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23:32 01 de Julho de 2020

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:10:20 12/06/2020 |INDÚSTRIA |INOVAÇÃO |MERCADO DE CAPITAIS |MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS |SAÚDE |SUDESTE

Ultima atualização: 14:35 12/06/2020

Divulgação Magnamed
Respirador Oxymag, da Magnamed

Em tempos de pandemia, uma fabricante nacional de respiradores se preparou para entregar em seis meses mais de quatro vezes a sua produção anual. Estruturada com apoio do fundo Criatec do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Magnamed, de Cotia (SP), trabalha dia e noite para atender à demanda pelos aparelhos causada pela covid-19.

A empresa, que produzia anualmente 1.500 respiradores, assinou contrato com o Ministério da Saúde no início de abril. “A encomenda é de 6.500 ventiladores pulmonares a serem entregues em 180 dias”, conta o CEO da Magnamed, Wataru Ueda.

Para ampliar a produção de sua fábrica, a companhia aumentou os turnos e contratou novos funcionários. Além disso, a Magnamed firmou parceria com a Flex, de Cingapura, para criar linhas de produção na unidade da multinacional em Sorocaba (SP). “A Flex dedica centenas de funcionários, o que inclui seu departamento de engenharia e técnicos, bem como equipamentos de ponta, para dar conta da demanda”, explica Ueda.

Dos 6.500 respiradores que serão entregues até setembro, 5.700 serão montados na Flex. A produção dos equipamentos na linha da Flex começou em maio. A empresa de Sorocaba conta com 150 funcionários, divididos em três turnos ao longo de 24 horas por dia para atender aos pedidos, cuja capacidade instalada permite a produção de 5 mil respiradores por mês.

Fundamental no tratamento de pacientes hospitalizados em estado grave, o respirador, ou ventilador pulmonar, é um item cuja produção depende primordialmente da importação de insumos, mas a empresa também dispõe de uma rede de parceiros nacionais que fornecem componentes e serviços. “Para viabilizar o aumento da oferta nacional do equipamento, a Magnamed conta com o apoio de um grupo de empresas lideradas por Positivo Tecnologia, Suzano, Klabin, Flex e Embraer, com apoio de Fiat-Chrysler Automóveis e White Martins, entre outras”, destacou o CEO.

De acordo com Ueda, os ventiladores pulmonares produzidos pela Magnamed atendem aos principais protocolos internacionaisde saúde. “A empresa trabalha para desenvolver novos fornecedores nacionais e estrangeiros”, assegurou.

 

Segundo o CEO, equipamento atende protocolos internacionais

 

Investimento – Fundada em 2005, a Magnamed é hoje a empresa especializada em ventilação pulmonar que mais cresce no País. Três anos depois da fundação, a empresa recebeu investimentos de R$ 5 milhões do fundo Criatec.

Na avaliação do executivo, o apoio do Criatec contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da empresa. “Além do aporte de capital, o fundo de fato tem sido um sócio proativo, que agrega estratégia, governança e compartilha decisões”, observou. “O fundo Criatec tem sido fundamental na responsabilidade de fazer a empresa avançar rápido e chegar mais longe do que faria sozinha”.

A gerente da Área de Mercado de Capitais do BNDES Carla Ramos destacou a importância do apoio da instituição às micro e pequenas empresas inovadoras por meio de fundos de investimento. “O caso da Magnamed exemplifica como as startups brasileiras demonstram flexibilidade para buscar soluções em momentos de crise”, afirmou.

Os fundos Criatec são fundos de investimento em participações em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) inovadoras, nos quais a BNDES Participações (BNDESPar) – subsidiária de participações societárias do banco de fomento – investe com outros parceiros, em sua maioria bancos de desenvolvimento regionais. O Criatec está em sua terceira edição e, juntos, os fundos da série já apoiaram mais de 90 empresas brasileiras, viabilizando o registro de cerca de 100 patentes e a criação de mais de mil produtos.

 

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