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15:38 22 de Janeiro de 2021

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:15:06 07/01/2021 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 15:14 07/01/2021

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Tese e dissertação primeiras colocadas serão publicadas pelo BNDES

Os autores das três melhores dissertações de mestrado e das três melhores teses de doutorado dividirão premiação total de R$ 125 mil

Desde 1977 o concurso estimula a pesquisa no campo da Ciência Econômica Pura e Aplicada

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou ontem a relação dos seis trabalhos acadêmicos – três dissertações de mestrado e três teses de doutorados – vencedores do 38º Prêmio BNDES de Economia. Os autores dividirão uma premiação total de R$ 125 mil. Além disso, a tese e a dissertação eleitas primeiras colocadas pelo júri serão publicadas pelo BNDES.

O concurso, instituído em 1977, tem como objetivo estimular a pesquisa no campo da Ciência Econômica Pura e Aplicada segundo as perspectivas nacional, regional ou setorial. Nesta edição foram recebidos 78 trabalhos acadêmicos.

Categoria doutorado – A tese intitulada “Desindustrialização e especialização regressiva na economia brasileira entre 2000 e 2014: uma abordagem crítica a partir do modelo insumo-produto” foi eleita a melhor entre as 25 avaliadas pela comissão julgadora. Neste trabalho, a pesquisadora Patieene Alves Passoni, sob orientação de Fabio Neves Perácio Freitas (UFRJ), investiga o desempenho setorial da economia brasileira com ênfase em segmentos industriais tecnológicos e inovadores.

A segunda colocação da categoria Doutorado coube a Lídia Brochier, orientada pelo professor Antônio Carlos Macedo e Silva (Unicamp). “Gasto autônomo endógeno em um modelo supermultiplicador stock-flow consistent: uma avaliação dos efeitos de crescimento e distribuição” correlaciona a capacidade produtiva com a demanda de longo prazo. O trabalho também analisa o modelo supermultiplicador, que é uma teoria do crescimento econômico, estendido a estruturas financeiras mais complexas.

A pesquisa de Gabriela Freitas da Cruz foi eleita pelo corpo de jurados como a terceira melhor da categoria doutorado. A tese “Mobilidade intergeracional de renda no Brasil: tendências temporais e diferenciais de gênero” busca entender as mudanças no mercado de trabalho brasileiro através da comparação entre as gerações. Sob orientação de Valério Pero (UFRJ), Gabriela da Cruz questiona a relação entre mobilidade intergeracional de renda e redução das desigualdades do mercado de trabalho.

As três melhores teses de doutorado receberão do BNDES os prêmios de R$ 40 mil, R$ 20 mil e R$ 15 mil, pela ordem da primeira para a terceira.

Categoria mestrado - A dissertação de Daniel Herrera Pinto, sob a orientação de Gustavo de Oliveira Aggio (Unicamp), recebeu a melhor avaliação entre todos os 53 trabalhos de mestrados inscritos. “Políticas de Mitigação de Mudanças Climáticas para o Brasil: Análise com um modelo dinâmico de Supermultiplicador Sraffiano com consistência de fluxos e estoques (SFC)” debate um modelo de crescimento para a economia brasileira inserido às mudanças climáticas. Para isso, o autor confronta metodologias econômicas heterodoxas e literatura sobre o assunto para estabelecer políticas para enfrentamento aos problemas ambientais.

Camila Unis Krepsky, também orientada por Fabio Neves Perácio Freitas (UFRJ), pesquisou as estruturas de consumo setoriais familiares e o crescimento produtivo do Brasil entre 2000 e 2016. O trabalho conquistou o segundo lugar da categoria mestrado. “Crescimento do produto e consumo das famílias no Brasil de 2000 a 2016: uma análise de decomposição estrutural” recorre ao método de estatística comparativa para estabelecer a variação do consumo das famílias. E os resultados mostram que as mudanças estruturais na produção e no consumo foram relevantes na determinação do crescimento econômico.

O terceiro lugar entre as melhores dissertações ficou com Victor Medeiros, autor de “Infraestrutura, pobreza e desigualdade: uma aplicação para o caso brasileiro a partir de modelos hierárquicos e espaciais”. Os resultados desta pesquisa mostram que a deficiência na infraestrutura tem correlação com pobreza e desigualdade de renda. O trabalho de Victor, orientado por Rafael Saulo Marques Ribeiro (UFMG), evidencia a necessidade de políticas públicas destinadas à expansão das infraestruturas para as melhorias econômicas e sociais no Brasil.

Para a categoria mestrado, o BNDES concederá aos três melhores trabalhos a premiação de R$ 25 mil, R$ 15 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

De acordo com a presidente da Comissão do Prêmio BNDES de Economia, Ana Cláudia Além, a conexão com a academia é algo imprescindível para a própria missão institucional do Banco. “O prêmio BNDES de Economia é uma entrega fundamental que a instituição faz para a sociedade brasileira. Os trabalhos trazem um conhecimento essencial para inspirar políticas públicas para a promoção do desenvolvimento sustentável, tanto do ponto de vista econômico, como ambiental e social", explicou.

Comissão – Além de Ana Cláudia Além, da Área de Planejamento Estratégico do BNDES, a comissão examinadora do 38º Prêmio BNDES de Economia também foi composta por André Albuquerque Sant’na, do BNDES; Fabrício José Missio, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Gisele Ferreira Tiryaki, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Júlia de Medeiros Braga, da Universidade Federal Fluminense (UFF); Luiz Carlos de Santana Ribeiro, da Universidade Federal de Sergipe (UFS); Marcus Cardoso Santiago, do BNDES; Reynaldo Fernandes, da Universidade de São Paulo (USP); e Tatiana Massaroli de Melo, da Universidade Estadual Paulista (UNESP).