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05:38 08 de December de 2019

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:15:22 25/07/2019 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 12:00 26/07/2019

André Telles/Divulgação BNDES

Valor acumulado de julho do ano passado a junho de 2019 chega a R$ 66,7 bi, crescimento de 3% na comparação com o período anterior

Desembolsos para infraestrutura de janeiro a julho representaram 45,5%, totalizando R$ 11,4 bi, a maior parte para os segmentos de energia elétrica e transportes

Micro, pequenas e médias empresas foram destino de mais de 96% das operações nos seis primeiros meses de 2019 e receberam R$ 11,5 bi, 45,6% do valor liberado

Recursos destinados à região Norte no primeiro semestre cresceram 108%, chegando a R$ 1,6 bi. Liberações para o Sul aumentaram 10% e atingiram R$ 7 bilhões


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social desembolsou R$ 25 bilhões entre janeiro e junho de 2019, acumulando R$ 66,7 bilhões liberados nos últimos 12 meses, crescimento de 3% em relação ao período anterior. No semestre, houve queda de 9% em relação aos seis primeiros meses de 2018.

As aprovações de novos financiamentos de janeiro a junho, por sua vez, atingiram R$ 18,7 bilhões (redução de 39% em comparação com igual período de 2018), e as consultas, R$ 24,7 bilhões (diminuição de 49%).

Prioritário para a instituição, o setor de infraestrutura foi o destaque entre os desembolsos, tendo recebido R$ 11,45 bilhões, ou 45,5% dos recursos totais. O desempenho foi puxado por projetos de energia elétrica — responsáveis por 19,1% de todas os desembolsos — e transportes (que responderam por 24,3% do volume liberado). Em relação ao mesmo período do ano passado, as liberações do Banco para projetos de infraestrutura no Brasil cresceram 4%.

“O BNDES reforça seu papel com a participação em infraestrutura, numa lógica de complementar o mercado”, afirma o superintendente de Planejamento da instituição, Pedro Iootty. “O Brasil ainda tem um déficit grande de infraestrutura, seja por cobrir deprecação, seja por necessidade de investimento para aumentar competitividade e produtividade”.

De acordo com o superintendente, o banco de fomento está apto a apoiar alguns desses projetos. “Mais do que isso, é um instrumento para estruturar bons projetos de infraestrutura”, complementou.

 

Ouça o áudio.

 

“O BNDES reforça seu papel com a participação em infraestrutura, numa lógica de complementar o mercado”.

Pedro Iooty, superintendente de Planejamento do BNDES

 

 

O setor de agropecuária também teve variação positiva frente ao primeiro semestre de 2018. Com R$ 6,36 bilhões liberados (25,3% do total), cresceu 10%. Já os setores de indústria e de comércio e serviços decresceram 7% e 56%, respectivamente. O primeiro recebeu R$ 4,78 bilhões (19% do total liberado pelo Banco) e o segundo R$ 2,57 bilhões (10,2%).

MPMEs – Entre janeiro e junho, o BNDES desembolsou R$ 11,5 bilhões para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), montante que equivale a 45,6% de todas liberações do Banco. No período, 96,7% das mais de 114 mil operações de crédito foram realizadas com esse segmento de empresas de menor porte.

Nos seis primeiros meses, as microempresas receberam R$ 1,8 bilhão (7,1% dos desembolsos); as pequenas, R$ 3,8 bilhões (15,2% dos desembolsos); e as médias, R$ 5,9 bilhões (23,3%). Já as grandes empresas foram destino de R$ 13,67 bilhões (54,4% dos desembolsos).

Regiões – Dentre as regiões brasileiras, o Norte apresentou o maior crescimento, de 108%. Impulsionada pelo setor de energia elétrica, a região recebeu R$ 1,6 bilhão no período, alcançando 6,5% do total liberado no País, percentual superior à sua participação no PIB, que é de 5%.

A região Sul também apresentou crescimento (+ 10%), recebendo R$ 7 bilhões no período, o que corresponde a 27,9% do total liberado pelo BNDES e supera a participação da região no PIB (16% do PIB).

A região Sudeste, que responde por 55% do PIB, recebeu R$ 9 bilhões em desembolsos (35,9% do total liberado), volume 19% menor em relação aos seis primeiros meses de 2018. O Nordeste (14% do PIB) recebeu R$ 4,7 bilhões (18,8% do total desembolsado), decrescendo 17% ante o primeiro semestre de 2018. Por fim, o Centro-Oeste (10% do PIB) recebeu R$ 2,6 bilhões (10,9% do total liberado pelo BNDES), apresentando variação negativa de 28%.

Mercado de capitais – No primeiro semestre de 2019 foi subscrita uma operação para fundo de investimento em participação, no valor de R$ 40 milhões. O FIP Anjo é primeiro fundo com participação do BNDES, por meio da subsdiária BNDES Participações (BNDESPar) em parceria com investidores-anjo, que neste momento já aportaram R$ 36 milhões, totalizando R$ 76 milhões que serão aplicados em startups inovadoras.

No período, o BNDES também subscreveu uma operação de debêntures, no valor de R$ 91 milhões, para a Cutia Empreendimentos Eólicos, o que corresponde a 25% do total emitido. Os recursos estão associados à construção de 13 parques eólicos.

Confira o Boletim de Desempenho do BNDES.