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BNDES - Agência de Notícias

04:25 12 de April de 2021

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:10:48 03/03/2021 |ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA |CENTRO-OESTE

Ultima atualização: 11:16 10/03/2021

Bruno Spada/BNDES
Diretor do BNDES Leonardo Cabral, em coletiva após assinatura

Coordenado desde o início pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o processo de privatização da CEB Distribuição S.A (CEB-D) foi concluído nesta terça-feira, 2, com a assinatura do contrato de compra e venda entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Neoenergia. A empresa é a controladora da Bahia Geração de Energia, que venceu o leilão realizado na B3 em abril do ano passado.

O diretor de Privatizações do Banco, Leonardo Cabral, participou da cerimônia, no Palácio do Buriti, sede do GDF. Cabral ressaltou o esforço e a capacidade de execução da equipe técnica do BNDES envolvida no processo, que foi concluído em tempo recorde. Da contratação de consultores pelo Banco, etapa inicial do trabalho, até o leilão, foram menos de 11 meses.

Segundo Cabral, no período o Banco produziu 1.500 páginas de estudos, que permitiram a realização do leilão nesse prazo. “O time do BNDES mostrou não só à CEB, mas ao país como um todo, que é possível realizar privatizações muito bem sucedidas no Brasil”, disse o diretor em entrevista coletiva. “Vem mais por aí. Esperamos contar com outras privatizações nos próximos meses de outras companhias ao redor do Brasil e também do governo federal”.

Em balanço da sua gestão à frente da empresa, desde a posse do atual governo até a conclusão do processo de desestatização, o diretor-presidente da CEB Holding e diretor-geral da CEB-D, Edison Garcia, afirmou que o trabalho realizado no período “agregou valor ao grupo econômico e foi precificado pelo mercado, o que se refletiu no leilão e no ágio de mais de 70% no preço mínimo”, disse.

A empresa foi leiloada por R$ 2,515 bilhões, 76,63% acima do valor mínimo estipulado pelo edital. “Reduzimos a dívida da CEB à metade, conforme balanço publicado hoje. Saímos do prejuízo para o lucro e melhoramos os indicadores econômicos. Mas isso não é suficiente. São necessárias ações e recursos para investir”, completou Garcia.

“Estamos dando um passo enorme em direção à melhor prestação do serviço de energia aos cidadãos do DF. Queremos suprir não só a demanda atual como prever a demanda futura. Vamos expandir e modernizar a rede, o que, automaticamente, vai gerar postos de trabalho, com mão-de-obra e fornecedores locais”, garantiu o diretor-presidente da Neoenergia, Mario Ruiz-Tagle.

Ele informou que a Neoenergia tem um plano de R$ 10 bilhões para investimento no Brasil, dos quais R$ 8 bilhões para distribuição, parte dos quais será investida em Brasília. “Nos comprometemos a investir na infraestrutura elétrica para que, aqui, venham investimentos tanto industriais como comerciais. Isso só é possível porque há previsibilidade e um arcabouço legal que gera segurança jurídica”, avaliou o executivo.

Na outra ponta, o governador Ibaneis Rocha afirmou que os recursos garantidos com a venda da empresa já têm destinação prevista pelo governo: “Nossas contas estão sanadas. Então, esses recursos entram hoje para serem investidos naquilo que importa para a população: infraestrutura. Já temos um plano de investimento para os recursos”, finalizou o gestor.