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11:14 18 de September de 2019

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:14:51 22/08/2019 |INSTITUCIONAL |SUDESTE

Ultima atualização: 18:20 22/08/2019

Fotos: Raphael Monteiro/Divulgação BNDES
Camille Florentino e João Victor Monteiro, participantes do programa Jovem Aprendiz, do BNDES

Adolescentes de 15 a 18 anos vindos de famílias de baixa renda encontram o primeiro emprego e a oportunidade de desenvolver competências para o ambiente de trabalho em uma iniciativa de inclusão social no Rio de Janeiro. Com o programa Jovem Aprendiz, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece aos jovens formação técnica e experiência de trabalho compatíveis com seu desenvolvimento físico, moral e psicológico.

Desde seu lançamento, em 2007, cerca de 370 adolescentes concluíram o programa. Desse total, hoje 61% só trabalham, 15% apenas estudam e outros 15% trabalham e estudam. Os jovens participantes também continuaram a formação escolar, sendo que 61% concluíram o ensino médio, 17% ingressaram em faculdades ou universidades, 4% estão cursando o nível médio, e 6% concluíram o ensino técnico.

Com duração de 1 ano e 5 meses, o programa contempla atividades teóricas e práticas e é desenvolvido por intermédio de organizações não governamentais, sem fins lucrativos, atuantes nas causas de adolescentes em situação vulnerável e na promoção do desenvolvimento de jovens. Os jovens aprendizes pertencem a famílias inscritas no cadastro único, em condição de vulnerabilidade socioeconômica.

 

Com programa Jovem Aprendiz, BNDES capacita e remunera adolescentes de baixa renda

João Victor Monteiro: acúmulo de conhecimento e experiência para o futuro profissional

 

De acordo com João Victor Monteiro, que atualmente trabalha no setor de Protocolo, o banco de fomento proporciona uma excelente oportunidade de aprendizado. “Estou conhecendo diferentes áreas e aprendendo sobre novas funções”, afirmou. “Com esse aprendizado, aumento meu conhecimento e ganho mais experiência, que serão usados no futuro”.

Crescimento e amadurecimento profissional são as grandes lições para outra jovem aprendiz, Camille Florentino, lotada na Área de Administração e Recursos Humanos. “Aprendi a me comunicar melhor e trabalhar em grupo”, avaliou. “Hoje vejo que mudei tanto a maneira de pensar quanto o jeito de agir. Tenho mais responsabilidade e criei também uma nova visão do ambiente administrativo”.

 

Com programa Jovem Aprendiz, BNDES capacita e remunera adolescentes de baixa renda

Camille Florentino: facilidade de comunicação e trabalho em grupo

 

Para o gerente José Luiz Penido, também da Área de Administração e RH, cuidar do Programa Jovem Aprendiz é motivo de “muito orgulho”. “Conseguimos inserir jovens em condições de vulnerabilidade no mercado de trabalho”, disse. “Esss jovens contribuem de imediato para o aumento da renda familiar. E o principal legado é aumentar as chances de empregabilidade no futuro”.

Em maio deste ano, o BNDES recebeu uma nova turma com 35 novos aprendizes, sendo 16 no turno da manhã e 19 pela tarde. Eles iniciaram a prática de aprendizagem com atividades administrativas nas instalações do Banco, o que inclui supervisão pedagógica e atividades teóricas. Os jovens são remunerados com um salário mínimo nacional por mês, sendo assegurados os demais direitos trabalhistas e previdenciários. Além dos benefícios determinados em lei, recebem auxílio-refeição e assistência médico-odontológica.

 

 

 

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Histórias de vida

● Conheça casos de superação de adolescentes que encontraram oportunidade de trabalho e renda e melhoraram a condição de vida de suas famílias ao ingressar no programa

Júlia Faria, de 15 anos, mora no Catumbi, um bairro humilde na região central da capital fluminense. Vive com os avós e dois irmãos. Aos dois anos de idade, perdeu o pai. Apesar de toda dificuldade, destaca a união da família e diz que nunca faltou nada. Sempre ao seu lado, a mãe, que apoia e incentiva os estudos, ficou desempregada no ano passado, o que trouxe novo aperto temporário, mas felizmente os avós ajudam a superar esse momento. Agora a mãe trabalha com Uber para prover os sustentos em casa, enquanto o irmão continua a busca por emprego. Sua maior alegria foi ter conseguido entrar no programa para ajudar no sustento da casa e investir nos estudos.

Ana Karla Santos tem 16 anos e conta que sua mãe é sua maior inspiração, pela trajetória difícil que superou com grande força e sacrifício. Sem as mesmas oportunidades, sua mãe não chegou a concluir os estudos, pois sofreu com um abandono, tendo que, aos 14 anos, cuidar dos irmãos, época em que começou a fazer limpeza como empregada doméstica. Por tudo isso, Ana Karla valoriza ainda mais a chance desse primeiro emprego.

Luana Almeida sempre teve um sonho de trabalhar e ajudar a família. Em 2018, foi morar com o pai e, este ano, voltou a morar com a mãe, que a ajudou na busca de emprego na condição de jovem aprendiz. Elogia o convívio com a equipe do programa: “são incríveis e todos os colegas são bem atenciosos”.