa visão de menos financeiro e mais propósito é o Plano Trienal, que acabamos de divulgar em dezembro: não temos mais metas de desembolso e lucratividade”.

De acordo com o presidente do BNDES, na nova visão, “as entregas concretas predominam sobre as metas financeiras”, sem abrir mão da sustentabilidade financeira. “Nosso objetivo prioritário, até 2022, é estruturar operações que vão levar saneamento a 20 milhões de pessoas, que vão levar iluminação pública a 14 milhões de cidadãos”, afirmou. “Vamos financiar 1 milhão em equipamentos de tecnologia para alunos de escolas públicas. Vamos levar banda larga a 8 milhões de brasileiros. Vamos privatizar ou conceder 30% do fluxo de mercadorias para exportação nos portos brasileiros”.

 

Montezano diz em evento do mercado financeiro que entregas do BNDES à sociedade vão predominar sobre metas financeiras

Montezano: prioridade às entregas concretas, sem abrir mão da lucratividade

 

Na conferência, o diretor de Estruturação de Investimentos e Concessões do BNDES, Fábio Abrahão, integrou o painel Água: liberando o desenvolvimento por meio da regulação, com Carlos Castro, presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Diogo Mac Cord, secretário de Desenvolvimento de Infraestrutura, do Ministério da Economia, e Rogério de Paula Tavares, vice-presidente de Relações Institucionais do grupo Aegea Saneamento.

“A previsão é de que o BNDES viabilize quatro leilões para serviços de saneamento este ano: em Alagoas, Amapá, Acre e Rio de Janeiro. Mas, para concretizar essa agenda, é necessário celeridade e qualidade na discussão sobre o novo marco legal do saneamento”, disse o diretor. A Agência Senado informou que aquela casa deve analisar, até março, o projeto de lei (PL 4.162/2019) que modifica o Marco Legal do Saneamento Básico, aprovado em dezembro pela Câmara.

A conferência contou ainda com as participações de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados; Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central e atual presidente do Conselho do Credit Suisse Brasil; José Olympio Pereira, CEO do Credit Suisse Brasil; e Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil; entre outros representantes de órgãos públicos, empresas estatais e grupos privados.

Saneamento – O BNDES tem papel estratégico preparação de estudos técnicos, na estruturação de projetos e na mobilização e coordenação de recursos públicos e privados para investimentos no setor de saneamento. O objetivo é conciliar o interesse público pela universalização dos serviços de água e esgoto com atratividade e segurança jurídica para atração do setor privado.

Estima-se que projetos articulados pelo Banco alavanquem R$ 61,7 bilhões em investimentos no Brasil, sendo R$ 15,9 bilhões apenas nos primeiros 5 anos. Com a entrada do setor privado, projeta-se assim quadruplicar os investimentos em relação ao realizado no período entre 2013 e 2017.

 

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