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BNDES - Agência de Notícias

20:48 20 de May de 2022

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:21:05 12/08/2021 |INSTITUCIONAL

Ultima atualização: 21:45 12/08/2021

André Telles/BNDES
Diretoria do Banco apresentou resultado em coletiva

• Entre janeiro e junho, lucro acumulado foi de R$ 15,1 bilhões; no trimestre, chega a R$ 5,3 bi

• Ganho com alienações de debêntures participativas da Vale e participações societárias influenciou o resultado

• Até julho, Banco transferiu R$ 75,9 bi ao Tesouro, entre pagamentos antecipados, ordinários, dividendos e tributos

 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, e a Diretoria do Banco concederam entrevista coletiva na noite desta quinta-feira, 12, para apresentar o resultado financeiro, o desempenho e os destaques da atuação do BNDES nos primeiros seis meses deste ano. No período, marcado pela implementação de uma série de iniciativas que multiplicam as fontes de investimento para o desenvolvimento de longo prazo do Brasil — alavancando ou substituindo a necessidade de recursos públicos —, o Banco registrou lucro líquido de R$ 15,1 bilhões. O resultado corresponde ao triplo do registrado no mesmo período do ano anterior.

“A operação mais marcante do segundo trimestre foi o leilão da Cedae. Exceto por essa operação, não há um grande destaque, e isso é bom: a soma de diferentes frentes mostra o amadurecimento da nossa estratégia, que passa por diversificação. A multiplicidade torna nosso resultado muito satisfatório. Passamos de um operador concentrado em monoproduto (crédito) e, cada vez mais, ampliamos nossas ferramentas para sermos mais impactantes”, avaliou o presidente do Banco. 

Dentre as múltiplas iniciativas do semestre, Montezano destacou os matchfundings “Salvando Vidas”, voltado à saúde, e “Resgatando a História”, em favor do patrimônio histórico; a criação do Fundo Socioambiental, destinado ao ambiente, à educação e ao emprego; o lançamento do BNDES Garagem – Negócios de Impacto, para apoio a startups; e a primeira estruturação de debêntures do Banco (na qual o BNDES investiu apenas 30% do capital total levantado pela usina térmica Gás Natural Açu, com uma alta demanda do mercado). 

Comentando os resultados do semestre, a diretora Financeira, Bianca Nasser, afirmou que o resultado foi impulsionado pela venda de ações de Vale e Klabin, no primeiro trimestre (elas contribuíram com um lucro líquido de R$ 6,0 bilhões e R$ 1,0 bilhão, respectivamente), e pelo lucro de R$ 5,3 bilhões com a venda de debentures participativas de Vale, no segundo trimestre. 

Considerado apenas o segundo trimestre, o lucro líquido do BNDES foi de R$ 5,3 bilhões. Nesse período, o Banco desembolsou R$ 1,4 bilhão para empreendimentos que apoiam a economia verde e R$ 1,1 bilhão para projetos vinculados ao desenvolvimento social. Mais da metade da carteira de crédito de operações diretas e indiretas não automáticas do Banco (56,3%, que equivalem a R$ 184 bilhões) está vinculada a esses setores. 

No mesmo período, foram feitas cerca de 32 mil operações alinhadas a pelo menos um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Tais operações responderam por 77% (ou R$ 9,64 bi) dos desembolsos no período. 

Resultado financeiro – Além do resultado líquido na venda de debêntures da Vale (R$ 2,1 bi), o lucro líquido de R$ 5,3 bi do segundo trimestre foi influenciado por receita com dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) das empresas investidas, com destaque para Petrobras e Eletrobras.

Nesse período, o produto de intermediação financeira atingiu R$ 6,6 bilhões, aumento de 50% em comparação ao primeiro trimestre de 2021. A inadimplência acima de 90 dias se manteve em patamar baixo, oscilando de 0,01% em 31 de dezembro para 0,19% em 30 de junho, inferior à média do Sistema Financeiro Nacional (2,30% em 30 de junho de 2021).

A boa qualidade da carteira de crédito foi mantida, com 92,1% das operações classificadas, em 30 de junho de 2021, entre os níveis AA e C, os de riscos mais baixos. O percentual é superior ao registrado pelo Sistema Financeiro Nacional (91,6% em março, última informação disponível).

A carteira de participações societárias, valorizada em cerca de R$ 6,6 bilhões no segundo trimestre, totalizou R$ 69,3 bilhões em junho, um acréscimo de 12,7%. Em uma avaliação gerencial, o valor justo (a mercado) das participações acionárias era de R$ 74,8 bilhões no final do trimestre (e R$ 78,2 bilhões considerando o valor das cotas de fundos de investimento, de R$ 3,4 bilhões).

Fontes de recursos – Em junho, FAT e Tesouro Nacional representavam 44,8% e 20,8%, respectivamente, do passivo do BNDES. O valor devido pelo BNDES ao Tesouro Nacional atingiu R$ 151,3 bilhões, uma redução de 22,5% em relação à posição em dezembro de 2020. O decréscimo decorreu de liquidação antecipada de R$ 38,0 bilhões, além de pagamentos ordinários de R$ 7,4 bilhões.

No semestre, ingressaram R$ 9,8 bilhões de recursos do FAT, chegando ao total de R$ 326,4 bilhões com o Banco. O passivo com captações externas totalizou R$ 32,7 bilhões, decréscimo de 13,7% no trimestre, em função, principalmente, de amortizações de principal e de efeito cambial. O patrimônio líquido atingiu R$ 122,3 bilhões, aumento de 8,2% em relação a dezembro.

Limites prudenciais – Base para o cálculo dos limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central, o Patrimônio de Referência totalizou R$ 185,5 em junho, ante R$ 194,5 bilhões em dezembro. O Índice de Basileia manteve-se em situação confortável, oscilando de 41,2% ao fim de dezembro para 38,5% em junho, acima dos 9,625% exigidos pelo BC.

Eventos Subsequentes – Em julho de 2021, o BNDES pagou dívida junto ao Tesouro Nacional no total de R$ 16,5 bilhões, conforme cronograma de melhores esforços comunicado em março. O saldo devedor atual é de, aproximadamente, R$ 99,7 bilhões. Considerando pagamentos antecipados (R$ 54,5 bilhões), ordinários (R$ 8,2 bilhões), dividendos (R$ 4,9 bilhões) e tributos (R$ 8,3 bilhões), o BNDES transferiu ao Tesouro Nacional R$ 75,9 bilhões neste ano, até julho.

Fábrica de Projetos – Apresentando os resultados da Fábrica de Projetos, onde foi modelado o leilão de saneamento no Rio, o diretor de Privatizações e Concessões do Banco, Fábio Abrahão, lembrou que, por meio das operações nesse segmento, “trouxemos 8,3 milhões de pessoas que passaram ou passarão a contar com o serviço de saneamento. Se considerarmos os que contavam com o serviço, mas ele era precário, esse número supera 15 milhões”. 

Abrahão informou que a carteira da Fábrica de Projetos conta, neste momento, com 120 iniciativas de estruturação de desestatizações, no valor de R$ 261 bilhões entre outorgas e investimentos previstos. Ele lembrou ainda que, de janeiro de 2020 a junho de 2021, os projetos já estruturados concederam 2.124 km de rodovias e culminaram com a privatização de quatro empresas, incluídos os leilões das companhias de energia no Amapá (CEA) e no Rio Grande do Sul (CEEE-T).

Ambiental e Social – Na coletiva desta quinta, a Diretoria do Banco apresentou ainda números que refletem o impacto das operações do BNDES na vida dos brasileiros. Como exemplo, os contratos do Banco no primeiro semestre viabilizarão a geração de 472 MW de energia eólica e 701 MW de solar. Esse total é capaz de atender 1,9 milhão de domicílios ou 6,5 milhões de pessoas, o que equivale aproximadamente à população da cidade do Rio de Janeiro ou duas vezes à de Salvador.

As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) receberam 40% dos desembolsos do segundo trimestre (R$ 5,1 bilhões). Elas foram responsáveis por 34.377 operações, 96% de total realizado no período. Ao fim do primeiro semestre, a participação das MPMEs atingiu 22% da carteira de crédito do BNDES, totalizando R$ 98 bilhões.

Plano Trienal – Levadas em conta as operações de crédito do BNDES desde o lançamento do Plano Trienal, em janeiro de 2020, foi viabilizada até junho a geração ou manutenção de cerca de 5 milhões de empregos diretos, além da ampliação da capacidade instalada de geração energética em 2,6 GW e a expansão da rede de distribuição de gás natural em 1,6 mil km (equivalente à distância entre Brasília e Porto Alegre). 

Os financiamentos no período também contribuíram para projetos que aumentarão a rede de água, beneficiando 258 mil pessoas, e de esgoto, com impacto em 62 mil pessoas. A atuação do Banco por meio do crédito também inclui o apoio a 654 unidades do SUS; investimentos em educação, beneficiando 107 mil estudantes; conexão de 850 mil pessoas via banda larga fixa; e implantação, duplicação ou modernização de 958 km de rodovias.

Saiba mais – Para conhecer as demonstrações financeiras completas do BNDES e suas subsidiárias, acesse o Portal de Relações com Investidores do Banco.