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BNDES - Agência de Notícias

08:45 23 de May de 2022

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:16:05 03/12/2021 |INSTITUCIONAL |MERCADO DE CAPITAIS

Ultima atualização: 12:30 04/12/2021

André Telles/BNDES
Honraria foi entregue em reunião do conselho do Banco

• Com apoio da ONU Mulheres, selo Women on Board valoriza organizações que estimulam uma composição mais diversa dos seus conselhos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu nesta sexta-feira, 3, o certificado Women on Board (WOB), selo cujo objetivo é valorizar organizações que estimulam a existência de ambientes corporativos mais diversos e valorizam a presença de mulheres em seus conselhos de administração ou conselhos consultivos. A honraria foi entregue durante reunião do conselho do Banco, no Rio de Janeiro. Na quarta, 1º, a obtenção do selo já havia sido tema de debate virtual dentro da série “Encontros sobre Governança e Conselhos de Administração”, promovida pelo Banco. 

Participaram o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, o presidente do Conselho de Administração, Marcelo Serfaty, o diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do Banco, Bruno Laskowsky, a fundadora do Women Brasil, Patrícia Marins, e as conselheiras do Banco Joisa Dutra, Sonia Faveretto e Heloisa Bedicks. Rachel Maia, conselheira de administração da VALE, do Banco do Brasil, da CVC, do Grupo Soma e da UNICEF foi convidada especial.

O WOB foi lançado em 2019, por um grupo de executivas que participa direta e indiretamente de conselhos de administração a fim de estimular uma ótica diferente, capaz de promover inovação nas companhias, por meio da adição de visões estratégicas alternativas. Em parceria com a ONU Mulheres, o selo alerta para a importância da diversidade como investimento qualificado e incentiva a movimentação via pressão positiva por meio de seus pares.

“A iniciativa reconhece e divulga as organizações que têm, pelo menos, duas mulheres nos seus conselhos de administração ou consultivos. Queremos incentivar a igualdade de gênero e a qualificação empresarial e sensibilizar a iniciativa privada quanto às práticas ASG”, explicou Patrícia Marins. “Um BNDES representado e dirigido por mais mulheres e homens conjuntamente é um BNDES mais produtivo. Tenho certeza de que isso é mais um legado que deixamos para essa instituição tão importante para o Brasil, na qual trabalhamos sob três pilares: propósito, inovação e eficiência”, disse o presidente Montezano.

Atualmente, o Conselho de Administração do BNDES é 30% composto de mulheres, contando, em sua formação, com Heloisa Belotti Bedicks, Joisa Campanher Dutra Saraiva e Sonia Consiglio Favaretto. O Conselho Fiscal tem dois terços de mulheres entre seus membros titulares, com a participação de Pricilla Maria Santana, que preside o colegiado, e Marília Moreira Garcez. Na Diretoria do Banco, a presença feminina é representada por Ângela Lins, diretora de Pessoas e Cultura, e Bianca Nasser, diretora de Finanças.

No Brasil, o percentual de mulheres em conselhos ainda é relativamente baixo, de cerca de 12%. Na Noruega e na França, esse índice supera 40%. Os dois países têm leis que estabelecem cotas compulsórias, assim como Espanha, Holanda, Bélgica e Itália. Entre as regiões brasileiras, também há desigualdade. Na região Norte, por exemplo, não há registro de presença feminina em conselho. 

“Em 2010, houve um projeto de lei que acabou não tendo prosseguimento, e, agora, há um novo, da deputada Tábata Amaral, que estabelece um mínimo de 30% de vagas de para mulheres em conselhos no Brasil. Eu vejo isso como um avanço se for algo temporário”, avaliou Heloisa Bedicks, que mediou painel com as demais conselheiras do Banco e a convidada Rachel. 

“Para serem consideradas equilibradas, as companhias precisam ter mais de 40% de mulheres no conselho. Quando há participação de pelo menos 35%, verificam-se benefícios claros quanto ao monitoramento”, apontou Joisa. Ela lembrou que menos de 20% das 50 posições de indicação da BNDESpar em empresas são ocupadas por mulheres, e sugeriu que se persiga a marca de, pelo menos, 35%. 

Pró-Equidade - Além do selo da WOB, o BNDES também aderiu, desde 2007, ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do Governo Federal. Em julho deste ano, o Banco recebeu pela quinta vez o selo de Equidade, Gênero e Raça, do qual participaram 122 empresas, sendo 64 delas escolhidas para receber o certificado. 

“Por estar estritamente conectada com as diretrizes ASG, essa agenda assume especial importância no contexto atual”, disse, na cerimônia de entrega do selo, a diretora Ângela Lins. “Em um mundo no qual as práticas socialmente responsáveis, alinhadas com os direitos humanos, são consideradas centrais para a sustentabilidade de empresas, a temática passa a ocupar importantes pautas na decisão de investidores e financiadores”, explicou.