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Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:19:13 12/11/2019 |INTERNACIONAL

Ultima atualização: 11:56 14/11/2019

Fotos: André Telles/Divulgação BNDES
Gustavo Montezano, presidente do BNDES, no painel de abertura da 2ª Conferência Anual Cebri-BNDES

Dirigentes dos bancos de desenvolvimento do Brasil, China, Índia, África do Sul e Rússia e do New Development Bank (NDB), o banco do Brics – bloco econômico que reúne os cinco países –, refirmaram nesta terça-feira, 12, no Rio, durante a 2ª Conferência Cebri-BNDES, o compromisso com a cooperação internacional, notadamente em infraestrutura e inovação. Na véspera do encontro, os cinco bancos nacionais de desenvolvimento haviam firmado memorando de entendimento para mobilizar investimentos privados em projetos de infraestrutura nesses países.

“O papel do BNDES é trabalhar como facilitador de fluxos financeiros, pois há capital globalmente com disposição para investir, em busca de retornos financeiros, ambientais e sociais”, afirmou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano. “A parte financeira do nosso trabalho é um meio e não um fim em si mesma. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida da nossa população”.

Patrick Dlamini, CEO do Development Bank of Southern Africa (DBSA), destacou a agroindústria brasileira e a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar como áreas importantes em que o Brasil pode cooperar com os países africanos.
“Cooperação internacional é fundamental para viabilizar grandes projetos de infraestrutura”, afirmou Mikhail Poluboyarinov, presidente-adjunto do Vnesheconombank (VEB.RF), o banco de desenvolvimento russo.

“Temos a responsabilidade de preparar projetos atraentes para o setor privado, atuando como catalisadores. Dessa forma, conseguiremos viabilizar projetos sustentáveis” ponderou David Rasquinha, CEO do Exim Bank India.
Sarquis J. B. Sarquis, vice-presidente e chief risk officer (CRO) do NDB, ressaltou o alinhamento da instituição aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs), lançados na Agenda 2030 das Nações Unidas. “Os bancos nacionais de desenvolvimento e o NDB precisam mobilizar recursos em nível doméstico e internacional para alcançar os ODSs”, afirmou. “O NDB é dedicado à sustentabilidade e se vê como facilitador dos projetos concebidos pelos países membros, trabalhando em parceira com eles”.

 

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Gustavo Montezano (BNDES), Mikhail Poluboyarinov (VEB.RF), David Rasquinnha (Exim Bank of India), Zhang Xuguang (CDB) e Patrick Dlamini (DBSA)


Acordo – O BNDES assinou na segunda-feira, 11, memorando de entendimento com os bancos de desenvolvimento da Rússia, Índia, China e África do Sul para mobilização de investimentos privados em projetos de infraestrutura nos cinco países. O acordo determina que as instituições criem um grupo de trabalho para avaliar experiências concretas de aplicação de recursos privados em projetos de infraestrutura. Os resultados devem ser consolidados e expostos aos dirigentes das entidades em 2021.

A ideia é que sejam apresentadas iniciativas como soluções financeiras, modelagens para concessões e parcerias público-privadas (PPPs), bem como propostas de aperfeiçoamento dos marcos legais e regulatórios aplicáveis. Posteriormente o BNDES e os demais bancos de desenvolvimento poderão avaliar a implementação de instrumentos que favoreçam a atração de recursos privados com base nas conclusões do grupo de trabalho.

BNDES, VEB.RF, Exim Bank of India, CDB e DBSA também manifestaram o interesse em renovar, em abril de 2020, o memorando de cooperação estabelecido inicialmente em 2010 e reeditado em 2015. Este documento constitui o marco inicial de aproximação das instituições e serviu de base para a criação do NDB. Ele estabelece os termos básicos de cooperação entre as entidades envolvidas.

A 2ª Conferência Anual Cebri-BNDES foi promovida pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), com patrocínio máster do BNDES.

 

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